terça-feira, 15 de março de 2016

Campeonato Nacional de Futebol - 14 Equipas a 4 voltas.

Portugal e a sua gente tem uma relação apaixonada com a bola. Fado e Futebol foi receita do antigo regime para manter o povo feliz e sereno.

4 décadas de liberdade não alteraram o sentimento luso para com o futebol.

Olhamos para o campeonato de Inglaterra, com a paixão existencial de quem observa a 8ª maravilha do mundo, um campeonato disputado do 1º ao último minuto, um campeonato competitivo onde não existem jogos em que uma das equipas passa o tempo deitada no relvado simulando dores angustiantes que passam com o tempo e quanto mais tempo passar melhor.

Olhamos maravilhados e com um encolher de ombros chegamos à conclusão que isso em Portugal não é possível, não somos Inglaterra, não temos o dinheiro proporcionado pela economia inglesa, não é possível! Pronto, e ponto.

E se for?

A quem interessa actualmente o campeonato em Portugal? Além dos Portugueses pode eventualmente interessar a Angolanos; Moçambicanos e restantes países de expressão Portuguesa.

Tudo países sem capacidade financeira e com futebol ainda pior que o nosso.
Com excepção do Brasil, claro! Futebol com esta “qualidade” tem eles por lá aos pontapés. 

Resumindo o futebol em Portugal, nos actuais moldes, não é vendável.

Não é vendável porque é pouco competitivo. Como pode algum país ter um campeonato competitivo quando distribuí 3 milhões por uns e 40 ou 50 milhões por outros? Não pode!

Podemos criticar uma equipa que recebe 3 milhões por jogar com o autocarro em frente à baliza quando defronta clubes que pelos mesmos direitos televisivos recebeu 40 ou 50 milhões?

Se queremos um campeonato diferente, temos de distribuir a receita de maneira diferente! Isto até um cego vê!

Vamos então distribuir convenientemente as receitas proporcionadas pela transmissão do campeonato nacional de futebol, passando a negociação a ser centralizada na Liga e por concurso de 3 em 3 anos, com entrega à melhor oferta.


São 500 milhões de Euros, 460 milhões de €uros a distribuir pelos 14 clubes da 1ª divisão. Sim, são 14 clubes e jogas o campeonato a 4 voltas! Os restantes 40 milhões são para aplicar no apoio a uma arbitragem independente e nas novas tecnologias no apoio ao futebol.

Com inicio em Meados de Agosto, este campeonato chegaria a Março com as primeiras 2 voltas do campeonato disputadas (26 Jornadas).

Depois as equipas seriam divididas em 2 grupos, o 1º grupo com 8 equipas jogaria novo campeonato a 2 voltas (14 Jornadas) e os restantes 6 clubes ficariam no 2º grupo lutando entre si pela permanência na 1ª divisão do futebol nacional, novamente a 2 voltas seriam mais 10 Jornadas.


1º GRUPO

·        1º Classificado – 50 milhões de Euros;
·        2º Classificado – 45 milhões de Euros;
·        3º Classificado – 40 milhões de Euros;
·        4º Classificado – 35 milhões de Euros;
·        5º Classificado – 35 milhões de Euros;
·        6º Classificado – 35 milhões de Euros;
·        7º Classificado – 30 milhões de Euros;
·        8º Classificado –  30 milhões de Euros;

2º GRUPO

·        9º Classificado –  30 milhões de Euros;
·        10º Classificado – 27.5 milhões de Euros;
·        11º Classificado – 27.5 milhões de Euros;

·        12º Classificado – 25 milhões de Euros - (Desce de divisão).
·        13º Classificado – 25 milhões de Euros - (Desce de divisão).
·        14º Classificado – 25 milhões de Euros - (Desce de divisão).

O campeonato teria 40 Jornadas para os clubes que lutam por ser campeões e para jogarem as competições europeias na época seguinte e 36 para os clubes que lutam pela permanência na 1ª divisão. Compara bem com as 38 Jornadas do campeonato Espanhol e Inglês.

Compara bem Igualmente na Competitividade, pois as últimas 2 voltas do campeonato trariam sempre Jogos competitivos, com incerteza no marcador. Tanto no 1º grupo que luta para ser campeão, como no 2º grupo que luta pela permanência.

Jogos tipo, Sporting – Rio ave; Benfica – Guimarães ou Porto – Braga aconteceriam semanalmente, todas as jornadas trariam jogos com grande dificuldade e incerteza e é isso que gera receita!

É isso que torna o campeonato nacional vendável, não só nos PALOP, mas nas Américas, na Ásia e na Europa.

O mundo inteiro vibra por futebol, mas por futebol com QUALIDADE! São rios de dinheiro que passam ao lado da nação, que olhando apenas para o seu umbigo, maltrata o desporto que ama.

Concluída esta difícil tarefa, falta libertar a arbitragem. Qualquer amante do futebol reconhece com alguma facilidade que a arbitragem esteve controlada pelo FCP desde a década de 90 do milénio passado, qualquer adepto desde que não seja Portista.

Neste momento só os adeptos do Benfica acreditam que a arbitragem é isenta e independente, tendo sido libertada há meia dúzia de anos, tempo em que Luís Filipe Vieira ainda ia à Assembleia da Republica, lutar pela verdade desportiva e pela aplicação das novas tecnologias ao futebol.

Enquanto a arbitragem permanecer na FPF ou na liga, por mim, estamos conversados.

Ter dos melhores campeonatos do mundo só depende de nós, para isso acontecer temos de mudar.


Redistribuir convenientemente os direitos televisivos e libertar a arbitragem. É só isso.

Alteração 02 de Abril de 2016

Com o objectivo de competir com os 3 melhores campeonatos da Europa (Inglaterra; Espanha e Alemanha) na 2ª Volta o 1º Grupo pode ficar com 6 equipas que discutirão o titulo de campeão e o acesso às competições Europeias e o 2º Grupo fica com 8 equipas que vão discutir a permanência na 1ª Divisão.

A vantagem é que os clubes do 1º grupo disputarão 36 Jornadas 26+10, que compara com as 38 Jornadas dos outros campeonatos, são menos 2 jornadas por época que darão uma pequena vantagem às equipas nacionais nas competições Europeias.


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