terça-feira, 30 de outubro de 2012

O.E. 2013 - a refundação de 1 país?


O debate vai ser feito sobre brasas, sendo inúmeras as teorias.
Onde cortar?

- Nas rendas excessivas da energia (produção e distribuição), não!
- Nos privilégios da Galp? Não!

- Nas PPP’s? nem pensar, isso afetava bastante os bancos!
- Nas autarquias? Onde temos 9.134 Presidentes com tudo o que os rodeia? Não, temos eleições autárquicas em 2013, não é a melhor das alturas!

- Será nas Fundações, Institutos e Empresas Municipais, esses viveiros de BOYS espalhados por todas as regiões Portuguesas? Não, isso é intocável!

Independentemente da aprovação ou não do O.E. 2013 o caminho foi traçado.

É 2013 o ano da refundação do país, o ano da renegociação da dívida, o ano em que devemos mudar a maneira como nos governamos.
Estamos preparados como país para o que ai vem?

- Não me parece…
O que vamos ter é desemprego a rondar os 20%,

Falências em catadupa e, claro, não vamos atingir as metas impostas de dívida e défice.
Porquê?

- isso até o meu filho responde…porque a meta de 1% de contração é irrealista.
- Porque a previsão de 16.4% de desempregados dá vontade de rir.

- Porque a previsão de receitas para 2013 com este brutal aumento de impostos só funciona em Excel e no país da fantasia.
Resumindo, se “a coisa” correr menos mal chegaremos ao final de 2013 a dever 125% do PIB e em 2014 já fora do “apoio” TROIKANO estamos contentes e felizes a obter financiamento da dívida a bons preços?

Será isso?
Só pode ser, se em final de 2012 a dívida é de 200 mil milhões de Euros, se em final de 2013 de 210; 209; 208; ou 207 MM€, consoante “a coisa” corra,  bem; muito bemhíper-bem ou MEGA bem, claro que em 2014 os investidores até vão fazer bicha para nos emprestar dinheiro a bons preços!

Não é?
Claro que sim!

Deixando o mundo da fantasia e voltando a Portugal.
Como aqui foi dito vezes sem conta em 2010 e 2011 a renegociação da dívida é fundamental.

Todos os nossos financiadores já entenderam que nunca na vida pagaremos a totalidade do que devemos, é por isso que eles cá estão a “ajudar”…
Só temos de falar claro, mas o mais importante é mudar de vida, eliminar mais de 50% dos “representantes do povo” e companhia que prolífera em tudo o que gravita em volta do estado.

Sem isso, discussões sobre a permanência ou não no €uro, não se justificam.
Seja qual for a moeda, se Portugal não mudar a maneira como se governa o destino é e será negro!

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