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terça-feira, 31 de outubro de 2017

Que estranho caminho é o nosso.

Que estranho caminho é o nosso.

Quando abordamos o assunto pela rama, todos concordamos.

Todos queremos o melhor para Portugal.

Não existe nenhum Português que não o sinta.

De Norte a Sul, Madeira e Açores, não existe um! Um! Que não cante HERÓIS DO MAR!

O Diabo está nos detalhes, como chegar lá.

Qual o caminho?

O que fizemos nos últimos 6 anos?

Cortamos e repusemos rendimentos aos funcionários públicos.

Aumentamos impostos.

E mais?

Não fizemos mais nada, nada!

Cortamos na despesa?   Sim, mas onde?

Portugal necessita de 277.400 bpd (Barris de Petróleo por Dia) e a preços de 2011, com o crude a 140USD, gastávamos todos os dias perto de 30 Milhões de €uros.

Eram 10.950.000.000€ por ano.

Actualmente, pelo mesmo crude pagamos menos de metade, 4.500.000€.
São menos 6 mil milhões!

Depois são os juros que superaram os 7% a 10 anos e agora estão em 2.4%.

Só em juros, relativamente a 2011 são mais de 2/3 mil milhões de €uros que não gastamos.

Juntamos a explosão do turismo, que conta como exportação e temos o milagre das rosas.

Escondemos despesa na Saúde.

Escondemos despesa na educação.

Adiamos despesas básicas, como retirar os telheiros com amianto em todas as escolas.

As criancinhas não votam…

Colocar vigias florestais e militares a vigiar matas, fica mais barato em casa ou nos quartéis.

Aumentamos as listas de espera e escondemos os números. 

Arde Portugal de lés a lés.

As árvores não votam!

Com 472 corporações de Bombeiros em 308 conselhos, não existiu dinheiro para comprar motos-serras e limpar as bermas das estradas e em redor das aldeias de Portugal.

Mas houve dinheiro para milhares de ajustes directos de toda a espécie e feitio.   

Morrem pessoas nas aldeias por colapso do estado 2 vezes no mesmo ano, mas lá está…

Estes votavam, mas tinham pouca expressão, não é muito mais fácil gastar o dinheiro a seduzir Funcionários Públicos e Reformados?

Claro que sim!


Que estranho caminho é o nosso.





segunda-feira, 19 de junho de 2017

Incêndios em Portugal, imprevisibilidade ou ignorância?


Tenho por norma, afirmar cá em casa que o cúmulo da estupidez é fazer sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente.

Nesta maneira de ser / estar na vida, Portugal dá cartas!

Quantos incêndios mais terão de existir para que as coisas mudem?

Quantas mais mortes serão necessárias?

O que mais me entristece é o espanto e a surpresa geral.

Era imprevisível!

Imprevisível????

Só depois do milénio, foi imprevisível em 2003; 2005; 2012 e 2017!
Não existe prevenção!

Não existe ordenamento do território.

Nesta guerra deixamos a tropa no quartel, combatemos com voluntários, que não conhecem o terreno…

É plantações de Pinheiros e Eucaliptos aos molhos  e depois vem o espanto!

Correu tudo bem, os meios foram os adequados, era tudo imprevisível.

Aconteceu em 2003 com 426 mil hectares ardidos, voltamos a experienciar o mesmo em 2005 com mais 338 mil hectares ardidos e em 2012 em que ardeu praticamente metade do conselho de Tavira.

E chegamos a Junho de 2017 e em Pedrogão Grande temos mais do mesmo.

O que mudou desde 2003?

Que planeamento existe?

Qual a prevenção? Que meios estão envolvidos?

E depois vem o espanto, a surpresa e a pergunta de como foi isto possível?

Como se nada disto fosse previsível, expectável.

Temos a fase Bravo e a fase Charlie… meu Deus!

É necessário Portugal arder de lés a lés para que os nossos políticos façam alguma coisa.

Teremos por ventura de morrer aos milhares, porque algumas dezenas não bastam!

Será necessário um doutoramento na matéria para afirmar que quem coordena o combate aos fogos no verão, deve coordenar as equipas de prevenção de fogos no outono; inverno e primavera? Para depois no verão, no terreno, no combate, na guerra, poder afirmar:

 - Vamos fazer assim! Porque andei aqui o ano inteiro, conheço o terreno como conheço a palma das minhas mãos! Vamos atacar o fogo no ponto X.

A prevenção foi feita, o fogo não tem alimento nas zonas Z; W e Y!

Deve ser tudo muito complicado...


Um gajo chega a pensar, devo estar calado por respeito ás vitimas, ou devo falar por respeito ás vitimas futuras?

No meio de tanta ignorância, mantendo esta maneira de resolver os problemas, a dúvida é se até 2030 vamos ter mais 3, 4 ou 5 tragédias iguais ou piores.

Para quando uma avaliação séria e independente à Protecção Civil?

Lá está, quando jogamos dinheiro para um problema, algo desaparece, e não é o problema.

E voltamos ao cúmulo da estupidez, fazer sempre a mesma coisa esperando um resultado diferente.


NOTA: Neste Blog não são exibidas imagens de fogo vivo!

quinta-feira, 30 de março de 2017

A Caixa é nossa!




Confesso que me chateia!

Chateia-me quando um representante da nação me mente descaradamente.

Eu sei, que neste país à beira mar plantado, um representante da nação mentir a quem o elegeu é coisa corriqueira.

A Caixa é nossa! Dizem eles!

É nossa?

Eu tenho uma casa no Algarve, vai para 12 anos! Eu sei que a casa no Algarve é minha!
Como é que eu sei isso?

É simples, nos últimos 12 anos, não paguei rendas! Nem uma, nem duas, NADA!

Paguei IMI, Água, luz e esgotos, mas rendas ZERO!

Sim, a casa é minha! E só minha!

Depois temos a Caixa Geral de Depósitos, que dizem que é nossa…

Então é nossa e agora todos os anos pagamos 55 milhões de Euros?

55 Milhões de Euros para todo o sempre????

É até à ETERNIDADE??? Divida PERPÉTUA não poderá ter outro significado!
Que negócios de MERDA, são estes???

E depois tem o descaramento de me dizer na cara que a Caixa é minha?

Então é minha, dos meus filhos, de todos os Portugueses e no final do ano toma lá 55 milhões de Euros?

Divida PERPÉTUA? Com juros de 10.75% ao ano?

Está tudo doido?

E Portugal aceita isto, sem fazer contas! Eu fico pasmado!

No outro dia, falava com a minha amiga Paula, sobre a diferença entre um bom e um mau negócio, ela quer investir numa casa.

Dizia eu que em qualquer bom negócio o investimento é recuperado em 10 anos e em qualquer mau negócio o investimento é recuperado em 20 anos.

A caixa pediu 500 milhões de Euros a investidores, que mal dá para tapar a trampa que foi Vale do Lobo.

Então só para tapar os empréstimos ruinosos de Vale do Lobo, Portugal vai pagar para SEMPRE 55 milhões de Euros?

Em 2026 o empréstimo está pago, depois são juros de 55 milhões até à ETERNIDADE!?!?
Isto parece um truque de magia, com uma mão acenam com reposição de salários; reformas; 35 horas de trabalho para os Lord’s e a cereja que é o descongelamento de carreiras e com a outra aumentam impostos sobre tudo o que mexe, escondem contas por pagar e encavam todos com 55 milhões anuais!

E depois com sorriso rasgado, batem no peito e afirmam que a caixa é nossa…

E eu chego ás mesmas conclusões de sempre, com representantes deste calibre, estamos conversados.

Desculpem lá, meus amigos, mas engolir e ficar calado não está no meu ADN.

Era só isto, a Caixa é nossa! Siga a festa.


Um grande bem-haja para todos. 

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Desportistas de Elite e a fiscalidade em Portugal



Quando falta dinheiro ao País aumentam-se os impostos. Quando já temos os impostos em máximos, precisamos encontrar uma solução diferente sob pena de se fazer jus ao ditado “tudo quer, tudo perde”.

Os escalões de IRS – por exemplo -  são um ENORME convite ao incumprimento para quem ganha muito, para quem ganha assim-assim e para quem ganha pouco.

Descontar 28,5% de IRS a quem recebe 600€/mês não lembrava ao DIABO, mas lembrou aos governantes de Portugal.

No caso de um desportista de elite, com uma carreira bastante curta, é tudo ainda mais surreal. Não é possível pensar que teremos bons desportistas a atuar em Portugal se aos seus rendimentos atribuímos cargas fiscais de 48% + 3% de IRS – incluindo sobretaxa - a que juntamos 11% para a Segurança Social.

Para compor o ramalhete, temos mais 23,75% a serem pagos pela entidade patronal referente a S. Social.

Para um desportista levar para casa 1 milhão de €uros referente ao seu trabalho o estado em Portugal recebe mais de 2 Milhões!

Isto não faz sentido!

O que faria sentido? Promover taxas especiais para que seja possível ter uma fiscalidade compatível com o que de melhor existe na Europa. Ter uma fiscalidade que além de reter os nossos desportistas de elite atraísse desportistas de outros países, aumentando a receita.


Fiscalidade Verde para Peugada Ecológica Neutra.


Se as tabelas de IRS tributam em máximos rendimentos mensais superiores a 25.000€, qualquer desportista de elite ganha mais que isso.

Fiscalidade diferencial permitindo descontos de 10% em sede de IRS para rendimentos obtidos em Portugal e 1% para rendimentos obtidos fora de Portugal.

Qualquer desportista nestas condições e com esta fiscalidade, não se sente roubado.

Se o rendimento for obtido em Portugal são 10%, e o CR7, por exemplo pagaria apenas 1%, o que é NACIONAL É BOM! Neste momento a receita fica em Espanha…

Outros desportistas, não nacionais teriam o mesmo incentivo, só pagam 1% de IRS para rendimentos obtidos fora das nossas fronteiras, desde que possuam casa em Portugal...

Exemplos (1); (2); (3) e (4)

Em contrapartida PEUGADA NEUTRA!

A casa ou casas que possam ter em Portugal produzem a energia que necessitam e o carro ou carros são electricos ou a Hidrogénio.

Não podem possuir automóveis com motores de combustão e não os podem conduzir em Portugal.

Lamborghinis e Ferraris, ficam fora das nossas fronteiras.

Corremos o risco de aumentar as receitas e baixar os Impostos para os ricos sem ter muito trabalho.

Era só uma ideia, convidar e propor a quem tem, um país maravilhoso, uma fiscalidade atractiva, com peugada neutra.

Seria um prazer ter uma selecção de estrelas que acrescentava receita anual ao nosso orçamento de estado.

Ficam alguns nomes:

·        Floyd Mayweather Jr. – BOXE
·        Cristiano Ronaldo – Futebol
·        LeBron James – Basquete
·        Lionel Messi – Futebol
·        Kobe Bryant  – Basquete
·        Tiger Woods – Golfe
·        Roger Federer – Ténis
·        Rafael Nadal – Ténis
·        Matt Ryan – Futebol Americano.

É válido para desportistas, podendo ser estendido a outras celebridades.



Tratar bem os milionários e aumentar a receita, custa muito?

terça-feira, 10 de maio de 2016

Projectos – Portugal 2030



Para falar de projectos para Portugal, devemos entender a maneira de ser e estar de um Português.

Compreender a maneira de decidir e planear os grandes projectos, olhando para o passado e procurando erros de decisão.

Não para apontar culpas - não nos leva a lado nenhum, mas para decidir melhor.

Entender onde foram cometidos erros, entender porque falhámos, não decidindo ou decidindo mal.

Alqueva

Pouco depois da Revolução foram iniciados os trabalhos preliminares (ensecadeira / infraestruturas de apoio à obra), para pararem 2 anos depois, em 1978.

No meio de uma reforma agrária e ainda com uma democracia a dar os primeiros passos, era impossível aos partidos políticos portugueses porem de parte as suas quezílias e olharem para o bem comum: a agricultura em Portugal e um lago artificial que mudaria a face do Alentejo.

Os anos foram passando, a democracia e a constituição foram consolidadas, fomos duas vezes à bancarrota e completámos 12 anos de democracia. De seguida, elegemos um governo de maioria absoluta PSD e corremos para ombrear com os países mais desenvolvidos da Europa.

Seria uma óptima altura para falar do Alqueva?

Não! Como era uma ideia de esquerda, não podia avançar. O bem comum novamente esquecido.

As boas ideias só podem vir do governo ou da sua bancada parlamentar, uma ideia de esquerda, independentemente do mérito não pode ser implementada por um governo de direita.

Só em 1995, no final do 2º governo do PSD a obra avançou, tinham passado 19 anos.

A obra foi finalmente adjudicada em 1996 e em 98 tiveram inicio as primeiras betonagens. Em 2002 foram encerradas as comportas e iniciou-se o enchimento da albufeira, incluindo os primeiros canais de rega. Em 2004 fez-se a inauguração da central hidroelétrica.

Entre avanços e recuos, foram necessários 26 anos!

Como é possível um país, qualquer país, perder 26 anos entre o início e a conclusão de uma grande barragem?

Em 2 décadas, ninguém encarou o Alqueva, como prioridade nacional.

Novo Aeroporto de Lisboa

Em 2008 olhamos para o problema assim:





Em 2010 a decisão foi novo Aeroporto e TTT (Terceira Travessia do Tejo).

Eram 4 linha rodoviárias e 2 ferroviárias para cada lado, uma para o TGV e outra para integrar na REFER a linha de ligação ao Alentejo e Aeroporto em Alcochete.





Sabíamos em 2010 que o canal do Panamá iria sofrer profundas alterações, passando a permitir a passagem a navios com capacidade para transportar 12.000 contentores.

Para quem vem das Américas o 1º Porto que encontra de águas profundas é Sines.

Em 2016 aguardando decisão final, tudo aponta para a solução Portela +1 (Montijo).

Com a privatização da ANA, não ficou claro na venda efectuada ao grupo Francês VINCI, quem vai pagar, o quê, pela construção de um novo Aeroporto. Logo aí Portugal não sai certamente a ganhar…

Com 2 anos de atraso, o canal do Panamá vai este ano finalizar as obras de ampliação. 

Descarregando em Sines as mercadorias demoram 3 dias a entrar em França.

Em 2021 se tudo correr bem ficaremos assim:

Falta resolver um pequenino problema, não está assegurada continuidade em Espanha destas linhas...


"existir nenhum "plano calendarizado e acordado com Espanha para o seu funcionamento em bitola europeia, que pode ser difícil de conseguir dado o não cumprimento dos nossos compromissos internacionais". Explica a associação que "a falta de capacidade da ferrovia fará com que as nossas trocas comerciais terrestres continuem dependentes da rodovia",




Assim não dá...





sexta-feira, 29 de abril de 2016

700.000 Litros de Gasóleo/Fuelóleo para produzir electricidade diariamente em 11 ilhas Portuguesas. Portugal Ecológico...

Todas as ilhas portuguesas utilizam gasóleo ou fuelóleo para produzir energia eléctrica.

Umas em dependência exclusiva, outras nem por isso, mas todas dependem de combustíveis fosseis.

Temos 11 ilhas habitadas e 12 centrais Termoeléctricas! Porquê?

Porque não dá para fazer de outra maneira, gastamos diariamente 700.000 Litros de Gasóleo e/ou fuelóleo para que todas as nossas ilhas possam produzir electricidade. É assim e pronto.

700.000 litros por dia custam mais de 1 milhão de €uros e só estamos a falar da matéria prima para as centrais termoeléctricas, o ano tem 365 dias, é só fazer as contas, como dizia o dialogante.

A que eu mais gosto é a central termoeléctrica da ilha do Corvo.

Por dia produz 4/5 MWh e gasta ±1.000 litros de gasóleo.





Normalmente aproveita as 18/20 viagens anuais do famoso Navio “CHEM DAISY”, muito acarinhado em Portugal Bipolar, à ilha das flores e é igualmente reabastecido.

O problema é nos dias de intempérie que causa agitação marítima, nesses dias a Ilha do Corvo não pode receber combustível, com um porto minúsculo a descarga revela-se tarefa impossível.

Como é fácil de perceber o nosso Daisy não pode esperar eternamente que as condições fiquem ideais.

Pode esperar umas horas, e tal, mas se a tarefa se revela impossível vai à sua vida, existem mais ilhas que necessitam de ouro negro, com vários depósitos o DAISY é versátil, transporta ouro negro com sabores, Gasóleo; Gasolina; fuelóleo, é só escolher!

Não descarregando no Corvo, a Ilha das flores absorve o combustível, tendo reservatórios com capacidade suficiente para acomodar as necessidades de uma ilha com 430 habitantes, resta esperar que o combustível ganhe asas e percorra 20 kms para esta adversidade ficar resolvida.

Mais um dia que chega ao fim neste país ecológico à beira mar plantado e a Ilha do Corvo continua com uma embrulhada por resolver, as reservas chegam para 2 dias, 3 no máximo e RED BULL misturado com derivados de petróleo não se afigura como solução.

Portugal é um país desenrascado, rapidamente a força aérea recebe nova missão! É necessário passar pela Ilha das Flores e fazer umas 20 viagens de ida e volta ao Corvo, para descarregar combustível.

1.000 Litros de gasóleo para 1 helicóptero é tarefa bastante acessível, mesmo em condições adversas, não quer isto dizer que no meio de furacões andem "helis" a entregar gasóleo, mas até de noite podem executar a missão e com ventos moderados.

A missão é um sucesso e todos dão hurras de alegria, afinal mais um problema acaba de ser resolvido.

Se houvesse outra maneira, mas não é possível.

O mais engraçado é que bastava à Ilha das flores aumentar a sua produção em 15% para satisfazer todas as necessidades energéticas da Ilha do Corvo.

Cómico é que existem cabos eléctricos submarinos com mais de 600 kms de comprimento e 700 MWh de capacidade (NorNed), para ligar as Flores ao Corvo bastava 2 MWh ou 5 MWh, para em 1 hora se poder descarregar no Corvo as necessidades de 24, com 20 kms de mar a separa-las, presumo que a distância não seria um problema.

Poderíamos juntar 50 seguidores solares, dos 2.520 que existem na Amareleja e umas ventoinhas fraquinhas. Assim umas 6 ou 7 de 300 KW, totalizando 2.1 MW de capacidade instalada, no continente temos mais de 6.000 MW, não podemos instalar 2 MW no Corvo?.

Finalmente baterias, ou qualquer outra forma de armazenamento, convenhamos que 5 MW cobrem as necessidades da ilha durante mais de 24 horas.

Mas se temos Lítio que vendemos em calhaus aos Alemães eu preferia baterias produzidas em Portugal.

Ficava a Ilha do Corvo sem problemas de energia, fechava uma central Termoeléctrica e os custos diminuíam em vez de aumentar.

Se existirem 20 ou 30 carros na Ilha do Corvo são muitos, custava começar por lá a mobilidade eléctrica?

Com estes custos oferecer carregamentos eléctricos de borla para sempre até dá lucro ao contribuinte, vai uma aposta?

Critérios de Rendimento

  • Seguidores Solares - 80% do rendimento registado na Amareleja.
  • Torres Eólicas - 30% da capacidade instalada.
  • Centrais Térmicas - 230 Litros por MW de energia produzido


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lítio, Lítio, Lítio!


No belo ano de 2011, Portugal chegou a uma conclusão surpreendente, o Lítio com reservas superiores a 70 Anos de extracção, traria milhões (expresso).



E assim vivemos no deslumbramento 5 anos, orgulhamo-nos de ser o 5º maior exportador mundial de Lítio, quando na verdade vendemos os calhaus em bruto aos Alemães, que posteriormente o transformam em Lítio, contando como produção Alemã.

Com o Lítio produzido, fazem igualmente baterias que novamente entra como produção Alemã…

Portugal tem mais de 60.000 representantes do povo. Não existe 1 que explique aos nossos “amigos” que para produzir Lítio tem de o fazer em Portugal?

Uma fundição para transformar o Lítio e uma fábrica de baterias, tudo instalado na Guarda, junto à mina, promove o emprego no interior e poupa nos custos de transporte.

Só Assim, Portugal será um país produtivo.

Olhar para o futuro, traçar o rumo, é tão fácil como um; dois; três.

Defender Portugal, passa também por aqui.

melhores cumprimentos,

Jony (-h)




sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Ilha Graciosa, o belo navio CHEM DAISY e os benfeitores Alemães com Baterias de Lítio.

No belo Anno Domini de 2010 enquanto se discutia a celebração de 1 contrato com a Venezuela para a construção de 2 Navios Asfalteiros alguém teve uma ideia brilhante.

Esta mente brilhante mandou construir 1 navio de transporte de combustível, coisa simples, sem grandes tecnologias de ponta, “a coisa” funciona com 12 depósitos independentes permitindo flexibilidade para transportar diversos tipos de combustíveis.

Como os estaleiros de Viana andavam muito ocupados em guerras politicas, graves e afins a construção do navio com 12 depósitos ficou a cargo dos Estaleiros Cicek Shipyard.

O navio nasceu nos estaleiros Turcos e foi baptizado com o belo nome de “CHEM DAISY”, depois de testes no mediterrâneo, rapidamente entrou ao serviço.

Entre as guerras político-partidárias, onde se confrontavam ministros, governo, oposição, sindicatos e a Administração dos Estaleiros, ninguém foi capaz de se lembrar que Portugal com 9 ilhas necessitava de um navio com vários depósitos, para distribuir diversos combustíveis pelas ilhas.

Ninguém se lembrou não é bem assim, a mente brilhante depois dos testes iniciais rapidamente ganhou concurso em Portugal para distribuir combustível pelas ilhas.

Fenomenal, desde 2011 que o belo navio de “CHEM DAISY” presta esse serviço com 50 viagens anuais, abastecendo 3 a 5 ilhas por viagem (até 200 Abastecimentos). Não sei a que preço…


Nenhum Partido em Portugal olha para isto, e quando olham é para deixar tudo igual.

Na vertente ecológica chegam boas noticias da Ilha Graciosa, depois de anos a olhar o óbvio, chegamos à conclusão que a produção de electricidade nas ilhas é muito cara e a esses preços as renováveis até são competitivas.

O circuito é mais ou menos assim, chegado o petróleo a Sines é transformados e transportado para São Miguel, transbordo e armazenamento, mais administradores para cuidar de tudo. Depois chega o Navio “CHEM DAISY” e em 50 viagens anuais e até 200 abastecimentos, sai de São Miguel distribuindo combustíveis pelas restantes ilhas, com excepção da Madeira e Ilha Terceira que são igualmente abastecidas directamente via Sines. A 6 nós por hora é trabalho para durar o ano inteiro, com descanso ao fim de semana...

Nasce assim o projecto Younicos, aplicado à ilha Graciosa, como primeira lança numa guerra dominada pelo combustível fóssil.


A Empresa é Alemã e o projecto consiste basicamente em:
  •     5 MW de energia eólica
  •     1 MW de energia solar ( ± 200 Seguidores solares Amareleja a 70%)
  •     3.2 MW de armazenamento em baterias de Lítio

Quando concluído responderá por 65% a 70% das necessidades energéticas da ilha.
Temos em Portugal continental mais de 3.000 Torres Eólicas.

Temos 2.520 Seguidores solares na Amareleja e somos o maior produtor de lítio da Europa, o 5º do mundo, mas as baterias são Made in Alemanha.

Compram os calhaus a Portugal, transformam em Lítio vendendo logo aí como produção Alemã e com valor acrescentado. Parte vai para a produção de baterias, que depois vendem a Portugal como produto final!

Portugal tem a matéria prima e não fabrica nada! Depois não somos produtivos! Como podemos ser produtivos se em troca de “ajuda” financeira recebida oferecemos a matéria prima à Alemanha?

Das mais de 3.000 Torres existentes no continente de 0.5MW; 1MW e de 2 MW, seria assim tão complicado transportar uma dúzia das mais fraquinhas (0.5 MW) para a Graciosa?

Dos 2.520 Seguidores solares existentes na Amareleja, seria impróprio transportar 200 para a Graciosa?

E o Lítio? Seria descabido considerar o Lítio como reserva estratégica Nacional? Obrigar os Alemães a produzi-lo em Portugal? Juntando a Fundição com a Fábrica de Baterias, tudo perto das Minas na Guarda? Poupamos imenso nos custos de transporte, com a vantagem de ser tudo produção nacional.

Será assim tão complicado?



Deve ser.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O pequeno Anel Electrico nas Ilhas do grupo Central a as ligações ao Corvo e a São Miguel. (PSA Cap. 61)


A Autonomia da Madeira custa caro aos Portugueses continentais, no ano de 2014 foram 223 milhões, baixando em 2015 para 172.9 milhões.

Quem recebe acha que é pouco, quem paga acha que paga muito.

Eu que vivo no continente, na privilegiada região de Lisboa o que mais me custa é aquela sensação que o dinheiro é pago, mas não chega aos Madeirenses e Açorianos.

As Ilhas do grupo Central têm necessidades energéticas entre os 35/45 MWh, respondendo a Ilhas Terceira por ±60% desse valor.

São necessidades de energia eléctrica que quando comparadas com as necessidades do continente se tornam insignificantes, sendo que 1 hora das necessidades energéticas do continente dava para as Ilhas do grupo Central viverem 6.3 dias.

A produção térmica responde por perto de 80% das necessidades, sendo produzidos diariamente em Novembro entre 1.300 MWh, totalizando no mês ±40.000 MWh de produção.
Para produzir 1 MWh de electricidade são necessários 260 litros de fuelóleo e em Novembro chegou um navio proveniente de Sines com 3 milhões de litros, acontece todos os meses dependendo das necessidades, o petróleo chega a Sines é transformado em fuelóleo e segue para a Ilha Terceira para produzir electricidade.

A produção térmica de electricidade liberta gases nocivos para a atmosfera e em Novembro, como em qualquer mês do ano os insulares são brindados com toneladas de dióxido de enxofre (So2); dióxido de Azoto (NoX) e milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Está tudo tão bem organizado e coordenado pois na Terceira aproveitamos para descarregar 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18 mil veículos possam andar de um lado para o outro no meio do oceano atlântico.

Temos igual procedimento para as restantes ilhas do grupo central, mas o reabastecimento acontece via São Miguel onde mensalmente descarregamos 4 milhões de litros para produzir electricidade a que juntamos 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18.000 veículos circulem no meio do atlântico e recebemos os combustíveis necessários para as restantes ilhas açorianas que funcionam igualmente a fuelóleo; gasóleo e gasolina.

Hebdomadariamente é referido neste espaço que o cumulo da estupidez é fazer o mesmo erro vezes e vezes sem conta, esperando no fim, obter um resultado diferente.

Gastamos milhões de euros, todos os meses, descarregando fuelóleo; gasóleo e gasolina em todas as nossas ilhas, para que seja possível produzir electricidade e andar de carro no meio do oceano, sem que se vislumbre alguém que acabe com este ciclo onde Galp e EDP reinam e prosperam.
    

Em alternativa é proposto depois do grande anel eléctrico que liga Sines / Madeira / São Miguel / Viana do Castelo / Sines  (4.700 km).

Um cabo de transporte bidireccional de electricidade com 200 MWh de capacidade, ligando São Miguel à Terceira.

O pequeno anel ligando a Ilha terceira às restantes ilhas do grupo central, igualmente com 200 MWh e igualmente bidireccional.

E um segundo braço, ligando o Faial às ilhas Flores e corvo, de transporte bidireccional de electricidade com 20 MWh de capacidade.

 Um circulo; um braço, novo circulo e outro braço, Portugal a abraçar o Oceano Atlântico, é o que eu vejo e vejo assim.





As necessidades anuais do Arquipélago da Madeira e dos Açores ronda os 1.700 GWh, considerando que 75% dessa energia é obtida queimando combustíveis fósseis estamos a falar de 327.789 Tn!

Quanto custa descarregar 330 mil toneladas em 11 ilhas para produzir energia?

Considerando 3.2 habitantes por veiculo automóvel, quanto custa abastecer 11 ilhas com gasóleo e gasolina para que 160.000 Veículos possam circular no meio do oceano?

Ligar todas as ilhas ao continente custa ± 3.3 mil milhões de €uros…



As necessidades médias mensais, para as ilhas do grupo Central e Ocidental são as seguintes(Valores em MWh):







Critérios:

  • 3.2 Habitantes por veiculo (1/3 a Gasóleo e 2/3 a Gasolina)
  • 260 litros de combustível por cada MWh de electricidade.
  • Deslocações - Madeira e São Miguel 100kms/dia; 75kms / dia na Terceira, Pico e São Jorge; 50kms / dia no faial e restantes ilhas 25kms / dia.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O grande anel eléctrico e a autonomia energética da Madeira e dos Açores. (PSA Cap. 60)


A Autonomia da Madeira custa caro aos Portugueses continentais, no ano de 2014 foram 223 milhões, baixando em 2015 para 172.9 milhões.

Quem recebe acha que é pouco, quem paga acha que paga muito.

Eu que vivo no continente, na privilegiada região de Lisboa o que mais me custa é aquela sensação que o dinheiro é pago, mas não chega aos Madeirenses e Açorianos.

A Ilha da madeira tem necessidades energéticas médias de ± 100 MWh, sendo que 1 hora das necessidades energéticas do continente dava para a Madeira viver 2 dias.

A produção térmica responde por perto de 80% das necessidades da ilha, sendo produzidos diariamente em Novembro entre 1.500 MWh a 2.000 MWh, totalizando no mês ±52.000 MWh de produção.

Para produzir 1 MWh do electricidade são necessários 260 litros de fuelóleo e em Novembro chegou um navio proveniente de Sines com 14 milhões de litros, acontece todos os meses dependendo das necessidades, o petróleo chega a Sines é transformado em fuelóleo e segue para a Madeira para produzir electricidade.

A produção térmica de electricidade liberta gases nocivos para a atmosfera e em Novembro os madeirenses foram brindados com 2 toneladas de dióxido de enxofre (So2); 440 toneladas de dióxido de Azoto (NoX) e 9.3 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Está tudo tão bem organizado e coordenado que aproveitamos para descarregar 6 milhões de litros de gasóleo e 12 milhões de litros de gasolina para que 82 mil veículos possam andar de um lado para o outro no meio do oceano atlântico.

Temos igual procedimento na ilha Terceira, onde para produzir mensalmente 15.300 MWh descarregamos 4 milhões de litros para produzir electricidade a que juntamos 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18.000 veículos circulem no meio do atlântico.

Na ilha de São Miguel recebemos os combustíveis necessários para as restantes ilhas açorianas que funcionam igualmente a fuelóleo; gasóleo e gasolina.

Hebdomadariamente é referido neste espaço que o cumulo da estupidez é fazer o mesmo erro vezes e vezes sem conta, esperando no fim, obter um resultado diferente.

Gastamos milhões de euros, todos os meses, descarregando fuelóleo; gasóleo e gasolina em todas as nossas ilhas, para que seja possível produzir electricidade e andar de carro no meio do oceano, sem que se vislumbre alguém que acabe com este ciclo onde Galp e EDP reinam e prosperam.



Em alternativa é aqui proposto o grande anel eléctrico, um cabo de transporte bidirecional de electricidade com 500MWh de capacidade, ligando Sines á Madeira, passando por Porto Santo.

O grande anel segue posteriormente para São Miguel, passando por Santa Maria, onde vira em direcção ao continente, chegando a Viana do Castelo, finalizando novamente em Sines para fechar o ciclo.

Na ilha de são Miguel sofre uma bifurcação, seguindo igualmente para a Ilha Terceira.

O grande anel tem 4.700km de extensão e um custo de 3 mil milhões de Euros permitindo que as Ilhas da Madeira; Porto Santo; Santa Maria e São Miguel fiquem directamente ligadas ao continente permitindo fechar todas as centrais térmicas existentes nas ilhas, representando as suas necessidades energéticas 3% da produção continental.

As necessidades anuais do Arquipélago da Madeira e dos Açores ronda os 1.700GWh, considerando que 75% dessa elergia é obtida queimando combustíveis fósseis estamos a falar de 327.789 Tn!




Quanto custa descarregar 330 mil toneladas em 11 ilhas para produzir energia?

Considerando 3.2 habitantes por veiculo automóvel, quanto custa abastecer 11 ilhas com gasóleo e gasolina para que 160.000 Veículos possam circular no meio do oceano?


Ligar todas as ilhas ao continente custa ± 3.3 mil milhões de €uros…


As necessidades médias mensais, são as seguintes (Valores em MWh):





Critérios:

  • 3.2 Habitantes por veiculo (1/3 a Gasóleo e 2/3 a Gasolina)
  • 260 litros de combustível por cada MWh de electricidade.



  • Deslocações - Madeira e São Miguel 100kms/dia; 75kms / dia na Terceira, Pico e São Jorge; 50kms / dia no faial e restantes ilhas 25kms / dia.