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quinta-feira, 16 de junho de 2016

Casar, só por amor...



Acabadinha de ouvir...

Ela – Querido, casas-te comigo por Amor ou por interesse?


Ele – Deve ter sido por amor, porque interesse em ti não tenho nenhum!

terça-feira, 24 de maio de 2016

Guerra





Com algum espanto, confesso, parece que temos poeta na família...

Mais uma, para a TAG "IMPORTADO", com muito gosto.

A minha professora de português pediu-nos para fazer um poema sobre um tema á escolha...Não é nada de especial, mas aqui vai...

Há tanta gente na guerra                                                        
E isso até me enterra                                                              
Morrem milhares até milhões                                                
Por um bocado de feijões                                                      

Não devo ser o único
A pensar assim
Devem haver outros
Iguais a mim

Ficam todos felizes                                                                   
Até saltam de alegria                                                               
Por conseguir mais umas terras                                               
A troco de milhares de vidas  
O orçamento para a defesa   
É enorme, gigantesco                                                               
Há pessoas na pobreza
E quanto a isso nada se faz

Eu hei de morrer
E meus netos também
Sem ninguém contestar                   
Esta guerras suicidas


Sem sequer alguém tentar

Pôr-lhes um fim...


Autor: TXS


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

sábado, 23 de junho de 2012

DECLARAÇÃO DE AMOR À LÍNGUA PORTUGUESA de Teolinda Gersão



 
A nossa Educação...


"
Tempo de exames no secundário, os meus netos pedem-me ajuda para estudar português. Divertimo-nos imenso, confesso. E eu acabei por escrever a redacção que eles gostariam de escrever. As palavras são minhas, mas as ideias são todas deles.
Aqui ficam, e espero que vocês também se divirtam. E depois de rirmos espero que nós, adultos, façamos alguma coisa para libertar as crianças disto.
Redacção – Declaração de Amor à Língua Portuguesa
Vou chumbar a Língua Portuguesa, quase toda a turma vai chumbar, mas a gente está tão farta que já nem se importa. As aulas de português são um massacre. A professora? Coitada, até é simpática, o que a mandam ensinar é que não se aguenta. Por exemplo, isto: No ano passado, quando se dizia “ele está em casa”, ”em casa” era o complemento circunstancial de lugar. Agora é o predicativo do sujeito.”O Quim está na retrete” : “na retrete” é o predicativo do sujeito, tal e qual como se disséssemos “ela é bonita”. Bonita é uma característica dela, mas “na retrete” é característica dele? Meu Deus, a setôra também acha que não, mas passou a predicativo do sujeito, e agora o Quim que se dane, com a retrete colada ao rabo.
No ano passado havia complementos circunstanciais de tempo, modo, lugar etc., conforme se precisava. Mas agora desapareceram e só há o desgraçado de um “complemento oblíquo”. Julgávamos que era o simplex a funcionar: Pronto, é tudo “complemento oblíquo”, já está. Simples, não é? Mas qual, não há simplex nenhum,o que há é um complicómetro a complicar tudo de uma ponta a outra: há por exemplo verbos transitivos directos e indirectos, ou directos e indirectos ao mesmo tempo, há verbos de estado e verbos de evento,e os verbos de evento podem ser instantâneos ou prolongados, almoçar por exemplo é um verbo de evento prolongado (um bom almoço deve ter aperitivos, vários pratos e muitas sobremesas). E há verbos epistémicos, perceptivos, psicológicos e outros, há o tema e o rema, e deve haver coerência e relevância do tema com o rema; há o determinante e o modificador, o determinante possessivo pode ocorrer no modificador apositivo e as locuções coordenativas podem ocorrer em locuções contínuas correlativas. Estão a ver? E isto é só o princípio. Se eu disser: Algumas árvores secaram, ”algumas” é um quantificativo existencial, e a progressão temática de um texto pode ocorrer pela conversão do rema em tema do enunciado seguinte e assim sucessivamente.
No ano passado se disséssemos “O Zé não foi ao Porto”, era uma frase declarativa negativa. Agora a predicação apresenta um elemento de polaridade, e o enunciado é de polaridade negativa.
No ano passado, se disséssemos “A rapariga entrou em casa. Abriu a janela”, o sujeito de “abriu a janela” era ela,subentendido. Agora o sujeito é nulo. Porquê, se sabemos que continua a ser ela? Que aconteceu à pobre da rapariga? Evaporou-se no espaço?
A professora também anda aflita. Pelo vistos no ano passado ensinou coisas erradas, mas não foi culpa dela se agora mudaram tudo, embora a autora da gramática deste ano seja a mesma que fez a gramática do ano passado. Mas quem faz as gramáticas pode dizer ou desdizer o que quiser, quem chumba nos exames somos nós. É uma chatice. Ainda só estou no sétimo ano, sou bom aluno em tudo excepto em português,que odeio, vou ser cientista e astronauta, e tenho de gramar até ao 12º estas coisas que me recuso a aprender, porque as acho demasiado parvas. Por exemplo,o que acham de adjectivalização deverbal e deadjectival, pronomes com valor anafórico, catafórico ou deítico, classes e subclasses do modificador, signo linguístico, hiperonímia, hiponímia, holonímia, meronímia, modalidade epistémica, apreciativa e deôntica, discurso e interdiscurso, texto, cotexto, intertexto, hipotexto, metatatexto, prototexto, macroestruturas e microestruturas textuais, implicação e implicaturas conversacionais? Pois vou ter de decorar um dicionário inteirinho de palavrões assim. Palavrões por palavrões, eu sei dos bons, dos que ajudam a cuspir a raiva. Mas estes palavrões só são para esquecer. Dão um trabalhão e depois não servem para nada, é sempre a mesma tralha, para não dizer outra palavra (a começar por t, com 6 letras e a acabar em “ampa”, isso mesmo, claro.)
Mas eu estou farto. Farto até de dar erros, porque me põem na frente frases cheias deles, excepto uma, para eu escolher a que está certa. Mesmo sem querer, às vezes memorizo com os olhos o que está errado, por exemplo: haviam duas flores no jardim. Ou : a gente vamos à rua. Puseram-me erros desses na frente tantas vezes que já quase me parecem certos. Deve ser por isso que os ministros também os dizem na televisão. E também já não suporto respostas de cruzinhas, parece o totoloto. Embora às vezes até se acerte ao calhas. Livros não se lê nenhum, só nos dão notícias de jornais e reportagens,ou pedaços de novelas. Estou careca de saber o que é o lead, parem de nos chatear. Nascemos curiosos e inteligentes, mas conseguem pôr-nos a detestar ler, detestar livros, detestar tudo. As redacções também são sempre sobre temas chatos, com um certo formato e um número certo de palavras. Só agora é que estou a escrever o que me apetece, porque já sei que de qualquer maneira vou ter zero.
E pronto, que se lixe, acabei a redacção - agora parece que se escreve redação.O meu pai diz que é um disparate, e que o Brasil não tem culpa nenhuma, não nos quer impôr a sua norma nem tem sentimentos de superioridade em relação a nós, só porque é grande e nós somos pequenos. A culpa é toda nossa, diz o meu pai, somos muito burros e julgamos que se escrevermos ação e redação nos tornamos logo do tamanho do Brasil, como se nos puséssemos em cima de sapatos altos. Mas, como os sapatos não são nossos nem nos servem, andamos por aí aos trambolhões, a entortar os pés e a manquejar. E é bem feita, para não sermos burros.
E agora é mesmo o fim. Vou deitar a gramática na retrete, e quando a setôra me perguntar: Ó João, onde está a tua gramática? Respondo: Está nula e subentendida na retrete, setôra, enfiei-a no predicativo do sujeito.
João Abelhudo, 8º ano, turma C (c de c…r…o, setôra, sem ofensa para si, que até é simpática).”

TEOLINDA GERSÃO – escritora
Foi professora catedrática da Universidade Nova

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

WE ARE FAMILY!

(Recebido por email de J.G. Figueira)

Artigo publicado no D.N. da Madeira da autoria de António Fontes.
GARCÊS CHAMA PEDRO JARDIM. Filho de Alberto João Jardim, para administrador do único Conselho de Administração de quatro Sociedades de Desenvolvimento" -


ESTE Dr. VENTURA GARCÊS é um danadinho! A sua personalidade política de ferro não cede um milímetro – venham as pressões de onde vierem! - "Incluso" vindas do Presidente do Governo Regional da Madeira! Sei de cunha segura que o Dr. Jardim implorou, ajoelhado e com o despacho cerrado nos dentes, para que o seu filho, Pedro Jardim não fosse nomeado administrador do Conselho de Administração das Sociedades de Desenvolvimento do Garcês!
Mas Garcês - teimoso - nomeou!

É ClARO QUE, CUNHA ESILVA, passou-se dos carretos!

Ele, que detém o pelouro da distribuição de cargos públicos pelos meninos da JSD (assessores), amigos
(presidentes das sociedades de desenvolvimento) e família Jardim, ser ultrapassado por Ventura Garcês - era uma ignomínia! Vai daí, reconduziu como sua chefe de gabinete Andreia Jardim, irmã de Pedro Jardim e filha de Alberto João Jardim, sem dar cavaco ao Presidente do Governo Regional da Madeira!

Temos sucessor com os ditos pretos!
COMO ACCIONISTA E DEPOSITÁRIO do BANIF - uma fortuna de demência avaliada em mais de 100 milhões de euros! - Tentei meter uma cunha para um tachito como advogado da instituição. Debalde - o lugar estava entregue ao Dr. José Miguel Tropa da Abreu Advogados! Ora, o que é que esse Tropa tem que eu não tenho?! Tem a mulher - a Andreia Jardim - o cunhado - o Pedro Jardim - o sogro - Alberto João Jardim - e, claro, carradas de competência em direito bancário!

A menina dança?

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Mais uma opinião

Recebido em comentário, não sendo a minha opinião, pois este link é parcial, aqui fica mais um pensamento vindo do outro lado do oceano!
Cada um que retire as suas conclusões...

domingo, 18 de setembro de 2011

Lei 34/87 artigo 14º

Violação de normas de execução orçamental

O titular de cargo político a quem, por dever do seu cargo, incumba dar cumprimento a normas de execução orçamental e conscientemente as viole:
a) Contraindo encargos não permitidos por lei;
b) Autorizando pagamentos sem o visto do Tribunal de Contas legalmente exigido;
c) Autorizando ou promovendo operações de tesouraria ou alterações orçamentais proibidas por lei;
d) Utilizando dotações ou fundos secretos, com violação das regras da universalidade e especificação legalmente previstas;

será punido com prisão até um ano.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

We are NOT in the MOODY'S

Mais uma vez, o nosso patriotismo falou mais alto.

Na minha modesta opinião a Moody's não está enganada na classificação que deu a Portugal, a Moody’s está enganada na classificação que mantém nos EUA.

Se eles estivessem na Europa e claro sujeitos às mesmas condições e à mesma moeda as coisas seriam bem diferentes.

Mas quando os EUA tem um problema basta imprimir dinheiro...

Julgo que mais de 70% dos estados americanos estão piores que Portugal.

Dada a minha opinião aqui fica o novo vídeo.

Viva Portugal!