segunda-feira, 10 de março de 2014

Estaleiros de Viana - Navios Modulares – Transporte de Mercadorias


Para a reconversão dos estaleiros de Viana numa empresa saudável temos de apostar em novos materiais para a construção de navios.

E em vários segmentos, depois da aposta na construção de navios de transporte de passageiros, esta visão deve ser complementada com a construção de navios para transporte de mercadorias.

O transporte marítimo é muito variado e regulado, e o navio a construir depende do tipo de mercadorias a transportar (Gás / Petróleo / Produtos a granel / Contentores, etc).

O transporte de contentores é o mais utilizado e consequentemente o segmento mais exportável.

Podemos dividir o Transporte Marítimos de Contentores em dois tipos:

1.      Transporte Intercontinental – Super-Navios com capacidade para transportar 16.000 Contentores.

2.      Transporte Continental / Regional – Navios com capacidade variável de 300 a 2.000 Contentores, facilmente manobráveis. 

Por cada Super-Navio construído na próxima década serão construídos mais de uma dezena de navios mais pequenos para transporte entre países ou regiões.

A construção seguirá igualmente a construção modular adoptada na construção de navios para transporte de passageiros, sendo o módulo (A) a Proa, o módulo (B) o Corpo e o Módulo (C) a Popa.  

Os contentores mais utilizados são os de 20 pés, com as dimensões 5.90m x 2.35m x 2.40m (C x L x H).
Estes navios de transporte, ao contrário dos Super-Navios, tem de ser Rápidos e facilmente manobráveis permitindo entrar e sair de qualquer porto sem apoio de rebocadores.

Apostando inicialmente na largura STANDARD com 25.00 metros permitindo o transporte de 10 contentores na largura do Navio. 

1.      Modelo 600C – Proa(A) 20.00 mt + Corpo(B) 62.00 mt + Popa(C) 8.00m – 600 Contentores e medidas totais de 90m x 25m x 24m.
 

2.      Modelo 1.200C – Proa(A) + Corpo(B) + Corpo(B) + Popa(C) – 1.200 Contentores e medidas totais de 152m x 25m x 24m.
 

3.      Modelo 1.800C – Proa(A) + Corpo(B) + Corpo(B) + Corpo(B) + Popa(C) – 1.800 Contentores e medidas totais de 214m x 25m x 24m. 

 


 
Se o maior navio do mundo tem as dimensões de 400 metros de comprimento e 60 de Largura e permite levar 18.000 contentores o nosso maior modelo sendo mais pequeno permite transportar apenas 10% da quantidade mas é 5 a 6 vezes mais rápido e como é movido a Hidrogénio ou Baterias não é poluente.

Este tipo de navios está adaptado para apoio aos grandes portos internacionais e distribuição por portos vizinhos até 1.000 Milhas Náuticas de distância, com a redistribuição rápida de mercadorias permitimos aumentar ainda mais o raio de ação destes grandes portos.

A nova visão para os Estaleiros passa pela aposta em materiais compósitos para a construção naval, passa pelo Kevlar (fibra sintética de aramida muito resistente e leve. Trata-se de um polímero resistente ao calor e sete vezes mais resistente que o aço por unidade de peso) e Fibra de carbono é uma fibra sintética composta de finos filamentos de 5 a 10 micrómetros de diâmetro e composta principalmente de carbono. Cada filamento é a união de diversos milhares de fibras de carbono, estes materiais compósitos são também designados por Materiais plásticos reforçados por fibra de carbono ("CFRP - Carbon Fiber Reinforced Plastic)".

Os irmãos Martins, novos donos dos Estaleiros, depois de uma passagem por PortugalBipolar, descobrem que construir navios com Kevlar (Zonas sujeitas a maiores vibrações e impactos (Ex: Proa) e Fibra de Carbono (Restantes zonas do navio)

Combustível

Na construção dos nossos novos navios temos de considerar Todos os sistemas que necessitam de energia para funcionar, desde o ar condicionado, luzes, passando pela abertura/fecho de portas, sistemas de apoio á navegação e claro os motores.

A sugestão de PortugalBipolar é hidrogénio como combustível para os motores, com cilindros em todo o comprimento das bases do Catamarã em nanocomposito de grafeno-zeolitecom níquel (o grafeno não é mais do que uma única camada de grafite que consegue aguentar tensões elevadas e que de forma natural tem tendência a empilhar-se por camadas. Ao introduzirmos o zeolite, conseguimos separar as camadas e alterná-las entre este material", desvenda a cientista. E é no meio do grafeno e do zeolite que é possível armazenar moléculas de hidrogénio. Já o níquel facilita a difusão do hidrogénio em radicais de hidrogénio. Este metal tem como função fazer a separação molecular do hidrogénio de forma a espalhá-lo facilmente entre a camada de grafeno e a de zeolite). 

Todo o resto funciona a baterias, preferencialmente situadas no fundo.

Ambos os sistemas de propulsão (Elétrico ou Hidrogénio) utilizam motores elétricos, existindo alguma avaria, teríamos sempre a opção de mover a embarcação utilizando outra fonte de energia.

Autonomia

A autonomia não pode ser inferior à ambição e a ambição é mudar o mundo.

A Hyundai com o modelo Tuc­son promete autonomia de 480km, nos E.U.A. os Autocarros na California registam autonomias superiores a 500km.

A Autonomia terá de ser 1.000 milhas Náuticas!

E participar na Volta a Portugal à Vela – 3.500 Milhas de pura Adrenalina, na Categoria Transporte de pessoas e mercadorias.

Velocidade

Ao falar de velocidade temos igualmente de falar da forma da embarcação, a versão catamaran, sendo mais caro comparado com um navio monocasco com a mesma área seca, ganha em estabilidade, velocidade e segurança.

Velocidade Máxima – 100 MN ou 185km / hora (Rios sem ondulação).
Velocidade Máxima – 70 MN ou 130km / hora (Mar aberto boa navegabilidade).
Velocidade Cruzeiro -  70 MN ou 130km / hora (Rios sem ondulação).
Velocidade Cruzeiro -  50 MN ou 92km / hora (Mar aberto boa navegabilidade).

Mercados de Exportação

Construindo modelos com esta versatilidade, permitindo a versão apenas elétrica, a versão apenas de hidrogénio ou a versão mista (Elétrica +Hidrogénio), com modelos adaptados ao transporte de 600 a 1800 Contentores o mercado é GLOBAL, no apoio aos grandes portos Internacionais, para sub-distribuição de mercadorias, estando apenas dependente do mérito (a testar na Volta a Portugal à Vela).

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