sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Recuperação XIV_ Aproveitamento da nossa ZEE


Clik na Imagem sff (Link para):
  1. O Projecto EMEPC - Documento que explica todo o projecto recorrendo a textos, imagens e esquemas animados.
  2. Alargar Portugal  - Filme com cerca de 10 minutos, em Full-HD, recorrendo a imagens reais e virtuais.
  3. Modelo Virtual 3D - Saiba mais sobre proposta de Portugal para a extensão da plataforma continental visitando o fundo do Oceano Atlântico em 3D, em tempo real.




Contrariando a tendência instalada, aqui fica mais uma medida para a recuperação… e vão 14.
Actual Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, faixa marítima com 200 milhas de largura, tem uma área de 1.850.000 km2, o equivalente a 20 vezes o território "terrestre". O projecto de alargamento da plataforma continental em curso poderá estender a soberania portuguesa sobre o fundo do mar até 350 milhas, ou seja, mais 2.150.000 km2, o que totalizará 4.000.000 km2, isto é, um território marítimo equivalente à dimensão da Índia, 40 vezes superior à nossa área terrestre.
Embora em rigor não se conheça totalmente a riqueza existente neste imenso território, as explorações que têm sido levadas a cabo sob a orientação da EMEPC (http://www. emepc.pt) revelam-se animadoras, tendo-se descoberto espécies marinhas raras para a utilização em medicina de ponta, elevada probabilidade de existência de hidrocarbonetos e minério em estudo de elevada pureza, fontes hidrotermais.
No entanto, o mar não é só isto. "Há que tomar em linha de conta a privilegiada posição geoestratégica de Portugal, que terá que ser melhor aproveitada "rasgando" as nossas fronteiras marítimas, à semelhança do que aconteceu com a fronteira terrestre",
Fernando Ribeiro e Castro, secretário-geral do recém-constituído Fórum Empresarial da Economia do Mar.
salienta, "não é muito compreensível que grande parte do nosso intercâmbio comercial seja feito por terra, algumas das mercadorias sendo descarregadas em portos espanhóis e vindo, por terra, para Portugal".
Pelo contrário, acrescenta este responsável, "os nossos portos, através de uma maior eficácia, deveriam servir uma boa parte de Espanha e a totalidade de Portugal, para o que é indispensável aumentar a sua eficácia assim como melhorar as ligações ferroviárias (um trabalho que está em curso, mas que é necessário acelerar)".
Fernando Ribeiro e Castro é de opinião que a Náutica de Recreio e Turística terá que ser incrementada com a construção de mais e maiores marinas e portos de recreio, podendo-se aproveitar o grande espaço disponível nos sobredimensionados portos de pesca, a fim de, não só aumentar a sua prática entre os portugueses, como captar as dezenas de milhares de embarcações de recreio dos nossos parceiros europeus que não encontram lugar, nos países de origem, para estacionar.
"Isto criaria bastantes postos de trabalho em Portugal, nos diferentes níveis de especialização", salienta Fernando Ribeiro e Castro. No que diz respeito à pesca, acrescenta o gestor, há que dinamizar mais a criação de recifes artificiais, que "tanto sucesso têm tido na criação de habitats apropriados à fauna marinha, assim como de aquacultura off-shore".
Portugal produz menos peixe em aquacultura que a República Checa, que fica no coração da Europa Central... e, sendo o País com a maior ZEE da Europa, é importador de peixe, quando deveria ser o principal exportador. É tempo de agir!

Continua...

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