quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Portugal - O Senhor dos Anéis – Armazenamento – Igualdade de oportunidades entre empresas – (Cap. 6)

 Embora Portugal tenha petróleo (lítio) não é aconselhável um país apostar apenas em uma forma de armazenamento de energia, numa economia que funcione todos os players tem as mesmas condições para prosperar.

Com o armazenamento de energia estamos a pensar Portugal a 20 anos e a projectar caminhos para desenvolvimento do país. É portanto justo que sejam dadas a estas empresas as mesmas condições que terão todas as empresas em Portugal em 2030 - Todas as empresas de armazenamento de energia pagam de IRC 10% e os seus trabalhadores recebem 3.75% (Cap. 2).
A única condição é que Portugal participe no desenvolvimento de novos produtos (I&D) ligando as nossas universidades a soluções para armazenamento eléctrico

Como já foi falado várias vezes existem 4 maneiras de armazenar electricidade.
1.      Bombagem
2.      Baterias
3.      Cavernas de ar comprimido
4.      Flywheel

Para empresas que apostem na bombagem o IRC a pagar resulta de uma fórmula diferente para não serem beneficiadas por actividades extra bombagem pois a bombagem está ligada a barragens e essas produzem energia independentemente da bombagem.
A fórmula para calcular o IRC destas empresas tem em conta o total de energia produzido e o total de bombagem efectuado, se o total de bombagem for 10% do total de energia produzido será esse o desconto de IRC, como em 2012 o IRC é de 25% pagariam 22.5%.

Toda a bombagem tem no dia seguinte prioridade no fornecimento de energia.
De acordo com o Cap. 4 desta saga será obrigatório todas as novas construções para habitação/hotelaria/hospitais/centros de negócios/gimnodesportivos e afins são obrigadas a produzir ou armazenar 50% da energia consumida diariamente e todas as reabilitações urbanas seriam obrigadas a considerar 25% de produção ou armazenamento de energia.

Esta medida vista a 20 anos Considerando que se constrói em média 1000 prédios/ano de 10 fogos e se reabilitam 2000 prédios/ano igualmente de 10 fogos (considerado 10 Fracções por prédio).
1000 Prédios x 20 anos =20.000 Prédios
20.000 Prédios x 10 fracções=200.000 Fracções
200.000 Fracções x 10kw/dia=2.000.000 kw ou 2.000 Mw

Considerando que a aposta é metade solar e metade armazenamento em 2030 teremos as nossas cidades a produzir 500MW de energia durante o dia e a armazenar mais 500 MW durante a noite.
Como no exemplo que dei considerei 2.000 Prédios remodelados por ano com produção de 25% da electricidade consumida durante o dia teremos de juntar mais 500Mw de produção durante o dia e mais 500 Mw de armazenamento durante a noite.

Teremos em 2030 só a nível particular as cidades a produzir mais 1000 Mw durante o dia e a armazenar mais 1.000Mw durante a noite.
Não considerei vivendas, Hotéis ou Hospitais que também serão abrangidos por estas medidas.

Como medidas adicionais a estas empresas de armazenamento será garantido legislação específica EXACTAMENTE IGUAL À holandesa para que Portugal seja nesta área muto competitivo e as empresas tenham interesse em se instalar no país.
Não é este o post de falar em armazenamento de larga escala, o Senhor dos anéis é um filme longo e ainda vamos nos primeiros capítulos…

4 comentários:

  1. Boas,

    A EPBD recast de 2010 (directiva europeia sobre eficiência energética nos edifícios) já determina que a partir de 31.12.2020, todos os novos edifícios sejam edifícios de balanço energético nulo. Para os edifícios públicos a regra é a partir de 2018. Até 2015, todos os estados membros da UE terão de publicar Planos de Acção para potenciar a reconversão dos edifícios existentes do ponto de vista energético.
    Cuidado com as percentagens... De pouco serve obrigar os edifícios a produzir ou armazenar 50% da energia que consomem, se consumirem mais do que deveriam. Os standards internacionais, como por exemplo o Passive House, apontam para limites máximos de consumo energético por m2 (Total primary energy consumption (primary energy for heating, hot water and electricity) must not be more than 120 kWh/m² per year (3.79 × 104 btu/ft² per year).
    Primeiro, limitar o consumo. O pouco que consome, produzir de fontes renováveis sempre que for possível.

    Um abraço

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    1. Boas Arqmarq,
      Não tinha conhecimento da directiva europeia e fico contente que a regra seja o balanço energético nulo, sempre é melhor que produzir ou armazenar 50% da energia gasta diariamente.
      O meu conceito foi o seguinte:
      -Se os novos edifícios forem obrigados a produzir ou armazenar 50% da energia consumida quanto menos gastarem menos tem de produzir ou armazenar, como produzir ou armazenar energia tem custos, esta lei obrigava a uma maior eficiência energética.
      Mas se a directiva europeia obriga a ter um balanço energético nulo ainda melhor!

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  2. Olá pai.
    No próximo fim-de-semana vou fazer-te um comentário

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;)