sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Alterações Climáticas, opções de Portugal da Europa e o mercado global.

Nos últimos anos as alterações climáticas estão na ordem do dia, não existindo hoje, qualquer duvida que o clima está a mudar e que essas alterações estão directamente ligadas à actividade humana.

Somos nós, somos os responsáveis e temos de mudar de rumo.
Entretanto, enquanto o mundo assobia para o lado os E.U.A. sofrem invernos históricos, que causam biliões de prejuízos, com impacto directo na economia, contribuindo para o abrandamento económico.

Nada de anormal, sendo apenas mais uma coincidência daquelas, a Europa e os E.U.A. sofrem o inverno mais frio dos últimos 100…
No Brasil a história é outra, calor, muito calor!

No final de dezembro uma enorme massa de ar quente e seco instalou-se em grande parte do território, Sendo um sistema de Alta pressão forma uma barreira e bloqueia as frentes frias que se formam no Pacífico e ficam bloqueadas ao chegar a território Brasileiro, tendo provocado na Argentina e Uruguai inundações catastróficas.

Não chove no Brasil, não existindo precipitação o solo fica cada vez mais seco e quente, aquecendo a atmosfera.
Com o aumento da temperatura a humidade do ar diminui o que provoca aumento de temperatura…

As noites não refrescam e o dia amanhece mais quente que o anterior.
A Europa Central e o interior dos E.U.A. podem igualmente ir preparando o Verão, será quente, muito quente.

Nas cidades o fenómeno é extremo, formando ilhas de calor, quanto menos arborizadas, pior.
O asfalto concentra o calor, os edifícios com o seu ar condicionado no interior, exportam o ar quente para o exterior aumentando novamente a temperatura.

Dito porquem sabe, a temperatura nas cidades pode aumentar entre 1º C a 6º C.
As cataratas do Niágara estão parcialmente congeladas e foi mais uma coisa gira que aconteceu, e pensar um pouco, não?

Entretanto na China o pessoal anda de mascaras nas cidades, será isto normal?
Uma das poucas virtudes que tenho é a de descomplicar, analisando o problema e tentando compreender a sua essência, depois tudo se torna mais fácil.

A china mudou recentemente uma lei com mais de 30 Anos, permitindo actualmente aos casais terem 2 filhos, enterrando finalmente a política de filho único.
É de prever um buummm nos nascimentos, os bebés nascem onde vivem os seus pais e a maioria vive em cidades poluídas, muito poluídas.

Algem informado e no seu perfeito juízo traz um filho ao mundo para viver de máscara, porque é nocivo respirar?

Existe nevoeiro extenso, causado pela poluição o ar é toxico e está tudo bem?

Quem sou eu para dizer aos chineses como devem viver, quando Portugal cometeu o erro inverso, através de negócios escuros de corredor, apostamos tanto em renováveis que pagamos a peso de ouro e pagamos novamente para centrais a carvão estarem paradas e centrais a gás natural a trabalhar muito ineficientemente com o único objectivo de compensar a intermitência das renováveis.

Como não gostamos de deixar os assuntos a meio, aproveita-mos e pagamos também principescamente o transporte de energia entre regiões e entre países, tudo bem negociado…
Como pede a Europa “ajudar” a China a ser menos poluente?

Bem desmontando o problema, a China queria o desenvolvimento a qualquer custo, teve-o!
Como o importante era atrair investimento industrial facilitou na poluição, o constante aumento de necessidades energéticas foi e ainda é maioritariamente compensado com centrais a carvão, que sendo as mais baratas são igualmente as mais poluentes.

E os automóveis!
Os automóveis são menos necessários quanto mais eficientes forem os transportes públicos de e para a cidade, são factos.

Como pede a Europa “ajudar” a China a ser menos poluente?
A china não exporta só mercadorias exporta também poluição e deve pagar por isso.

Apesar de todos os seus erros, Portugal devido a um inverno atípico ventoso e chuvoso produziu em Janeiro 92% de electricidade através de fontes renováveis, exportou 14% e utilizou 78%.
E em todo o ano de 2013 as energias renováveis foram sempre responsáveis por mais de 55% da produção electrica.”

Cabe à U.E. taxar os produtos made in china” tendo em conta a quantidade total de emissões geradas com essa produção e incentivar países como Portugal, que com uma aposta séria na via férrea podem fornecer produtos que chegam ás suas fronteiras com emissões pouco significativas.
A melhor maneira de ajudar a china a não poluir é taxar a poluição.

A poluição não conhece fronteiras mas o preço final de qualquer produto deve ter incluído as emissões geradas para a sua produção e o transporte.
O método poluidor pagador tem de avançar!

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