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terça-feira, 10 de maio de 2016

Projectos – Portugal 2030



Para falar de projectos para Portugal, devemos entender a maneira de ser e estar de um Português.

Compreender a maneira de decidir e planear os grandes projectos, olhando para o passado e procurando erros de decisão.

Não para apontar culpas - não nos leva a lado nenhum, mas para decidir melhor.

Entender onde foram cometidos erros, entender porque falhámos, não decidindo ou decidindo mal.

Alqueva

Pouco depois da Revolução foram iniciados os trabalhos preliminares (ensecadeira / infraestruturas de apoio à obra), para pararem 2 anos depois, em 1978.

No meio de uma reforma agrária e ainda com uma democracia a dar os primeiros passos, era impossível aos partidos políticos portugueses porem de parte as suas quezílias e olharem para o bem comum: a agricultura em Portugal e um lago artificial que mudaria a face do Alentejo.

Os anos foram passando, a democracia e a constituição foram consolidadas, fomos duas vezes à bancarrota e completámos 12 anos de democracia. De seguida, elegemos um governo de maioria absoluta PSD e corremos para ombrear com os países mais desenvolvidos da Europa.

Seria uma óptima altura para falar do Alqueva?

Não! Como era uma ideia de esquerda, não podia avançar. O bem comum novamente esquecido.

As boas ideias só podem vir do governo ou da sua bancada parlamentar, uma ideia de esquerda, independentemente do mérito não pode ser implementada por um governo de direita.

Só em 1995, no final do 2º governo do PSD a obra avançou, tinham passado 19 anos.

A obra foi finalmente adjudicada em 1996 e em 98 tiveram inicio as primeiras betonagens. Em 2002 foram encerradas as comportas e iniciou-se o enchimento da albufeira, incluindo os primeiros canais de rega. Em 2004 fez-se a inauguração da central hidroelétrica.

Entre avanços e recuos, foram necessários 26 anos!

Como é possível um país, qualquer país, perder 26 anos entre o início e a conclusão de uma grande barragem?

Em 2 décadas, ninguém encarou o Alqueva, como prioridade nacional.

Novo Aeroporto de Lisboa

Em 2008 olhamos para o problema assim:





Em 2010 a decisão foi novo Aeroporto e TTT (Terceira Travessia do Tejo).

Eram 4 linha rodoviárias e 2 ferroviárias para cada lado, uma para o TGV e outra para integrar na REFER a linha de ligação ao Alentejo e Aeroporto em Alcochete.





Sabíamos em 2010 que o canal do Panamá iria sofrer profundas alterações, passando a permitir a passagem a navios com capacidade para transportar 12.000 contentores.

Para quem vem das Américas o 1º Porto que encontra de águas profundas é Sines.

Em 2016 aguardando decisão final, tudo aponta para a solução Portela +1 (Montijo).

Com a privatização da ANA, não ficou claro na venda efectuada ao grupo Francês VINCI, quem vai pagar, o quê, pela construção de um novo Aeroporto. Logo aí Portugal não sai certamente a ganhar…

Com 2 anos de atraso, o canal do Panamá vai este ano finalizar as obras de ampliação. 

Descarregando em Sines as mercadorias demoram 3 dias a entrar em França.

Em 2021 se tudo correr bem ficaremos assim:

Falta resolver um pequenino problema, não está assegurada continuidade em Espanha destas linhas...


"existir nenhum "plano calendarizado e acordado com Espanha para o seu funcionamento em bitola europeia, que pode ser difícil de conseguir dado o não cumprimento dos nossos compromissos internacionais". Explica a associação que "a falta de capacidade da ferrovia fará com que as nossas trocas comerciais terrestres continuem dependentes da rodovia",




Assim não dá...





quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lítio, Lítio, Lítio!


No belo ano de 2011, Portugal chegou a uma conclusão surpreendente, o Lítio com reservas superiores a 70 Anos de extracção, traria milhões (expresso).



E assim vivemos no deslumbramento 5 anos, orgulhamo-nos de ser o 5º maior exportador mundial de Lítio, quando na verdade vendemos os calhaus em bruto aos Alemães, que posteriormente o transformam em Lítio, contando como produção Alemã.

Com o Lítio produzido, fazem igualmente baterias que novamente entra como produção Alemã…

Portugal tem mais de 60.000 representantes do povo. Não existe 1 que explique aos nossos “amigos” que para produzir Lítio tem de o fazer em Portugal?

Uma fundição para transformar o Lítio e uma fábrica de baterias, tudo instalado na Guarda, junto à mina, promove o emprego no interior e poupa nos custos de transporte.

Só Assim, Portugal será um país produtivo.

Olhar para o futuro, traçar o rumo, é tão fácil como um; dois; três.

Defender Portugal, passa também por aqui.

melhores cumprimentos,

Jony (-h)




sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Ilha Graciosa, o belo navio CHEM DAISY e os benfeitores Alemães com Baterias de Lítio.

No belo Anno Domini de 2010 enquanto se discutia a celebração de 1 contrato com a Venezuela para a construção de 2 Navios Asfalteiros alguém teve uma ideia brilhante.

Esta mente brilhante mandou construir 1 navio de transporte de combustível, coisa simples, sem grandes tecnologias de ponta, “a coisa” funciona com 12 depósitos independentes permitindo flexibilidade para transportar diversos tipos de combustíveis.

Como os estaleiros de Viana andavam muito ocupados em guerras politicas, graves e afins a construção do navio com 12 depósitos ficou a cargo dos Estaleiros Cicek Shipyard.

O navio nasceu nos estaleiros Turcos e foi baptizado com o belo nome de “CHEM DAISY”, depois de testes no mediterrâneo, rapidamente entrou ao serviço.

Entre as guerras político-partidárias, onde se confrontavam ministros, governo, oposição, sindicatos e a Administração dos Estaleiros, ninguém foi capaz de se lembrar que Portugal com 9 ilhas necessitava de um navio com vários depósitos, para distribuir diversos combustíveis pelas ilhas.

Ninguém se lembrou não é bem assim, a mente brilhante depois dos testes iniciais rapidamente ganhou concurso em Portugal para distribuir combustível pelas ilhas.

Fenomenal, desde 2011 que o belo navio de “CHEM DAISY” presta esse serviço com 50 viagens anuais, abastecendo 3 a 5 ilhas por viagem (até 200 Abastecimentos). Não sei a que preço…


Nenhum Partido em Portugal olha para isto, e quando olham é para deixar tudo igual.

Na vertente ecológica chegam boas noticias da Ilha Graciosa, depois de anos a olhar o óbvio, chegamos à conclusão que a produção de electricidade nas ilhas é muito cara e a esses preços as renováveis até são competitivas.

O circuito é mais ou menos assim, chegado o petróleo a Sines é transformados e transportado para São Miguel, transbordo e armazenamento, mais administradores para cuidar de tudo. Depois chega o Navio “CHEM DAISY” e em 50 viagens anuais e até 200 abastecimentos, sai de São Miguel distribuindo combustíveis pelas restantes ilhas, com excepção da Madeira e Ilha Terceira que são igualmente abastecidas directamente via Sines. A 6 nós por hora é trabalho para durar o ano inteiro, com descanso ao fim de semana...

Nasce assim o projecto Younicos, aplicado à ilha Graciosa, como primeira lança numa guerra dominada pelo combustível fóssil.


A Empresa é Alemã e o projecto consiste basicamente em:
  •     5 MW de energia eólica
  •     1 MW de energia solar ( ± 200 Seguidores solares Amareleja a 70%)
  •     3.2 MW de armazenamento em baterias de Lítio

Quando concluído responderá por 65% a 70% das necessidades energéticas da ilha.
Temos em Portugal continental mais de 3.000 Torres Eólicas.

Temos 2.520 Seguidores solares na Amareleja e somos o maior produtor de lítio da Europa, o 5º do mundo, mas as baterias são Made in Alemanha.

Compram os calhaus a Portugal, transformam em Lítio vendendo logo aí como produção Alemã e com valor acrescentado. Parte vai para a produção de baterias, que depois vendem a Portugal como produto final!

Portugal tem a matéria prima e não fabrica nada! Depois não somos produtivos! Como podemos ser produtivos se em troca de “ajuda” financeira recebida oferecemos a matéria prima à Alemanha?

Das mais de 3.000 Torres existentes no continente de 0.5MW; 1MW e de 2 MW, seria assim tão complicado transportar uma dúzia das mais fraquinhas (0.5 MW) para a Graciosa?

Dos 2.520 Seguidores solares existentes na Amareleja, seria impróprio transportar 200 para a Graciosa?

E o Lítio? Seria descabido considerar o Lítio como reserva estratégica Nacional? Obrigar os Alemães a produzi-lo em Portugal? Juntando a Fundição com a Fábrica de Baterias, tudo perto das Minas na Guarda? Poupamos imenso nos custos de transporte, com a vantagem de ser tudo produção nacional.

Será assim tão complicado?



Deve ser.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

O pequeno Anel Electrico nas Ilhas do grupo Central a as ligações ao Corvo e a São Miguel. (PSA Cap. 61)


A Autonomia da Madeira custa caro aos Portugueses continentais, no ano de 2014 foram 223 milhões, baixando em 2015 para 172.9 milhões.

Quem recebe acha que é pouco, quem paga acha que paga muito.

Eu que vivo no continente, na privilegiada região de Lisboa o que mais me custa é aquela sensação que o dinheiro é pago, mas não chega aos Madeirenses e Açorianos.

As Ilhas do grupo Central têm necessidades energéticas entre os 35/45 MWh, respondendo a Ilhas Terceira por ±60% desse valor.

São necessidades de energia eléctrica que quando comparadas com as necessidades do continente se tornam insignificantes, sendo que 1 hora das necessidades energéticas do continente dava para as Ilhas do grupo Central viverem 6.3 dias.

A produção térmica responde por perto de 80% das necessidades, sendo produzidos diariamente em Novembro entre 1.300 MWh, totalizando no mês ±40.000 MWh de produção.
Para produzir 1 MWh de electricidade são necessários 260 litros de fuelóleo e em Novembro chegou um navio proveniente de Sines com 3 milhões de litros, acontece todos os meses dependendo das necessidades, o petróleo chega a Sines é transformado em fuelóleo e segue para a Ilha Terceira para produzir electricidade.

A produção térmica de electricidade liberta gases nocivos para a atmosfera e em Novembro, como em qualquer mês do ano os insulares são brindados com toneladas de dióxido de enxofre (So2); dióxido de Azoto (NoX) e milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Está tudo tão bem organizado e coordenado pois na Terceira aproveitamos para descarregar 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18 mil veículos possam andar de um lado para o outro no meio do oceano atlântico.

Temos igual procedimento para as restantes ilhas do grupo central, mas o reabastecimento acontece via São Miguel onde mensalmente descarregamos 4 milhões de litros para produzir electricidade a que juntamos 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18.000 veículos circulem no meio do atlântico e recebemos os combustíveis necessários para as restantes ilhas açorianas que funcionam igualmente a fuelóleo; gasóleo e gasolina.

Hebdomadariamente é referido neste espaço que o cumulo da estupidez é fazer o mesmo erro vezes e vezes sem conta, esperando no fim, obter um resultado diferente.

Gastamos milhões de euros, todos os meses, descarregando fuelóleo; gasóleo e gasolina em todas as nossas ilhas, para que seja possível produzir electricidade e andar de carro no meio do oceano, sem que se vislumbre alguém que acabe com este ciclo onde Galp e EDP reinam e prosperam.
    

Em alternativa é proposto depois do grande anel eléctrico que liga Sines / Madeira / São Miguel / Viana do Castelo / Sines  (4.700 km).

Um cabo de transporte bidireccional de electricidade com 200 MWh de capacidade, ligando São Miguel à Terceira.

O pequeno anel ligando a Ilha terceira às restantes ilhas do grupo central, igualmente com 200 MWh e igualmente bidireccional.

E um segundo braço, ligando o Faial às ilhas Flores e corvo, de transporte bidireccional de electricidade com 20 MWh de capacidade.

 Um circulo; um braço, novo circulo e outro braço, Portugal a abraçar o Oceano Atlântico, é o que eu vejo e vejo assim.





As necessidades anuais do Arquipélago da Madeira e dos Açores ronda os 1.700 GWh, considerando que 75% dessa energia é obtida queimando combustíveis fósseis estamos a falar de 327.789 Tn!

Quanto custa descarregar 330 mil toneladas em 11 ilhas para produzir energia?

Considerando 3.2 habitantes por veiculo automóvel, quanto custa abastecer 11 ilhas com gasóleo e gasolina para que 160.000 Veículos possam circular no meio do oceano?

Ligar todas as ilhas ao continente custa ± 3.3 mil milhões de €uros…



As necessidades médias mensais, para as ilhas do grupo Central e Ocidental são as seguintes(Valores em MWh):







Critérios:

  • 3.2 Habitantes por veiculo (1/3 a Gasóleo e 2/3 a Gasolina)
  • 260 litros de combustível por cada MWh de electricidade.
  • Deslocações - Madeira e São Miguel 100kms/dia; 75kms / dia na Terceira, Pico e São Jorge; 50kms / dia no faial e restantes ilhas 25kms / dia.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

O grande anel eléctrico e a autonomia energética da Madeira e dos Açores. (PSA Cap. 60)


A Autonomia da Madeira custa caro aos Portugueses continentais, no ano de 2014 foram 223 milhões, baixando em 2015 para 172.9 milhões.

Quem recebe acha que é pouco, quem paga acha que paga muito.

Eu que vivo no continente, na privilegiada região de Lisboa o que mais me custa é aquela sensação que o dinheiro é pago, mas não chega aos Madeirenses e Açorianos.

A Ilha da madeira tem necessidades energéticas médias de ± 100 MWh, sendo que 1 hora das necessidades energéticas do continente dava para a Madeira viver 2 dias.

A produção térmica responde por perto de 80% das necessidades da ilha, sendo produzidos diariamente em Novembro entre 1.500 MWh a 2.000 MWh, totalizando no mês ±52.000 MWh de produção.

Para produzir 1 MWh do electricidade são necessários 260 litros de fuelóleo e em Novembro chegou um navio proveniente de Sines com 14 milhões de litros, acontece todos os meses dependendo das necessidades, o petróleo chega a Sines é transformado em fuelóleo e segue para a Madeira para produzir electricidade.

A produção térmica de electricidade liberta gases nocivos para a atmosfera e em Novembro os madeirenses foram brindados com 2 toneladas de dióxido de enxofre (So2); 440 toneladas de dióxido de Azoto (NoX) e 9.3 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).

Está tudo tão bem organizado e coordenado que aproveitamos para descarregar 6 milhões de litros de gasóleo e 12 milhões de litros de gasolina para que 82 mil veículos possam andar de um lado para o outro no meio do oceano atlântico.

Temos igual procedimento na ilha Terceira, onde para produzir mensalmente 15.300 MWh descarregamos 4 milhões de litros para produzir electricidade a que juntamos 1 milhão de litros de gasóleo e 2 milhões de litros de gasolina para que 18.000 veículos circulem no meio do atlântico.

Na ilha de São Miguel recebemos os combustíveis necessários para as restantes ilhas açorianas que funcionam igualmente a fuelóleo; gasóleo e gasolina.

Hebdomadariamente é referido neste espaço que o cumulo da estupidez é fazer o mesmo erro vezes e vezes sem conta, esperando no fim, obter um resultado diferente.

Gastamos milhões de euros, todos os meses, descarregando fuelóleo; gasóleo e gasolina em todas as nossas ilhas, para que seja possível produzir electricidade e andar de carro no meio do oceano, sem que se vislumbre alguém que acabe com este ciclo onde Galp e EDP reinam e prosperam.



Em alternativa é aqui proposto o grande anel eléctrico, um cabo de transporte bidirecional de electricidade com 500MWh de capacidade, ligando Sines á Madeira, passando por Porto Santo.

O grande anel segue posteriormente para São Miguel, passando por Santa Maria, onde vira em direcção ao continente, chegando a Viana do Castelo, finalizando novamente em Sines para fechar o ciclo.

Na ilha de são Miguel sofre uma bifurcação, seguindo igualmente para a Ilha Terceira.

O grande anel tem 4.700km de extensão e um custo de 3 mil milhões de Euros permitindo que as Ilhas da Madeira; Porto Santo; Santa Maria e São Miguel fiquem directamente ligadas ao continente permitindo fechar todas as centrais térmicas existentes nas ilhas, representando as suas necessidades energéticas 3% da produção continental.

As necessidades anuais do Arquipélago da Madeira e dos Açores ronda os 1.700GWh, considerando que 75% dessa elergia é obtida queimando combustíveis fósseis estamos a falar de 327.789 Tn!




Quanto custa descarregar 330 mil toneladas em 11 ilhas para produzir energia?

Considerando 3.2 habitantes por veiculo automóvel, quanto custa abastecer 11 ilhas com gasóleo e gasolina para que 160.000 Veículos possam circular no meio do oceano?


Ligar todas as ilhas ao continente custa ± 3.3 mil milhões de €uros…


As necessidades médias mensais, são as seguintes (Valores em MWh):





Critérios:

  • 3.2 Habitantes por veiculo (1/3 a Gasóleo e 2/3 a Gasolina)
  • 260 litros de combustível por cada MWh de electricidade.



  • Deslocações - Madeira e São Miguel 100kms/dia; 75kms / dia na Terceira, Pico e São Jorge; 50kms / dia no faial e restantes ilhas 25kms / dia.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Portugal e o combate às alterações climáticas. (Paris 2015)





Quando se fala de energia renovável Portugal continental está bem posicionado a nível Europeu, afinal até temos das maiores centrais fotovoltaicas do mundo e perto de 3 mil torres com ventoinhas a que juntamos a produção hídrica na incorporação de energia renovável chegamos aos 58%.

2014 foi realmente um ano notável, quanto pagamos por tudo isto? isso já é outra conversa e não é muito importante.

Não é relevante saber que toda a energia solar que consumimos pagamo-la a preço de ouro e representa perto de 1% da energia que necessitamos.

Poderíamos facilmente prescindir dessa energia que pagamos a peso de ouro e comprar no mercado a valores 6 vezes mais barato, mas não! Isso não! Temos de investir em energia solar!

Para os microprodutores até pagamos o dobro! Não vá o investimento desaparecer…

Quem quiser produzir energia através do sol em Portugal continental tem garantida a venda de tudo o que produzir, o consumidor suporta os custos estapafúrdios a que “a coisa” foi negociada, ficando todo o risco do lado do produtor, haverá um dia em que o sol não brilhe e lá se vai a produção, se o sol brilhar todos os dias, então e energia produzida será paga!

Com o vento a história é exactamente a mesma, pagamos por toda a produção.

Investimos tanto em energia eólica que em noites de inverno muitas vezes produzimos mais energia do que necessitamos, mas isso não é importante!

Não é relevante saber que em boas noites de vento produzimos +2.000 MWh do que necessitamos e os preços dessa energia no mercado chegam a valores inferiores a 10€ por MWh, isso não interessa para nada! O importante é garantir que os produtores recebem por TODA a energia produzida 90€/MWh; 100€/MWh ou valores ainda superiores, para contratos com mais de 3 anos.

O risco fica todo do lado dos produtores, haverá ano em que o vento não sopre e lá se vai a produção…se o vento soprar, então a energia será para pagar, ao preço combinado, depois se não houver consumo que o justifique, vendemos a 10€ ou menos a quem a queira!

Isto bem-visto o melhor é investir em Eólicas em excesso, para depois armazenar essa energia!

Pagamos a 100€/MWh ou mais e a energia que não necessitarmos vendemos a 10€ ou menos, para armazenamento ou aos Espanhóis, isto é que é visão estratégica!

Para compor o ramalhete, temos a bombagem que aproveita para comprar a energia em excesso a preços inferiores a 10€/MWh e depois vende a preços de mercado!

Temos um pequenino problema de défice tarifário, mas isso agora não interessa para nada! O importante é realçar que Portugal continental, aposta forte nas renováveis!

Então e as nossas ilhas?

As ilhas dos Açores e da Madeira não necessitam de energia renovável, alem disso são “autónomos”.

Portugal continental até paga todos os anos mais de 500 milhões de €uros, para que Açores e Madeira se governem, sendo a energia renovável responsável por perto de 5% da produção, os preços são suportados pelo continente até porque a energia tem que ter o mesmo preço no continente e ilhas.

Com excepção de São Miguel, onde a energia Geotérmica responde por perto de 30% das necessidades a energia Eólica e Solar é pouco expressiva, os preços esses são mais caros que no continente até porque nas ilhas é mais complicado promover a energia green…

As ilhas funcionam bem é a fuelóleo, não querem autonomia? Então tomem lá 500 milhões de Euros, mas vão respirar merda todos os dias!

Não queriam mais nada, seus autónomos? Tudo para a Galp e EDP! A GALP transforma o petróleo em Fuelóleo; gasóleo e gasolina em Sines e depois pega num barquinho que anda 2.000km (ida e volta) para descarregar na Madeira ou 3.000km (ida e volta) para descarregar em São Miguel ou 3.200km (ida e volta) para descarregar na ilha Terceira, isso sim é visão estratégica! E como somos competentes fazemos isso 12 vezes por ano!

Então e as ilhas mais pequenas? As ilhas mais pequenas funcionam igual! Não vá “a coisa” destoar.

A melhor maneira de produzir electricidade na ilha das Flores com 3.800 habitantes ou na ilha Graciosa com 4.400 habitantes é queimando fuelóleo!

Então e mobilidade eléctrica nestas ilhas pequenas?

Isso é outro erro! Onde é que já se viu promover a mobilidade green na ilha das Flores com 16km x 11km ou na Graciosa com 12km x 7km?

Existem perto de 1.200 automóveis nas Flores e na Graciosa, que considerando 25km de deslocação por dia dá qualquer coisa como 11 milhões de km por ano.

Ora é muito mais prático todos os meses fazer chegar 70.000 litros de combustível às Flores e Graciosa para os insolares andarem de carro a gasolina ou a gasóleo no meio do Atlântico, do que promover a mobilidade eléctrica ou a Hidrogénio!

Até porque Hidrogénio e electricidade poderiam ser produzidos localmente e isso estragava o negócio.

E se é verdade as Flores e a Graciosa necessitam anualmente da energia que Portugal continental gasta em 2 horas, também é verdade que 300.000 Litros de fuelóleo descarregados mensalmente em cada uma resolve o problema!

Se é verdade que a EDP compra o fuelóleo a preços de mercado, fazendo com que o custo de produzir energia nestas ilhas seja superior a 300€/MWh, também é verdade que ao dividir esse custo por continentais e insulares, estes custos permanecem ocultos.

Aproveitando a boleia a Galp pratica preços iguais no continente e ilhas, fazendo o sobrecusto incidir sobre todos os seus clientes, continentais e insulares.

Vamos lá a Paris bater no peito e informar todo o mundo que melhor que nós existem poucos!

Muito poucos, porque neste país existe gente, gente com visão!

Viva a visão dos nossos Governantes!

Viva a visão dos Governados, que elegem estes governantes!


Viva Portugal!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

APISOLAR, “estuda” medidas para crescer 50% ao ano na produção solar fotovoltaica.



Olá APISOLAR, sou eu novamente, depois dos vistos GOLD e dos Reformados estrangeiros residentes em Portugal isentos de pagamento de IRS, chegou o momento de falarmos sobre as novas construções em Portugal.

A APISOLAR sabe quantos Edifícios foram concluídos em Portugal no ano de 2013? Sabe?
- Foram 19.680 edifícios, 5.267 no 1ºT; 5.222 no 2ºT; 4.656 no 3ºT e 4.435 no 4ºT.

Dos 19.680 edifícios concluídos 11.368 foram Novas Habitações familiares (Vivendas) 57.8%.
Mesmo a mais mixuruca das vivendas não custa menos de 250.000€, se obrigarmos todos estes projectos a considerar produção ou armazenamento de 50% das necessidades diárias estaríamos a falar novamente de consumos de 40KWh/60KWh por dia.  

Qualquer nova vivenda até 60KWh de consumo de energia por dia pode incluir nos custos de construção 13.000€ para 42m² de painéis solares fotovoltaicos, uma vivenda com 60KWh de consumo diário já não é uma pequena vivenda e já não custa 250.000!

Ou poderia escolher comprar baterias e neste caso eram 30KW de capacidade de armazenamento, com um custo de 30.000€.

Se para uma pequena vivenda de 250.000€ é fácil de comportar 13.000€ em Painéis solares ou 30.000€ em baterias, para as maiores e com custos que podem chegar a vários milhões, não é certamente o peso de produção ou armazenamento de 50% das necessidades diárias que vai fazer a diferença nos custos totais de construção.

Se a aposta for em painéis solares compram e vendem a energia a preço de mercado, sendo a aposta feita nas baterias o preço de compra e venda é igualmente o de mercado, mas para comprar será pago +10% sobre o preço de mercado para a REN (custos de transportes / perdas), tendo a vantagem de poder comprar energia a preços de 0.01€/KWh ou 10€/MWh.

Poderíamos estar a falar de mais 11.368 novos produtores fotovoltaico.

Poderíamos estar a falar de ± 477.456 m² de painéis solares.

Poderíamos estar a falar de uma produção anual solar de ± 127GWh ou 127.000MWh, energia produzida no local de consumo, onde sem custos de transporte mais de metade seria consumida pelo produtor / consumidor, libertando a rede.

Poderíamos estar a falar de adicionar 127 GW de produção solar anual com custo ZERO para o estado e para o contribuinte, tudo simples meus amigos, ou quem vai construir uma vivenda vai discutir ou fazer manifestações por pagar mais um pouco?

Poderíamos fazer muita coisa, mas não fazemos! Não fazemos porque a APISOLAR o que sabe é coçar os culhões e pedir ao contribuinte que pague tarifas estapafúrdias por cada KW de energia produzida.

Existem perto de 22.000 micro produtores fotovoltaicos instalados em Portugal desde 2006, com esta medida o crescimento poderia ser de 50% logo no 1º ano e melhor que isso, O CONTRIBUINTE PAGA ZERO!!!!

Dá para entender? Então para de coçar as bolas e fala com o nosso desgoverno, que não pagando nada até faz boa figura.

Com os melhores cumprimentos de um contribuinte depenado,

Jony

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vistos GOLD os Reformados Estrangeiros e a APISOLAR.



Julgo ser uma atitude normal, quando me sinto roubado tento arranjar maneiras de parar com o roubo, aqui fica uma sugestão.

A APISOLAR, Associação Portuguesa de Industria Solar, vive desde 2006 através de subsídios que entre micro produtores e grandes produtores chegou a preços de 650€/MWh e 350€/MWh respectivamente.

Os anos foram passando, o contribuinte foi pagando estes excessos, e o resto foi para défice tarifário que em 2014 chega a 6 mil milhões de €uros.

Eu sei que o défice não é só culpa da energia fotovoltaica mas quando eu tenho energia no mercado a 50€ ou 60€ por MWh e ando a pagar aos produtores fotovoltaicos de 350€ a 650€ por MWh isto não ajuda certamente a reduzir a divida acumulada.

A APISOLAR informa que em 2013 pouco mais de 1200 microprodutores fotovoltaicos iniciaram a atividade e que em 2014, com a redução das tarifas, o senário só vai piorar.
Então e os vistos GOLD?

Se são atribuídos vistos GOLD a quem compre 1 casa em Portugal de valor superior a 500.000€, não é de incluir que essa casa tem OBRIGATORIAMENTE de produzir/armazenar 50% ou mesmo 100% da energia que consome?

Eu, no meu T2 são 8 a 10KWh por dia (Fogão a Gás; Esquentador a Gás e Sem aquecimentos Elétricos).

Quanto consome uma casa de 500.000€? 30KWh por dia? 40KWh por dia? Não é mais que isso, produzir ou armazenar 50% das necessidades equivale numa aposta em produção ou armazenamento de energia de 15KW a 20KW.

Recebi em Maio 2014 a ultima proposta da EDP para instalação de 42m² de painéis solares, a instalação custaria 12.200€, mais 615€ de registo, tudo por menos de 13.000€, custa muito a quem gasta 500.000€ numa casa gastar mais 13.000€ em painéis fotovoltaicos?

Previsão de Produção diária para 42m² de painéis solares

Janeiro – 15.42 KWh/dia.
Fevereiro – 17.62 KWh/dia.
Março –26.43 KWh/dia.
Abril – 35.24 KWh/dia.
Maio – 44.05 KWh/dia.
Junho – 41.85 KWh/dia.
Julho – 46.24 KWh/dia.
Agosto – 41.48 KWh/dia.
Setembro – 35.24 KWh/dia.
Outubro – 28.63 KWh/dia.
Novembro – 19.72 KWh/dia.
Dezembro – 15.05 KWh/dia.

Em média estes painéis produzem 30.58KWh por dia, mais de 50% das necessidades diárias de uma casa que gaste 60KWh por dia (Casa de visto GOLD), comparando sempre com a minha que gasta 8/10KWh por dia J.

Então e os reformados estrangeiros a residir em Portugal que estão isentos de pagar IRS durante 10 Anos?

Se obrigarmos essas pessoas a produzir 50% da energia que consomem para manter os benefícios, reafirmando a pegada ecológica e tal, a coisa até passa bem, eles não reclamam e anualmente juntamos mais 150 a 200 pequenos produtores solares.

O preço a pagar a todos estes microprodutores fotovoltaicos será o preço de mercado, para a eletricidade produzida que não seja consumida e seja injetada na rede.

Entre vistos GOLD e pensionistas estrangeiros poderíamos ter anualmente mais 1500 a 2000 micro produtores solares, com ± 10MW de capacidade instalada anualmente sem custos para o estado e onde a produção está diretamente ligada ao local de consumo evitando desperdícios desnecessários no transporte de energia.

APISOLAR, vamos lá trabalhar um bocadinho e apresentar estas medidas ao nosso desgoverno, que ajuda a economia e para o contribuinte custa ZERO!

Nota: Nos primeiros 6 meses de 2014 foram entregues 670 vistos GOLD, não tendo informação sobre a quantidade de reformados estrangeiros que pediram autorização de residência e respectiva isenção de IRS.

Melhores Cumprimentos

Jony

segunda-feira, 2 de junho de 2014

P.S.A. – ILHAS.PT-Ilha de Santa Maria recebe 500 seguidores solares da amareleja e 10 MW de Eólica – Armazenamento Hidrogénio e mobilidade. Cap. 6.


A ilha de Santa Maria tem perto de 5.500 habitantes, mais 1.200 que a Ilha Graciosa e os seus reservatórios de combustível  com 1.000 m³ de capacidade ( a aguardar confirmação), sendo que necessita de 62 MW de energia por dia em média para as necessidades.

Esta ilha já apostou em energia Eólica com 0.9MW instalados no Parque Eólico do Figueiral, Portugal apenas vem reforçar este Parque Eólico com 10 MW de Capacidade, tudo o resto funciona a energia TERMICA, claro! A  “coisa” funciona assim, com central termelétrica a gasóleo e capacidade total dos reservatórios da Ilha em 1.000m³ ou 1.000.000 Litros é sempre a bombar…


Sempre que necessário é chamado o Navio Petroleiro “CHEM DEISY” que com os seus 12 reservatórios e capacidade que pode carregar 3.406m³ de combustíveis, Larga da Ilha de São Miguel, anda 110km kms, gastando no mínimo 400 Litros aos 100 (aguardo confirmação) e descarrega 1.000 m³ de diversos combustíveis na Ilha, depois volta a percorrer mais de 110kms , sendo tudo isto custos de insularidade.

Está bom de ver que um navio carregado a 27 a 29% da sua capacidade, fazendo uma viagem ida e volta superior a 200km para descarregar combustíveis não sai barato, mais caro fica se considerarmos as 16 viagens anuais necessárias para a totalidade do ano.

Com 16 Abastecimentos anuais, temos para a Ilha  necessidades  de 14.000.000 Litros de combustível, que considerando refinação e Armazenamento em Sines; transporte para são Miguel; Trasfega e armazenamento em São Miguel; trasfega e transporte para a Ilha de Santa Maria; trasfega e armazenamento pronto para utilização já estamos a falar de 3€/litro, ou 42 Milhões de €uros ano, que em 20 anos são 840 Milhões, mais o custo da central térmica, que com os bons negócios estatais deve custar mais 1 milhão por ano, que em 20 anos são mais 20 milhões totalizando 860 milhões para obter energia e andar de carro no meio do atlântico.


Não discordo, todos temos o direito a andar de carro e ter luz elétrica.


O que eu discordo é da maneira como isso se faz.


Então temos ilhas que necessitam de 60/70MW de energia / dia e temos a maior central solar do mundo no continente? Que, aplicada nos Açores e considerando um rendimento de 80% face à Amareleja Poderia produzir uma média de 104 MW / Dia em Janeiro e em Julho chegaria a 312 MW Dia?

E depois andamos a transportar milhões de litros a fornecer combustível às ilhas para eles produzirem eletricidade?


Isto faz algum sentido?

Considerando 80% do rendimento da amareleja proponho 500 seguidores solares para a Ilha de Santa Maria, dos 2.520 seguidores existentes, 50 foram para a Ilha do Corvo, 470 despachados para as Flores, 500 para a Ilha Graciosa e agora mais 500 para Santa Maria.


1. O custo destes seguidores solares na solução C (anteriormente falada) é de 150.000€ / Seguidor Solar ou 500 Und x 150.000€ = 75.000.000€ (valor incluindo instalação e transporte) e ainda sobram 1.000 Seguidores solares para distribuir…

2. Vamos igualmente adicionar a oferta de 10. MW de Capacidade Instalada no Parque Eólico do Figueiral, ficando o continente com 4.691 MW – 10 MW = 4.681 MW de capacidade instalada, acho que sobrevivemos, por cá, e o Parque Eólico do Figueiral passa a contar com 10,9MW de Capacidade instalada, com um custo de 1.227.000€ / MW (valor incluindo instalação) ou 1.227M€ x 10 MW = 12.270.000 Milhões €uros.



3. Claro, que não poderiam faltar os sistemas de armazenamento, com sede em braga, a nova fábrica de baterias vai fornecer 50 MW de sistema de armazenamento, com 1 custo total de 50 Milhões €uros.




4. Transformação por hidrólise de eletricidade excedente em Hidrogénio que é armazenado e Oxigénio, libertado para a atmosfera, com a capacidade de produzir 500kg Hidrogénio / Hora , custo de 1.000.000€.


5. Armazenamento de Hidrogénio até 25 Tn, ou 25.000 kg para que possa ser usado por carros ou barcos, com um custo de 2.500.000€.


6. E por último a ligação por cabo submarino à ilha de São Miguel, fornecimento da nova fábrica da PRYSMIAN em Sines, com a capacidade de 40 MW bidirecionais e o preço de 1.300€/MW/km, são 125kms x 52.000€ =6.500.000€.






São 147 Milhões de €uros de custos, que permitem aos habitantes da ilha de Santa Maria ter energia não poluente durante os próximos 20 anos, podemos fechar a central termelétrica, que durante 20 anos é uma pipa de massa e certamente não necessitamos de combustíveis fósseis que neste momento representam 14 milhões de litros ano, poupando em 20 anos 320 viagens do Navio Petroleiro “CHEM DEISY” e 280 milhões de litros de combustível, não será isto superior a 131 Milhões gastos com o investimento?

Combustíveis para a Ilha de Santa Maria? Para produção de Eletricidade não necessita! Carros e barcos têm 2 combustíveis à escolha, Eletricidade e Hidrogénio, sobre Aviões falaremos mais tarde, que o post vai longo, para variar…

No quadro seguinte, mostra as necessidades energéticas e respectiva produção.











Critérios:

·         10% de perdas com armazenamento. 

·         10% de perdas por (re)injeção de energia na rede. 

·         6% perdas de transporte de energia na GRID. 

·         perdas de 10% com armazenamento de Hidrogénio, considerado que só transforma em Hidrogénio 50% da energia disponível, sendo o restante armazenado por Baterias e só existe produção com saldo positivo entre necessidades e energia produzida. 

·         Hidrogénio – 1 MW de eletricidade = 18,542 kg Hidrogénio, menos perdas de armazenamento (10%).