segunda-feira, 19 de junho de 2017

Incêndios em Portugal, imprevisibilidade ou ignorância?


Tenho por norma, afirmar cá em casa que o cúmulo da estupidez é fazer sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente.

Nesta maneira de ser / estar na vida, Portugal dá cartas!

Quantos incêndios mais terão de existir para que as coisas mudem?

Quantas mais mortes serão necessárias?

O que mais me entristece é o espanto e a surpresa geral.

Era imprevisível!

Imprevisível????

Só depois do milénio, foi imprevisível em 2003; 2005; 2012 e 2017!
Não existe prevenção!

Não existe ordenamento do território.

Nesta guerra deixamos a tropa no quartel, combatemos com voluntários, que não conhecem o terreno…

É plantações de Pinheiros e Eucaliptos aos molhos  e depois vem o espanto!

Correu tudo bem, os meios foram os adequados, era tudo imprevisível.

Aconteceu em 2003 com 426 mil hectares ardidos, voltamos a experienciar o mesmo em 2005 com mais 338 mil hectares ardidos e em 2012 em que ardeu praticamente metade do conselho de Tavira.

E chegamos a Junho de 2017 e em Pedrogão Grande temos mais do mesmo.

O que mudou desde 2003?

Que planeamento existe?

Qual a prevenção? Que meios estão envolvidos?

E depois vem o espanto, a surpresa e a pergunta de como foi isto possível?

Como se nada disto fosse previsível, expectável.

Temos a fase Bravo e a fase Charlie… meu Deus!

É necessário Portugal arder de lés a lés para que os nossos políticos façam alguma coisa.

Teremos por ventura de morrer aos milhares, porque algumas dezenas não bastam!

Será necessário um doutoramento na matéria para afirmar que quem coordena o combate aos fogos no verão, deve coordenar as equipas de prevenção de fogos no outono; inverno e primavera? Para depois no verão, no terreno, no combate, na guerra, poder afirmar:

 - Vamos fazer assim! Porque andei aqui o ano inteiro, conheço o terreno como conheço a palma das minhas mãos! Vamos atacar o fogo no ponto X.

A prevenção foi feita, o fogo não tem alimento nas zonas Z; W e Y!

Deve ser tudo muito complicado...


Um gajo chega a pensar, devo estar calado por respeito ás vitimas, ou devo falar por respeito ás vitimas futuras?

No meio de tanta ignorância, mantendo esta maneira de resolver os problemas, a dúvida é se até 2030 vamos ter mais 3, 4 ou 5 tragédias iguais ou piores.

Para quando uma avaliação séria e independente à Protecção Civil?

Lá está, quando jogamos dinheiro para um problema, algo desaparece, e não é o problema.

E voltamos ao cúmulo da estupidez, fazer sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente.


NOTA: Neste Blog não são exibidas imagens de fogo vivo!

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