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sexta-feira, 29 de abril de 2016

700.000 Litros de Gasóleo/Fuelóleo para produzir electricidade diariamente em 11 ilhas Portuguesas. Portugal Ecológico...

Todas as ilhas portuguesas utilizam gasóleo ou fuelóleo para produzir energia eléctrica.

Umas em dependência exclusiva, outras nem por isso, mas todas dependem de combustíveis fosseis.

Temos 11 ilhas habitadas e 12 centrais Termoeléctricas! Porquê?

Porque não dá para fazer de outra maneira, gastamos diariamente 700.000 Litros de Gasóleo e/ou fuelóleo para que todas as nossas ilhas possam produzir electricidade. É assim e pronto.

700.000 litros por dia custam mais de 1 milhão de €uros e só estamos a falar da matéria prima para as centrais termoeléctricas, o ano tem 365 dias, é só fazer as contas, como dizia o dialogante.

A que eu mais gosto é a central termoeléctrica da ilha do Corvo.

Por dia produz 4/5 MWh e gasta ±1.000 litros de gasóleo.





Normalmente aproveita as 18/20 viagens anuais do famoso Navio “CHEM DAISY”, muito acarinhado em Portugal Bipolar, à ilha das flores e é igualmente reabastecido.

O problema é nos dias de intempérie que causa agitação marítima, nesses dias a Ilha do Corvo não pode receber combustível, com um porto minúsculo a descarga revela-se tarefa impossível.

Como é fácil de perceber o nosso Daisy não pode esperar eternamente que as condições fiquem ideais.

Pode esperar umas horas, e tal, mas se a tarefa se revela impossível vai à sua vida, existem mais ilhas que necessitam de ouro negro, com vários depósitos o DAISY é versátil, transporta ouro negro com sabores, Gasóleo; Gasolina; fuelóleo, é só escolher!

Não descarregando no Corvo, a Ilha das flores absorve o combustível, tendo reservatórios com capacidade suficiente para acomodar as necessidades de uma ilha com 430 habitantes, resta esperar que o combustível ganhe asas e percorra 20 kms para esta adversidade ficar resolvida.

Mais um dia que chega ao fim neste país ecológico à beira mar plantado e a Ilha do Corvo continua com uma embrulhada por resolver, as reservas chegam para 2 dias, 3 no máximo e RED BULL misturado com derivados de petróleo não se afigura como solução.

Portugal é um país desenrascado, rapidamente a força aérea recebe nova missão! É necessário passar pela Ilha das Flores e fazer umas 20 viagens de ida e volta ao Corvo, para descarregar combustível.

1.000 Litros de gasóleo para 1 helicóptero é tarefa bastante acessível, mesmo em condições adversas, não quer isto dizer que no meio de furacões andem "helis" a entregar gasóleo, mas até de noite podem executar a missão e com ventos moderados.

A missão é um sucesso e todos dão hurras de alegria, afinal mais um problema acaba de ser resolvido.

Se houvesse outra maneira, mas não é possível.

O mais engraçado é que bastava à Ilha das flores aumentar a sua produção em 15% para satisfazer todas as necessidades energéticas da Ilha do Corvo.

Cómico é que existem cabos eléctricos submarinos com mais de 600 kms de comprimento e 700 MWh de capacidade (NorNed), para ligar as Flores ao Corvo bastava 2 MWh ou 5 MWh, para em 1 hora se poder descarregar no Corvo as necessidades de 24, com 20 kms de mar a separa-las, presumo que a distância não seria um problema.

Poderíamos juntar 50 seguidores solares, dos 2.520 que existem na Amareleja e umas ventoinhas fraquinhas. Assim umas 6 ou 7 de 300 KW, totalizando 2.1 MW de capacidade instalada, no continente temos mais de 6.000 MW, não podemos instalar 2 MW no Corvo?.

Finalmente baterias, ou qualquer outra forma de armazenamento, convenhamos que 5 MW cobrem as necessidades da ilha durante mais de 24 horas.

Mas se temos Lítio que vendemos em calhaus aos Alemães eu preferia baterias produzidas em Portugal.

Ficava a Ilha do Corvo sem problemas de energia, fechava uma central Termoeléctrica e os custos diminuíam em vez de aumentar.

Se existirem 20 ou 30 carros na Ilha do Corvo são muitos, custava começar por lá a mobilidade eléctrica?

Com estes custos oferecer carregamentos eléctricos de borla para sempre até dá lucro ao contribuinte, vai uma aposta?

Critérios de Rendimento

  • Seguidores Solares - 80% do rendimento registado na Amareleja.
  • Torres Eólicas - 30% da capacidade instalada.
  • Centrais Térmicas - 230 Litros por MW de energia produzido


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Lítio, Lítio, Lítio!


No belo ano de 2011, Portugal chegou a uma conclusão surpreendente, o Lítio com reservas superiores a 70 Anos de extracção, traria milhões (expresso).



E assim vivemos no deslumbramento 5 anos, orgulhamo-nos de ser o 5º maior exportador mundial de Lítio, quando na verdade vendemos os calhaus em bruto aos Alemães, que posteriormente o transformam em Lítio, contando como produção Alemã.

Com o Lítio produzido, fazem igualmente baterias que novamente entra como produção Alemã…

Portugal tem mais de 60.000 representantes do povo. Não existe 1 que explique aos nossos “amigos” que para produzir Lítio tem de o fazer em Portugal?

Uma fundição para transformar o Lítio e uma fábrica de baterias, tudo instalado na Guarda, junto à mina, promove o emprego no interior e poupa nos custos de transporte.

Só Assim, Portugal será um país produtivo.

Olhar para o futuro, traçar o rumo, é tão fácil como um; dois; três.

Defender Portugal, passa também por aqui.

melhores cumprimentos,

Jony (-h)




sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Ilha Graciosa, o belo navio CHEM DAISY e os benfeitores Alemães com Baterias de Lítio.

No belo Anno Domini de 2010 enquanto se discutia a celebração de 1 contrato com a Venezuela para a construção de 2 Navios Asfalteiros alguém teve uma ideia brilhante.

Esta mente brilhante mandou construir 1 navio de transporte de combustível, coisa simples, sem grandes tecnologias de ponta, “a coisa” funciona com 12 depósitos independentes permitindo flexibilidade para transportar diversos tipos de combustíveis.

Como os estaleiros de Viana andavam muito ocupados em guerras politicas, graves e afins a construção do navio com 12 depósitos ficou a cargo dos Estaleiros Cicek Shipyard.

O navio nasceu nos estaleiros Turcos e foi baptizado com o belo nome de “CHEM DAISY”, depois de testes no mediterrâneo, rapidamente entrou ao serviço.

Entre as guerras político-partidárias, onde se confrontavam ministros, governo, oposição, sindicatos e a Administração dos Estaleiros, ninguém foi capaz de se lembrar que Portugal com 9 ilhas necessitava de um navio com vários depósitos, para distribuir diversos combustíveis pelas ilhas.

Ninguém se lembrou não é bem assim, a mente brilhante depois dos testes iniciais rapidamente ganhou concurso em Portugal para distribuir combustível pelas ilhas.

Fenomenal, desde 2011 que o belo navio de “CHEM DAISY” presta esse serviço com 50 viagens anuais, abastecendo 3 a 5 ilhas por viagem (até 200 Abastecimentos). Não sei a que preço…


Nenhum Partido em Portugal olha para isto, e quando olham é para deixar tudo igual.

Na vertente ecológica chegam boas noticias da Ilha Graciosa, depois de anos a olhar o óbvio, chegamos à conclusão que a produção de electricidade nas ilhas é muito cara e a esses preços as renováveis até são competitivas.

O circuito é mais ou menos assim, chegado o petróleo a Sines é transformados e transportado para São Miguel, transbordo e armazenamento, mais administradores para cuidar de tudo. Depois chega o Navio “CHEM DAISY” e em 50 viagens anuais e até 200 abastecimentos, sai de São Miguel distribuindo combustíveis pelas restantes ilhas, com excepção da Madeira e Ilha Terceira que são igualmente abastecidas directamente via Sines. A 6 nós por hora é trabalho para durar o ano inteiro, com descanso ao fim de semana...

Nasce assim o projecto Younicos, aplicado à ilha Graciosa, como primeira lança numa guerra dominada pelo combustível fóssil.


A Empresa é Alemã e o projecto consiste basicamente em:
  •     5 MW de energia eólica
  •     1 MW de energia solar ( ± 200 Seguidores solares Amareleja a 70%)
  •     3.2 MW de armazenamento em baterias de Lítio

Quando concluído responderá por 65% a 70% das necessidades energéticas da ilha.
Temos em Portugal continental mais de 3.000 Torres Eólicas.

Temos 2.520 Seguidores solares na Amareleja e somos o maior produtor de lítio da Europa, o 5º do mundo, mas as baterias são Made in Alemanha.

Compram os calhaus a Portugal, transformam em Lítio vendendo logo aí como produção Alemã e com valor acrescentado. Parte vai para a produção de baterias, que depois vendem a Portugal como produto final!

Portugal tem a matéria prima e não fabrica nada! Depois não somos produtivos! Como podemos ser produtivos se em troca de “ajuda” financeira recebida oferecemos a matéria prima à Alemanha?

Das mais de 3.000 Torres existentes no continente de 0.5MW; 1MW e de 2 MW, seria assim tão complicado transportar uma dúzia das mais fraquinhas (0.5 MW) para a Graciosa?

Dos 2.520 Seguidores solares existentes na Amareleja, seria impróprio transportar 200 para a Graciosa?

E o Lítio? Seria descabido considerar o Lítio como reserva estratégica Nacional? Obrigar os Alemães a produzi-lo em Portugal? Juntando a Fundição com a Fábrica de Baterias, tudo perto das Minas na Guarda? Poupamos imenso nos custos de transporte, com a vantagem de ser tudo produção nacional.

Será assim tão complicado?



Deve ser.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

APISOLAR, “estuda” medidas para crescer 50% ao ano na produção solar fotovoltaica.



Olá APISOLAR, sou eu novamente, depois dos vistos GOLD e dos Reformados estrangeiros residentes em Portugal isentos de pagamento de IRS, chegou o momento de falarmos sobre as novas construções em Portugal.

A APISOLAR sabe quantos Edifícios foram concluídos em Portugal no ano de 2013? Sabe?
- Foram 19.680 edifícios, 5.267 no 1ºT; 5.222 no 2ºT; 4.656 no 3ºT e 4.435 no 4ºT.

Dos 19.680 edifícios concluídos 11.368 foram Novas Habitações familiares (Vivendas) 57.8%.
Mesmo a mais mixuruca das vivendas não custa menos de 250.000€, se obrigarmos todos estes projectos a considerar produção ou armazenamento de 50% das necessidades diárias estaríamos a falar novamente de consumos de 40KWh/60KWh por dia.  

Qualquer nova vivenda até 60KWh de consumo de energia por dia pode incluir nos custos de construção 13.000€ para 42m² de painéis solares fotovoltaicos, uma vivenda com 60KWh de consumo diário já não é uma pequena vivenda e já não custa 250.000!

Ou poderia escolher comprar baterias e neste caso eram 30KW de capacidade de armazenamento, com um custo de 30.000€.

Se para uma pequena vivenda de 250.000€ é fácil de comportar 13.000€ em Painéis solares ou 30.000€ em baterias, para as maiores e com custos que podem chegar a vários milhões, não é certamente o peso de produção ou armazenamento de 50% das necessidades diárias que vai fazer a diferença nos custos totais de construção.

Se a aposta for em painéis solares compram e vendem a energia a preço de mercado, sendo a aposta feita nas baterias o preço de compra e venda é igualmente o de mercado, mas para comprar será pago +10% sobre o preço de mercado para a REN (custos de transportes / perdas), tendo a vantagem de poder comprar energia a preços de 0.01€/KWh ou 10€/MWh.

Poderíamos estar a falar de mais 11.368 novos produtores fotovoltaico.

Poderíamos estar a falar de ± 477.456 m² de painéis solares.

Poderíamos estar a falar de uma produção anual solar de ± 127GWh ou 127.000MWh, energia produzida no local de consumo, onde sem custos de transporte mais de metade seria consumida pelo produtor / consumidor, libertando a rede.

Poderíamos estar a falar de adicionar 127 GW de produção solar anual com custo ZERO para o estado e para o contribuinte, tudo simples meus amigos, ou quem vai construir uma vivenda vai discutir ou fazer manifestações por pagar mais um pouco?

Poderíamos fazer muita coisa, mas não fazemos! Não fazemos porque a APISOLAR o que sabe é coçar os culhões e pedir ao contribuinte que pague tarifas estapafúrdias por cada KW de energia produzida.

Existem perto de 22.000 micro produtores fotovoltaicos instalados em Portugal desde 2006, com esta medida o crescimento poderia ser de 50% logo no 1º ano e melhor que isso, O CONTRIBUINTE PAGA ZERO!!!!

Dá para entender? Então para de coçar as bolas e fala com o nosso desgoverno, que não pagando nada até faz boa figura.

Com os melhores cumprimentos de um contribuinte depenado,

Jony

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Vistos GOLD os Reformados Estrangeiros e a APISOLAR.



Julgo ser uma atitude normal, quando me sinto roubado tento arranjar maneiras de parar com o roubo, aqui fica uma sugestão.

A APISOLAR, Associação Portuguesa de Industria Solar, vive desde 2006 através de subsídios que entre micro produtores e grandes produtores chegou a preços de 650€/MWh e 350€/MWh respectivamente.

Os anos foram passando, o contribuinte foi pagando estes excessos, e o resto foi para défice tarifário que em 2014 chega a 6 mil milhões de €uros.

Eu sei que o défice não é só culpa da energia fotovoltaica mas quando eu tenho energia no mercado a 50€ ou 60€ por MWh e ando a pagar aos produtores fotovoltaicos de 350€ a 650€ por MWh isto não ajuda certamente a reduzir a divida acumulada.

A APISOLAR informa que em 2013 pouco mais de 1200 microprodutores fotovoltaicos iniciaram a atividade e que em 2014, com a redução das tarifas, o senário só vai piorar.
Então e os vistos GOLD?

Se são atribuídos vistos GOLD a quem compre 1 casa em Portugal de valor superior a 500.000€, não é de incluir que essa casa tem OBRIGATORIAMENTE de produzir/armazenar 50% ou mesmo 100% da energia que consome?

Eu, no meu T2 são 8 a 10KWh por dia (Fogão a Gás; Esquentador a Gás e Sem aquecimentos Elétricos).

Quanto consome uma casa de 500.000€? 30KWh por dia? 40KWh por dia? Não é mais que isso, produzir ou armazenar 50% das necessidades equivale numa aposta em produção ou armazenamento de energia de 15KW a 20KW.

Recebi em Maio 2014 a ultima proposta da EDP para instalação de 42m² de painéis solares, a instalação custaria 12.200€, mais 615€ de registo, tudo por menos de 13.000€, custa muito a quem gasta 500.000€ numa casa gastar mais 13.000€ em painéis fotovoltaicos?

Previsão de Produção diária para 42m² de painéis solares

Janeiro – 15.42 KWh/dia.
Fevereiro – 17.62 KWh/dia.
Março –26.43 KWh/dia.
Abril – 35.24 KWh/dia.
Maio – 44.05 KWh/dia.
Junho – 41.85 KWh/dia.
Julho – 46.24 KWh/dia.
Agosto – 41.48 KWh/dia.
Setembro – 35.24 KWh/dia.
Outubro – 28.63 KWh/dia.
Novembro – 19.72 KWh/dia.
Dezembro – 15.05 KWh/dia.

Em média estes painéis produzem 30.58KWh por dia, mais de 50% das necessidades diárias de uma casa que gaste 60KWh por dia (Casa de visto GOLD), comparando sempre com a minha que gasta 8/10KWh por dia J.

Então e os reformados estrangeiros a residir em Portugal que estão isentos de pagar IRS durante 10 Anos?

Se obrigarmos essas pessoas a produzir 50% da energia que consomem para manter os benefícios, reafirmando a pegada ecológica e tal, a coisa até passa bem, eles não reclamam e anualmente juntamos mais 150 a 200 pequenos produtores solares.

O preço a pagar a todos estes microprodutores fotovoltaicos será o preço de mercado, para a eletricidade produzida que não seja consumida e seja injetada na rede.

Entre vistos GOLD e pensionistas estrangeiros poderíamos ter anualmente mais 1500 a 2000 micro produtores solares, com ± 10MW de capacidade instalada anualmente sem custos para o estado e onde a produção está diretamente ligada ao local de consumo evitando desperdícios desnecessários no transporte de energia.

APISOLAR, vamos lá trabalhar um bocadinho e apresentar estas medidas ao nosso desgoverno, que ajuda a economia e para o contribuinte custa ZERO!

Nota: Nos primeiros 6 meses de 2014 foram entregues 670 vistos GOLD, não tendo informação sobre a quantidade de reformados estrangeiros que pediram autorização de residência e respectiva isenção de IRS.

Melhores Cumprimentos

Jony

segunda-feira, 2 de junho de 2014

P.S.A. – ILHAS.PT-Ilha de Santa Maria recebe 500 seguidores solares da amareleja e 10 MW de Eólica – Armazenamento Hidrogénio e mobilidade. Cap. 6.


A ilha de Santa Maria tem perto de 5.500 habitantes, mais 1.200 que a Ilha Graciosa e os seus reservatórios de combustível  com 1.000 m³ de capacidade ( a aguardar confirmação), sendo que necessita de 62 MW de energia por dia em média para as necessidades.

Esta ilha já apostou em energia Eólica com 0.9MW instalados no Parque Eólico do Figueiral, Portugal apenas vem reforçar este Parque Eólico com 10 MW de Capacidade, tudo o resto funciona a energia TERMICA, claro! A  “coisa” funciona assim, com central termelétrica a gasóleo e capacidade total dos reservatórios da Ilha em 1.000m³ ou 1.000.000 Litros é sempre a bombar…


Sempre que necessário é chamado o Navio Petroleiro “CHEM DEISY” que com os seus 12 reservatórios e capacidade que pode carregar 3.406m³ de combustíveis, Larga da Ilha de São Miguel, anda 110km kms, gastando no mínimo 400 Litros aos 100 (aguardo confirmação) e descarrega 1.000 m³ de diversos combustíveis na Ilha, depois volta a percorrer mais de 110kms , sendo tudo isto custos de insularidade.

Está bom de ver que um navio carregado a 27 a 29% da sua capacidade, fazendo uma viagem ida e volta superior a 200km para descarregar combustíveis não sai barato, mais caro fica se considerarmos as 16 viagens anuais necessárias para a totalidade do ano.

Com 16 Abastecimentos anuais, temos para a Ilha  necessidades  de 14.000.000 Litros de combustível, que considerando refinação e Armazenamento em Sines; transporte para são Miguel; Trasfega e armazenamento em São Miguel; trasfega e transporte para a Ilha de Santa Maria; trasfega e armazenamento pronto para utilização já estamos a falar de 3€/litro, ou 42 Milhões de €uros ano, que em 20 anos são 840 Milhões, mais o custo da central térmica, que com os bons negócios estatais deve custar mais 1 milhão por ano, que em 20 anos são mais 20 milhões totalizando 860 milhões para obter energia e andar de carro no meio do atlântico.


Não discordo, todos temos o direito a andar de carro e ter luz elétrica.


O que eu discordo é da maneira como isso se faz.


Então temos ilhas que necessitam de 60/70MW de energia / dia e temos a maior central solar do mundo no continente? Que, aplicada nos Açores e considerando um rendimento de 80% face à Amareleja Poderia produzir uma média de 104 MW / Dia em Janeiro e em Julho chegaria a 312 MW Dia?

E depois andamos a transportar milhões de litros a fornecer combustível às ilhas para eles produzirem eletricidade?


Isto faz algum sentido?

Considerando 80% do rendimento da amareleja proponho 500 seguidores solares para a Ilha de Santa Maria, dos 2.520 seguidores existentes, 50 foram para a Ilha do Corvo, 470 despachados para as Flores, 500 para a Ilha Graciosa e agora mais 500 para Santa Maria.


1. O custo destes seguidores solares na solução C (anteriormente falada) é de 150.000€ / Seguidor Solar ou 500 Und x 150.000€ = 75.000.000€ (valor incluindo instalação e transporte) e ainda sobram 1.000 Seguidores solares para distribuir…

2. Vamos igualmente adicionar a oferta de 10. MW de Capacidade Instalada no Parque Eólico do Figueiral, ficando o continente com 4.691 MW – 10 MW = 4.681 MW de capacidade instalada, acho que sobrevivemos, por cá, e o Parque Eólico do Figueiral passa a contar com 10,9MW de Capacidade instalada, com um custo de 1.227.000€ / MW (valor incluindo instalação) ou 1.227M€ x 10 MW = 12.270.000 Milhões €uros.



3. Claro, que não poderiam faltar os sistemas de armazenamento, com sede em braga, a nova fábrica de baterias vai fornecer 50 MW de sistema de armazenamento, com 1 custo total de 50 Milhões €uros.




4. Transformação por hidrólise de eletricidade excedente em Hidrogénio que é armazenado e Oxigénio, libertado para a atmosfera, com a capacidade de produzir 500kg Hidrogénio / Hora , custo de 1.000.000€.


5. Armazenamento de Hidrogénio até 25 Tn, ou 25.000 kg para que possa ser usado por carros ou barcos, com um custo de 2.500.000€.


6. E por último a ligação por cabo submarino à ilha de São Miguel, fornecimento da nova fábrica da PRYSMIAN em Sines, com a capacidade de 40 MW bidirecionais e o preço de 1.300€/MW/km, são 125kms x 52.000€ =6.500.000€.






São 147 Milhões de €uros de custos, que permitem aos habitantes da ilha de Santa Maria ter energia não poluente durante os próximos 20 anos, podemos fechar a central termelétrica, que durante 20 anos é uma pipa de massa e certamente não necessitamos de combustíveis fósseis que neste momento representam 14 milhões de litros ano, poupando em 20 anos 320 viagens do Navio Petroleiro “CHEM DEISY” e 280 milhões de litros de combustível, não será isto superior a 131 Milhões gastos com o investimento?

Combustíveis para a Ilha de Santa Maria? Para produção de Eletricidade não necessita! Carros e barcos têm 2 combustíveis à escolha, Eletricidade e Hidrogénio, sobre Aviões falaremos mais tarde, que o post vai longo, para variar

No quadro seguinte, mostra as necessidades energéticas e respectiva produção.











Critérios:

·         10% de perdas com armazenamento. 

·         10% de perdas por (re)injeção de energia na rede. 

·         6% perdas de transporte de energia na GRID. 

·         perdas de 10% com armazenamento de Hidrogénio, considerado que só transforma em Hidrogénio 50% da energia disponível, sendo o restante armazenado por Baterias e só existe produção com saldo positivo entre necessidades e energia produzida. 

·         Hidrogénio – 1 MW de eletricidade = 18,542 kg Hidrogénio, menos perdas de armazenamento (10%).

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Chega de pensar pequenininho, dentro da caixinha! CHEGA!


Muito se tem falado do custo da energia em Portugal, sendo um assunto que afecta tudo o que mexe.
A energia é um tema particularmente interessante desde logo porque de Produtores a consumidores, passando por distribuidores, todos tem uma palavra a dizer e claro interesses a defender, não sejamos ingénuos…

O interesse do consumidor é o mais fácil de explicar, ter a electricidade que necessita, quando necessita o mais barato possível!
SIMPLES!

Em 2012 Portugal não terá nenhuma empresa de electricidade, se promover a livre concorrência entre o mercado Ibérico com melhores ligações a Espanha só teria a ganhar.

As necessidades Portuguesas de energia em dias normais variam de 2.000MWh a 5500MWh.

Em dias de Grande consumo a variação é entre os 4.500MWh e os 9.200MWh, (julgo que o dia de maior consumo não ultrapassou os 9.200MWh).

Espanha tem em dias normais produções médias de 50.000MWh chegando em dias de pico perto dos 100.000MWh.

Tem  algum sentido apostar em Centrais nucleares, quando com melhores ligações a Espanha poderemos facilmente satisfazer as nossas necessidades?

Eu sei que a energia nuclear é a que melhor preço oferece por MWh de energia produzido (sem falar dos riscos associados).

Se existirem ligações a Espanha de 5.000MW teremos certamente o nosso problema resolvido!

E se apostarmos no Armazenamento?
Temos Lítio(matéria prima) se exportarmos os calhaus não acrescentamos valor!

Se nos associarmos a uma empresa Japonesa ou americana teremos uma fábrica a produzir baterias para armazenamento de energia.
Dá para carros (pequenas baterias) e dá para armazenamento temporário de energia (empresa 123 Sistems=44MW).



Portugal é muito grande? Óptimo, iniciamos os testes em ilhas açorianas onde o consumo é muito reduzido e sendo isolado são locais de teste perfeitos!
O Corvo têm necessidades Máximas energéticas de 4MW por DIA!

As Flores têm necessidades energéticas de 35MW por DIA!

Temos Igualmente de considerar armazenamento de energia com em cavernas com ar comprimido existindo actualmente tecnologia disponível que permite até 200MW de armazenamento.

A REN utiliza um método semelhante que garante a Portugal 3 MESES de independência no fornecimento de Gás!

Sendo aliás este, o alvo mais cobiçado pelos investidores que estão disponíveis para investir na privatização da REN!

Estariam eles interessados em controlar as linhas de distribuição de energia em Portugal se não estivesse incluído mais de 3 MESES de armazenamento de gás no pacote?

Temos também armazenamento por bombagem de água o mais engraçado visto que os rios passam a andar para traz, mas também o mais dispendioso tendo um desperdício de 30%.
Mas se o custo médio em Espanha ronda os 50€ MW, também eles em determinada altura do dia tem energia no mercado a 3€MWh ou a 5€ ou a 10€ o MWh, com desperdícios de 30% sobre estes valores e com boas ligações a Espanha é igualmente rentável.

Temos igualmente o sistema FLYWEEL com capacidade de armazenamento de 20MW a 50MW, não produz energia, mas pode passar de armazenador de energia a fornecedor em 4 segundos!
Tem custos de construção de 1.5 Milhões de Euros por MW de capacidade de Armazenamento/fornecimento.

Não fazendo poupança de escala para armazenar 2.500MW custaria 3.750 Milhões!
A estes valores 10.000MW de energia armazenada = 15 mil milhões!
A estes valores 100.000MW de energia armazenada = 150 mil milhões!
Qual a dívida das empresas de transportes?
Qual o melhor sistema para Portugal?

SÃO TODOS! É só abrir os olhos!

Temos 4 maneiras de armazenar energia! Cada um dos sistemas pode investir em armazenamento até 25.000MW em Portugal que fica isento de impostos até que o investimento esteja pago!

Fica igualmente no futuro a pagar 10% de IRC (a Irlanda tem 12.50% Portugal para armazenamento dá 10%)!

Se tudo for implementado gradualmente até 2030, Portugal fica com capacidade de armazenamento Superior ás necessidades diárias do país, mesmo em dias de maior consumo, esta capacidade serve de objectivo e de meta a atingia 100.000MW de Armazenamento! (1 a 2 dias de energia gasta em Portugal)

Custo muito fazer um acordo com Espanha assumindo ligações entre os países de 2.000 a 5.000 MW e informando que podem produzir regularmente sem altos e baixos que Portugal tem capacidade suficiente de armazenamento?

Quanto vale uma capacidade de armazenamento de 100.000MW na Jangada de Pedra?

Pronta a ser utilizada?

Vale certamente o sofíciente para ser bastante vantajoso para Portugal e para Espanha.

Com boas Ligações entre Espanha e França 100.000Mw de Armazenamente garante sem problemas a paragem de 2 centrais nucleares com produção de 1.500MWh e todas elas param 30 dias (de 18 em 18meses...)
Actualmente este tipo de necessidades é transaccionado a 3€ MW em dias ventosos, sendo posteriormente passada a Marrocos…

Sendo armazenada custaria o máximo de 400.000€ já com mais de 30% de desperdício para 100.000MW!

Sendo possível armazenar 100.000MW estamos a armazenar 20 a 40 horas de energia em Portugal ou 20% das necessidades de Espanha/França por 400.000€?

Tem algum sentido continuar a proteger o mercado Português de electricidade?

Tem algum sentido não apostar em potentes interligações energéticas entre os dois países?

Tem algum sentido pensar em energia nuclear quando caminhamos para uma liberalização do mercado e temos a nosso lado um GIGANTE que por necessidades próprias tem que ter capacidade instalada em dobro relativamente às necessidades normais do país? Tem de pagar por essa capacidade instalada que funciona em média a bem menos de 75%?
Espanha, por necessidades próprias, pode produzir em 1 hora energia suficiente para as necessidades Portuguesas até 2 DIAS!

E nós vamos apostar em energia nuclear porque é mais barato?
Mais barato para quem?

Se o mercado vai estar completamente liberalizado dentro de no máximo 3 a 5 anos?
Vale a pena apostar no nuclear quando se vende diariamente energia a 2€ ou 3€ o MW? TODOS OS DIAS! E em quantidade suficiente para que Portugal tenha um preço muito, mas muito competitivo?

Claro que temos de dividir isso com Espanha!

Mas não é um negócio muito melhor, visto que as necessidades nacionais são insignificantes comparadas com as dos nossos vizinhos?

Não chega já de pensar pequenininho e dentro da caixinha? 

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Nuclear? Não, muito Obrigado!




Uma das imposições da TROIKA foi que os subsídios ao dispor das tecnologias renováveis mais maduras acabem, ou que o seu custo seja pago pelos contribuintes.
Existem 1000 maneiras de abordar a resolução deste problema, a regra normal na Tugolândia seria 6 meses a discutir as variadíssimas opções, e posteriormente a decisão ser adiada pedindo mais estudos ou criando uma comissão de acompanhamento do problema (Tachos).
Mas como isto é uma imposição da TROIKA…(SANTA TROIKA!) A coisa tem mesmo de ir em frente.
Em minha opinião e muito sucintamente, os contractos tem todos de ser renegociados, pois foram mal negociados desde o inicio, existindo em muitos casos matéria que poderia ser tratada em tribunal, mas nem vamos por aí! Nem vale a pena…
É olhar para os preços praticados internacionalmente fazer uma média e aplicar em Portugal.
Entender, que se o Brasil faz leilões públicos e tem como preço 44€/MW, Portugal pode chegar a preços médios de 20% ou 25% superiores, não mais (O rendimento no Brasil é 20% superior devido à qualidade dos ventos).
Mas em Portugal podemos facilmente chegar a 55€/MW para a energia eólica e deixar de pagar em média 90€ (que é um roubo, existiu dolo na negociação dos contratos e nas tarifas aplicadas).
A Alemanha, com ventos muito inferiores aos nossos consegue preços perto dos 70€/MW.
Mas ao falar do futuro energético em Portugal, vem sempre à baila a energia NUCLEAR.
A pressão vai aumentar até final do ano e consequentemente teremos de tomar decisões relativamente ao nosso futuro energético para 2030.
O preço da energia nuclear ronda os 40€/MW, é o que o estado francês paga à EDF, mas eles tem reclamado aumentos de 10% a 15% , como o preço em França foi fixado por portaria a EDF foi obrigada a cortar despesa tendo reduzido pessoal, o que já ocasionou 1 ou 2 acidentes.
Não foram muito graves, mas aconteceram!
Mas vamos considerar que o preço é de 40€/MW + 50% para desmantelamento e tratamento dos resíduos no final do ciclo de vida da central.
Ficaremos com 60€/MW + Riscos associados.
Não podendo ficar indiferente a este assunto, Portugal Bipolar vota Contra.
Nuclear? Não, Muito Obrigado!
Fica aqui a promessa de lutar por energia eléctrica a valores entre os  60€ a 65€ por cada MW sem recorrer ao nuclear e claro sem riscos de catastrofe associados!

Este objectivo é mais do que possível, temos de apostar em mais renováveis e em mais capacidade de armazenamento, não é fácil, mas é aliciante, desenvolve variadíssimos sectores produtivos Portugueses e torna Portugal  mais independente de combustíveis fosseis.




segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Going Green offshore?!?


Eólica offshore é a nova aposta de Portugal, temos de reconhecer que somos diferentes.
De todos os contratos existentes (PRE) Produção em regime especial em Portugal os valores andam entre os 80€ e os 100€ por MW de energia.

Estes preços em regime especial justificam-se pois a energia eólica está no seu inicio e não pode concorrer directamente com tecnologias maduras.

Concordo!
Só que na Tugolândia os preços foram fixados por portaria, o enredo da composição dos preços, do caminho percorrido, os corredores do poder são muitas vezes dissimulados e confusos.

Eu, pelo contrário sou um gajo prático, não me interessa onde andaste…quanto é que custa?
80€ a 100€ por MW produzido… ok! Foi feito em gabinete e está CARO!

O Brasil acabou de licenciar 1805MW de capacidade instalada e o preço foi de 44€ por MW!
É que no Brasil, o leilão é público! Em Directo! Fica tudo à vista… e o preço reflecte essa transparência.

Em Portugal é preço de secretaria e custa o dobro ou mais, é o que temos.
Depois os contratos foram feitos em separado, primeiro adjudicamos as eólicas ao preço médio de 90€ MW, depois é que vamos construir as barragens de nova geração que permitem bombagem, para aproveitar a energia eólica que é produzida maioritariamente de noite e em excesso.

Essa energia, que andamos a vender aos espanhóis a rondar os 10€ MW e que acaba em Marrocos pois os espanhóis também apostaram forte e não tem capacidade para suportar o nosso excesso e o deles, acabando Marrocos a comprar energia que necessita, como do pão para a boca a valores muito baixos, é a vida.
Com a construção das novas barragens com bombagem metade do problema fica resolvido pois com a bombagem já não necessitamos de vender essa energia.

Vamos bombear a agua da albufeira novamente para a barragem iniciando de manhã novo ciclo com produção de energia através da água bombeada durante a noite.

Falta falar dos custos, como os contratos foram feitos em separado o estado paga 90€ pela produção da energia eólica + 11€ ou 12€ para a água voltar de novo à barragem (incluindo desperdício) + 55€ do preço contratualizado para as novas barragens…total  156€ ou 157€ por cada MW aproveitado pelas eólicas! Até estala!

Não contentes com isso agora vamos testar eólicas offshore?!? Anda tudo doido? O mar tem mais vento, mas os custos de instalação e manutenção são muito superiores, a tecnologia está nos seus primeiros passos e o preço contratualizado será 30% a 50% superior ao que é praticado em terra.
Não seria mais vantajoso, apresentar um concurso conjunto?

Se Portugal necessita de energia 24H por dia não seria melhor pedia ás empresas que se associassem e apresentassem propostas conjuntas para hídrica com bombagem e eólica?
E claro, tudo feito em leilão, como no Brasil, em directo para todos verem!

Eu sou a favor das renováveis, muito mais do armazenamento de energia, seja por bombagem ou de outra maneira qualquer, mas calma, com preços transparentes, e deixando o mercado funcionar!
É pedir muito?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Açores



A Nova Abordagem aos Açores passa muito pelo que já foi escrito anteriormente mas neste caso vamos ter ligações entre ilhas através de cabo Maritimo capaz de transportar electricidade onde ela possa existir em excesso para locais onde possa estar em falta.

Grupo Ocidental




Grupo Cental

Falta quantificar qual a capacidade do cabo que liga todas as ilhas do grupo Central.

Ligação do Grupo Central ao Grupo Oriental

Grupo Oriental

 
 
Preparação para a TAG " Portugal o Senhor dos Aneis"

Portugal_O Senhor dos Aneis_ A Recuperação XVII

Farto de política e de mentiras encontrei um artigo que pode ser útil a Portugal.


A Islândia, depois de ter entrado em falência técnica e depois de inundar os céus europeus com cinzas vulcânicas está agora a pensar fornecer até 10% da energia consumida na Europa.

Aproveitando a energia Geotérmica os Islandeses estão a pensar construir um cabo submarino para transporte de electricidade.

Esse cabo submarino terá cerca de 1.170 Kms e vai permitir uma nova fonte de receita para a ilha Ligando a Islândia ao continente europeu e permitindo vender a electricidade produzida directamente no mercado “spot” ou seja o mercado onde a electricidade é negociada aos preços do momento.

No Fundo é ter uma ligação de 500 MWh que permite que a Europa compre energia Green sempre que quiser até 500 MWh.

Já existem cabos que podem transportar energia até 1000MWh ou 1 GWh mas eles apostam nos 500MW, deve estar relacionado com a quantidade de electricidade que podem produzir para exportar.

Sé falta saber o preço do cabo…

Mas vamos considerar 1.000Euros o metro!

-É Pouco? Porra! Ok 2.000 Euros o metro!

Mais? Ok vamos considerar o cabo de ultima Geração, capaz de transportar até 1000MWh e vamos considerar 5000 Euros por metro, mais que isso entramos no reino da fantasia e 5000€ o metro a conta já deve ser jeitosa.

Se for a 5000€/metro como eles vão ter 1 cabo com 1170Kms isto dá 5.85 mil milhões.

Então 1000Kms de cabo que permite transportar até 1000MWh de energia do ponto A ao ponto B custa 5 mil milhões de Euros.


Já alguém reparou que da Madeira a Lisboa são 930Kms? Vamos considerar que o fundo do mar tem 7kms a 8Kms + desperdício… ok considero 1000Kms

Já alguém reparou que da Madeira a São Miguel são 930Kms? Vamos considerar que o fundo do mar tem 7kms a 8Kms + desperdício… ok considero 1000Kms.

Já alguém reparou que de São Miguel ao Faial (ultima ilha do grupo central) são 300Kms? Vamos considerar que o fundo do mar tem 7kms a 8Kms + desperdício… ok considero 350Kms.

Já alguém reparou que do Faial (ultima ilha do grupo central) à ilha do Corvo ou Flores são 240Kms? Vamos considerar que o fundo do mar tem 7kms a 8Kms + desperdício… ok considero 300Kms.

Então Para ligar todas as nossas ilhas ao continente necessitamos de 2600Kms de cabo.


Mas isso ainda não transforma Portugal no Senhor dos Anéis.

Pois se a electricidade passa do ponto A para o ponto B, se eu unir as extremidades passo a ter 1 anel. Para isso é necessário criar:

1 Anel a envolver madeira e Porto Santo =630Kms

1 Anel a envolver São Miguel e Santa Maria =570Kms

1 Anel a envolver as ilhas do grupo central dos Açores =750Kms

1 Anel a envolver Ilha das Flores e Corvo =300Kms

E claro falta o anel que a todos pode controlar, esse anel sai de Lisboa ou Évora onde foi implementado o InovCity e passa pela madeira ligando ao anel da madeira ligando posteriormente outros 3 anéis dos Açores.

Todos os Anéis das ilhas estariam ligados ao grande anel que a todos podia controlar.

Sempre que os anéis das ilhas atingiam a capacidade máxima que são 1000 MWh descarregavam no anel principal.

Para estes 5 anéis são necessários 2300 Kms de cabo para os 4 anéis das ilhas mais 5200 Kms para o anel principal, 7500Kms de cabo submarino a 5000Euros por metro dá 37.5 mil milhões de Euros, pouco menos de metade do valor de empréstimo solicitado por Portugal.

Mas se o cabo submarino for de “valores aceitáveis” tipo 500€ por metro isto acaba por ser uma ninharia inferior a 4 mil milhões.

Alguém faz ideia do preço destes cabos? Eu não mas farto de política aqui fica a XVII medida de recuperação proposta para o nosso país!
Uma ajudinha para saber o preço dos cabos dava jeito.
Fica um filme dos principais projectos desemvolvidos mundialmente pela empresa Prysmian Cables.