segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O.E. 2013 – a anedota.


Se meio mundo não acreditava ser possível cumprir o O.E. de 2012, chegamos ao dia de apresentação do O.E. de 2013 e nem quem o apresenta acredita na sua viabilidade.
É o fim da linha!

O Orçamento de Estado está morto e enterrado antes de ser apresentado.
E por aqui andamos, com manifestações em que a frase bandeira é “Que se lixe a Troika!?!?”.

Soluções ZERO, o PS já esfrega as mãos, é só deixar arder mais 1 aninho e já está!
Aconselho vivamente o vídeo Votar nos gatos brancos ou votar nos gatos pretos.

É um vídeo sobre a vida dos ratos e sobre a maneira como esses mesmos RATOS se governavam e as opções de voto que tinham (5 min.)…
E assim anda Portugal a ser governado, ora agora estás lá tu, ora depois estou lá eu e de seguida estás lá tu mais eu.

A receita não estava errada, a receita resultaria se desde o início o brutal aumento de impostos fosse acompanhado de igual contenção nos gastos do estado.
Não foi, tudo isso foi empurrado com a barriga, relvas department…

Foi cócegas nas PPP’s, nas elétricas, nas fundações e institutos, enfim é tudo tratado pela rama, chutam números cá para fora sem nunca explicar e publicar online, TODAS as fundações e Institutos que existem em Portugal, quanto recebem e o que fazem com o dinheiro.
É a reforma autárquica, onde temos 9.134 presidentes??? (C.M.; J.F. e Assembleias).

Dos 308 municípios 220 representam menos de 30.000 almas, 180 representam menos de 20.000 almas e 115 menos de 10.000 almas, tudo isto num país com 10.6 milhões de habitantes!
Nos 220 municípios com menos de 30.000 habitantes, é conveniente referir que pouca população não significa (de todo) poucos representantes do povo…

Pode faltar muita coisa nas muitas zonas deprimidas de Portugal, mas não faltam representantes do povo, é isto que também tem de mudar.
Pois o orçamento de estado que hoje será apresentado traz apenas uma garantia, e essa é um desvio colossal entre as previsões de receita e a realidade!

Nada de novo, portanto entre o O.E. de 2012 e o O.E. de 2013!
Entre greves e manifestações várias, sobra o descontentamento, faltam as alternativas.

Em dia de apresentação do O.E. ficam 12 medidas que no mínimo permitia manter os impostos em 2013 ao nível de 2012.
São caminhos, cada um escolhe o seu.

Portugal mais cedo ou mais tarde, por autoiniciativa ou empurrado acabará por escolher, a ver vamos, já dizia o cego…

3 comentários:

  1. Boas,

    queria deixar isto aqui para memória futura.

    http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=585619

    Com os melhores cumprimentos,

    Nuno V.

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