quarta-feira, 20 de abril de 2011

Saldo das transferências financeiras em % do PIB

Já o tenho referido várias vezes, mas mais uma nunca é de mais.

Parabéns à FFMS e ao seu projecto permanente PORDATA!

Quando se fala de União Europeia, antiga CEE vem normalmente associado os fundos comunitários.

Os fundos comunitários que foram transferidos para Portugal, para que nós ganhasse-mos competitividade e em troca teríamos de abrir as fronteiras aos permitindo a livre concorrência.

1 ano tem 365 dias, menos 52 domingos e 52 sábados temos 261 dias úteis de trabalho, isto em contas simples, não é necessário ir ao pormenor.

Para os que estão a pensar que muitas empresas também trabalham ao sábado, eu contraponho com o não desconto dos dias de férias, pontes ou greves!

Vamos manter os 261 dias de produção para 100% do PIB.

Para 1% do PIB teremos 2.6 Dias de produção.

Representando cada dia de trabalho aproximadamente 0.38% do PIB

Então quanto recebemos desde que entramos na União Europeia?

Entre 1986 e 1995 (10 anos) Portugal recebeu uma média anual de 1.67% do PIB ou o equivalente a pouco mais de 4 dias de trabalho.

Passados 10 anos já tínhamos acabado com a agricultura com a frota de pescas e com todas as restrições a todos os produtos em troca de 4 dias suplementares de trabalho!

Portugal tem 13 feriados nacionais mais feriados municipais mais dias de greve mais dias de ponte…

Ingleses e Alemães tem 7 Feriados…

Como dizia Guterres, ora bem 0.4% do PIB por dia de trabalho…é só fazer as contas!

Amanhã de tarde temos tolerância de ponto, 6ª feira é feriado, 2ª feira também!

Entretanto necessitamos de 100 mil milhões os Partidos andam a jogar ao berlinde (TODOS) e o FMI já tem a lista feita, tendo informado os partidos que ou cumprem…ou cumprem!

Pois caso contrário não há dinheiro, duvidas das razões que me levam a votar NULO???

Só não vê, quem não quer!

Não pagamos diz o PCP (mais uma pérola) fica o gráfico da nossa balança corrente...
É que não pagamos, informamos que não pagamos mas continuamos a pedir mais dinheiro porque o que ganhamos não chega...Se entendi correctamente hoje informo que não vou pagar (NADA A NINGUEM) e amanhã peço mais dinheiro!
Viva o PCP!

4 comentários:

  1. Bem, a posição do PCP também é uma hipótese como qualquer outra: não pagamos, deixam de nos emprestar e temos de viver com o nosso PIB (nem mais um tostão), o défice passa obrigatoriamente a zero ou a superavit, o que implica que os gastos do estado teriam de ser reduzidos em uns 8 a 10 mil milhões por ano. Era mau para todos, mas - como sempre - dependeria onde incidiriam os cortes para saber quem seriam os que mais sofreriam...

    No fim de contas, Portugal continuaria a existir, mais pobre e com todos a viver pior - mas isso já sabemos que é o nosso futuro daqui para a frente.

    Teria a vantagem de fazer respeitar o ditado "quem não tem dinheiro, não tem vícios"

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  2. Boas TV,
    Obrigado pelo comentário, eu também concordo que não pagar é uma hipótese a considerar como outra, mas...o impacto de reduzir 10 mil milhões de um dia para o outro seria brutal...
    mas como bem afirmas quem não tem dinheiro não tem vícios.
    Julgo que seria melhor renegociar a dívida no pressuposto de que pagamos tudo, mas mais tarde, tipo 3 anos, e claro com juros que sejam baixos.
    A Alemanha no final da última guerra fez isso.
    Tinha também uma cláusula que se em determinado ano o crescimento da economia fosse perto de zero o pagamento não seria feito nesse ano...

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  3. Para falar com verdade, NUNCA o PCP afirmou "não pagar" como saída! Seja honesto e não minta! O PCP defende a negociação de montantes e juros com os credores e defende a assumpção dos créditos LEGITIMOS e não dos especulativos. Aliás o que já foi feito por este governo numa escala diminuta e sem qualquer consideração quanto aos créditos legítimos ou não, isto é, sem pressionar minimamente os credores. Quanto ao "não pagamento", vejam os casos mais recentes de ameaças e os seus resultados - Argentina, Equador, Islândia!

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  4. Caro Magalhães,

    O PCP mente e não é pouco.
    Não é nem melhor nem pior, é igual.
    A Solução do PCP é vasta como o crescimento da economia do PS.
    Quais são os créditos legítimos e os não legítimos?
    Quem traça a LINHA SEPARADORA?
    Se já devemos 200 mil milhões, quanto desta divida é legitima?
    É tudo muito vago?
    E depois o investimento? Já sei é investimento produtivo, pois o produtivo, sem caminhos, sem fio condutor, sem nada!
    Investimento produtivo, no euro ou fora dele?
    Imaginando que o euro até se safa, que Portugal consegue 50% de perdão da dívida e chega dinheiro à TUGOLANDIA para investimento "Produtivo" o que faz Portugal, quando o euro se safar (pois o caminho é ou dá a barraca final ou safa-se com algumas desistências) dizia eu, quando o euro se safar e voltar a trepar em relação ao dólar, o que venderemos nós ao exterior quando o euro voltar a valores de 1.50USD? ou superiores?
    Quem nos compra a produção feita com investimento "produtivo" com o euro a valores exorbitantes? Em que áreas da economia seremos competitivos internacionalmente com o euro a trepar?
    Pois...
    Grande abraço e viva o PCP!
    1 Partido igual aos outros, nem melhor, nem pior!

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;)