segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Resposta ao meu Amigo João Xavier.



Resposta ao teu comentário no post - http://oportugalbipolar.blogspot.com/2011/10/2-subsidios-aos-funcionarios-publicos.html
 



Boas João Xavier,
É com enorme prazer que vejo a tua estreia em Portugal Bipolar.
 
Sobre os muitos problemas retratados neste espaço, já falámos pessoalmente.
Nem sempre concordamos, mas como sempre defendi, ninguém é dono da razão.
 
Aqui, todos têm o “direito adquirido” de manifestar a sua opinião, mesmo quando essa opinião é exactamente o oposto do que eu defendo.
Como nos conhecemos vai para 20 anos, e 20 anos não são 2 dias, é normal que a abordagem que vou fazer ao teu comentário seja um pouco diferente…
 
Vamos falar de educação, área que bem conheces e como temos opiniões diferentes julgo ser a melhor forma de encontrar soluções.
E soluções para Portugal  é a principal razão de ser deste espaço.
 
Independentemente de concordar contigo em tudo o que falas nas alíneas a); b) e c), o problema mantém-se.
Eu não posso analisar os F. Públicos individualmente, tenho de me focar no conjunto que eles formam.
 
Tive a mesma discussão quando analisei o povo Alemão, e embora tenha conhecido várias pessoas desse país, de um deles ter passado 2 ou 3 dias em minha casa, de ter tido o prazer de durante esse tempo lhe mostrar Lisboa e de lhe proporcionar um tempo bem passado na nossa capital, a opinião que tenho sobre o povo alemão é muito negativa.
Mas vamos voltar á educação…
 
FACTOS!
Segundo dados do Pordata, 4 em cada 10 funcionários públicos trabalham na educação!
 
Nem vou falar dos professores…vou falar no conjunto.
4 em cada 10 funcionários trabalham na educação!
 
Não podem ser despedidos!
Não são avaliados!
 
O seu ordenado não é baseado no mérito mas no tempo de serviço!
Alguns grupos profissionais chegam ao cúmulo de reivindicar que todos vão chegar ao topo da carreira em tempo útil…TODOS! Independentemente do mérito!
 
Portugal gasta em educação 9 mil milhões por ano!
Em Saúde 10 mil milhões por ano!
 
Em ambos temos de reduzir no mínimo 20% dos gastos!
Não sou eu que digo! É quem nos (ainda) empresta dinheiro!
 
Como vamos reduzir perto de 2 mil milhões na educação até final de 2013?
Se não é possível despedir?
 
Se não é possível reduzir o ordenado de quem é…digamos menos competente?
Como sabes eu detesto ter razão! Já o afirmei muitas e muitas vezes!
 
Sendo tu, meu caro amigo, um gajo com muito bom senso, arranja tu maneira de diminuir 2 mil milhões na educação!
Pois essa é a única certeza que tenho!
 
Até 2013, vamos ter de gastar muito menos, já nos informaram que não vem mais dinheiro, não é expectável que Portugal aumente as suas receitas até lá…
A minha solução é radical? É!
 
E tem início nos professores, os bons ficam e os maus são despedidos! Simples e rápido!
Depois de tratar do grupo mais poderoso, vai tudo a eito! Para as restantes categorias profissionais! Haverá injustiças?
 
Certamente que sim! Mas essas existem em todo o lado…
Como estamos numa área, em que o teu conhecimento é superior ao meu, só tens de arranjar uma solução melhor que a minha!
 
Se a encontrares, serei o primeiro a afirmar de peito cheio, que estava completamente enganado, e existe, afinal uma solução muito melhor!
Acredita que o afirmaria com um enorme sorriso nos lábios, e claro com grande orgulho!
 
Vamos a isso AMIGO?
São “SÓ” menos 2 mil milhões…em 2 anos!
 
Como dizia a tua tia-avó “" Dai-nos coragem para mudar o que pode e deve ser mudado. Para aceitar com serenidade tudo o que não possa ser mudado. E dai-nos sabedoria para distinguir uma coisa da outra."  
Um grande abraço
 
Jony

TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...
TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...TIC...TAC...
Em minha opinião e com a ajuda Grega faltam 69 Dias para Portugal Sair do Euro.
Seguindo a opinião do meu Genio temos antes disso 1 Ano de KATUMBA faltando portanto 435 Dias.
Dentro de 690 Dias acaba todo o dinheiro TROIKANO!
TIC...TAC...

2 comentários:

  1. João Carlos Praxedes Xavier26 de outubro de 2011 às 20:15

    Olá João

    O que eu queria dizer-te é que ao escreveres que os 516000 tarbalhadores da administração central ( fora os outros até perfazer, 856000 almas trabalhadoras ) são pagas por quem não tem "tacho", veiculas involuntáriamente (?) uma idea desvalorizada de TODOS os trabalhadores da administração central. Conhecemo-nos há 20 anos por isso acho que é um excesso de linguagem da tua parte, e só falo disto outra vez porque se o Portugal Bipolar tem como objectivo (e eu acredito que sim) encontrar soluções para Portugal, é preciso ter rigor nas palavras,tal como nos números, para que aquelas não se tornem em pedras aguçadas. Na minha opinião modesta criar antagonismos entre trabalhadores da função pública e trabalhadores privados não interessa às pessoas e ao desenvolvimento do País . Penso que também não te interessará a ti pois poderás confrontar as tuas opiniões, com as de um leque mais alargado de pessoas que não se afastem, por uma má interpretação das tuas palavras . Como sei que tens rigor nos números não ponho em causa, nem estou em condições de discutir, a necessidade de despedimentos na função pública ou de redução de ordenados,por exemplo na Educação. Admito que de acordo com uma determinada óptica não possa deixar de ser assim . Mas também posso questionar-me se é assim tão inevitável que a Educação e a Saúde tenham que sofrer estas reduções... E isto porque um País que não investe na Educação não tem futuro...

    Grande Abraço

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  2. Boas João,

    Eu compreendo que seja difícil olhar para o lado de fora.
    Não ponho em causa que existem milhares de funcionários dedicados, o problema é quando olhamos para "A COISA" em termos percentuais.
    Os serviços prestados pelo funcionalismo publico ou são gratuitos ou quando são cobrados a receita fica muito longe dos custos reais, regando no final do ano prejuízo que é necessário cobrir.
    Se em qualquer empresa os seus empregados não poderem ser despedidos e o seu rendimento mensal não estiver ligado ao que produzem mas sim ao tempo que tem de casa, essa empresa caminha para a excelência? Ou para a mediocridade?
    Claro que existem sempre os esforçados e os dedicados que mais não fazem porque não podem…mas em termos percentuais serão a maioria?
    Claro que não!
    Ora se TODO o sector público presta serviços gratuitos ou quando são cobrados a receita fica muito longe dos custos reais quem paga o prejuízo?
    Tem forçosamente de ser o privado!
    Existem tachos no sector privado?
    Claro que sim!
    Mas voltamos ao mesmo! Em termos percentuais são insignificantes! E quando existem estão sempre ligados a sectores da economia que estão protegidos da concorrência, gozando da protecção estatal para manter essas mordomias!
    Depois, claro temos de ouvir a velha máxima que os trabalhadores do sector publico também pagam impostos…
    Verdade, VERDADINHA!
    Chegam para pagar os direitos adquiridos de que dispõem?
    Não!
    Como já te disse se eu tiver 100% de razão o mais provável e em 2013 eu; Tu; as tuas irmãs e restante família nuclear estar toda a viver em Queluz…
    Perdendo pelo caminho 3 casas…
    Por cada funcionário publico existente actualmente com direitos adquiridos, já existe mais de 1 desempregado que se/quando voltar ao mercado de trabalho terá direitos nenhuns!
    Até 1 cego vê que isto vai dar barraca!
    Na minha modesta opinião mais de 90% da população ainda não entendeu os cortes a que estamos obrigados, não estou a falar do corte do 13º e 14º mês (que o governo diz ser provisório…)
    Estou a falar do corte total de despesa que temos de cumprir até Jan 2014!
    E esse é de 12 mil milhões, são cortes que têm de ser definitivos!
    Alem de despedimentos na função publica (Que são inevitáveis) muito mais está para vir!
    E as greves ainda não começaram, mas estão a caminho!
    Por cada dia de greve, dependendo da adesão podes contar com menos 400 a 600 milhões de produção, que não pagará impostos e não será vendida!
    12 mil milhões é o que pagamos a todos os reformados vamos mata-los?
    Ou vamos acabar com a saúde? (10 mil milhões) E com 90% de policias e tribunais? (3 mil milhões)
    Ou acabamos com toda a despesa na educação? 9 mil milhões! e todas as policias e tribunais?
    Isto sim é ser radical, e claro que impossível!
    Não resisto a uma última pergunta…
    Algum funcionário público (dos que fazem greve e manifestações) tem consciência que de cada vez que abre a boca está a afrontar desempregados que olham para o presente sem saber para onde se devem virar?
    Alguém no seu perfeito juízo pode afirmar que isto não vai dar barraca?
    E da grossa?
    Os “brandos costumes” existem até o pai ter dinheiro para dar de comer aos filhos!
    Quando isso acabar a barraca vai abaixo!
    Existem 2 pequenos pormaiores que estão a minar trabalhadores privados e desempregados…
    1-Na função pública, ninguém pode ser despedido e ainda se queixam
    2- Na função pública ninguém tem o ordenado ligado ao que produz e ainda reclamam
    João, isto vai dar MERDA e da grossa…

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;)