segunda-feira, 21 de março de 2016

Educação - 40 anos de reformas pariram o novo modelo integrado de avaliação do ensino básico.




Novamente, neste peculiar país, a Educação foi reformada.

De reforma em reforma, 40 anos de liberdade introduziram muitas alterações, a última, para quem julgava já ter assistido a tudo, deixou-me perplexo.

O novo “modelo integrado de avaliação das aprendizagens do ensino básico” é simples, eficiente, diria mesmo ser inigualável na arte de mal fazer.

Qualquer ser pensante julga que as regras devem ser estabelecidas no inicio do ano lectivo.

Quando no final do 1º período o governo assume acabar com os exames do 4 ano a coisa já estava mal, o novo “modelo integrado de avaliação das aprendizagens do ensino básico” apresentado no final do 2º período é desconcertante.

Pelo que entendi os agrupamentos escolares decidirão até final do mês de Abril se realizam os novos exames do 2º; 5º e 8º Anos.

Em simultâneo os agrupamentos de escolas que pretenderem manter os exames do 4º e 6º ano podem fazê-lo. Irão preparar tudo em 2 meses, com aulas e avaliações pelo meio.

Na ânsia de mudar, o importante é mudar tudo, já!

Ainda com exames no 4º ano, o meu filho mais velho teve o prazer de ter como colega de 5º uma antiga companheira de turma que no 4º ano teve TODOS os testes negativos realizados durante o ano, as notas normalmente oscilavam entre o Fraco e o Muito Fraco, tendo igualmente chumbado na 1ª chamada dos exames nacionais de Matemática e Português, que devo eu pensar?

Penso que isto é um país de bananas! Se mesmo com todos os testes negativos um aluno vai para exame, chumba, volta a exame, passa... a 2ª avaliação e seus critérios deveriam constar nos manuais de filmes trágico-cómicos.

Que esperança posso eu ter num país onde a directora de turma afirma que qualquer bom aluno a Matemática do 6º ano teria positiva no exame nacional do 9º ano de 2015?

E depois vemos um ministro, por vezes o 1º, ajeitando a gravata e afirmando sem se rir que a melhoria das notas a Matemática é explicada pelo sucesso do modelo de educação implementado.

Estamos a enganar quem?

É com tristeza e alguma mágoa que afirmo contra todas as expectativas que estava enganado, a Educação e os seus ministros ainda conseguem surpreender-me.

Quando julgo que é impossível, sai mais uma pérola!

Quando numa escola de Lisboa um aluno tem +5% no teste por mostrar responsabilidade ao trazer no dia seguinte o teste assinado pelo encarregado de educação, que posso eu dizer?

Educação?


Sim, pois, está bem…

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