terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Quantos Funcionários Públicos existem em Portugal? (2ª Parte)


Conforme falamos a 16 de Janeiro de 2012 – Quantos funcionários públicos existem?
De adiamento em adiamento o tempo foi passando e a dúvida permaneceu.

Segundo fonte governamental já todos os organismos reportaram à tutela quantos funcionários têm nos seus quadros.

Claro que neste país opaco, os números não foram revelados…

Dizem eles que estes terão de ser conferidos e só no final de Março serão divulgados.

Segundo o governo não se pode divulgar o número de funcionários sem antes serem confirmados podendo em alguns casos existir duplicação.

Eu acho que eles se assustaram!
Só resta aguardar por Abril para saber se finalmente o país conhece quantos cidadãos tem direitos adquiridos e quantos sem direitos nenhuns andam a pagar toda esta fantochada.

7 comentários:

Márcio Silva disse...

O problema é mesmo esse, embora eles se vitimizem sempre cada vez que falamos nesta classe. E todos sabemos que alguns dos funcionários públicos, são mesmo funcionários públicos, ou seja estão ali para cumprir a sua função. Mas o problema está na outra grande percentagem, que para além de ser excessiva tem regalias sobrenaturais e mesmo assim fazem greves, com injecções de veneno de sindicatos de patriotismo nulo, para reivindicar uma espécie de paraíso para os trabalhadores privados, ou seja direitos que mais ninguém tem. Não é que eu seja invejoso ao ponto de querer o quintal do vizinho, mas doe-me um bocado andar a trabalhar para pagar impostos atrás de impostos sem ter a mínima opção e com a consciência que grande parte do dinheiro que eu ganho com o meu suor anda nos bolsos de quem há anos se senta atrás de uma secretária, toma o lanche no café da esquina, o cafézinho pela manhã a horas de trabalho, e sai a tempo de ir buscar o filho à creche ... eu por seu lado, e é o lado que me dói, todos os dias ando por ruas cheias de lixo, oiço um sotaque esquisito na população, e sinto o cheiro da minha terra a 7500 km de distância! Será por opção ou culpa própria ?

Ramiro disse...

Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!
Nós temos o triplo dos funcionários públicos da Holanda, isto quando eles tem mais 6 milhões de habitantes que nós.
Seria concebível despedir 50% desses 730 mil funcionários?
Era possível, mas isso implicava pagar indemnizações, subsídios de desemprego, ...e outras alcavalas que fazem parte dos direitos de alguns.
Isso implicaria forçosamente um declínio do consumo, menor arrecadamento de impostos, e muitas hipotecas de habitação executadas pelos bancos.
Outro problema seria, onde encaixar esta mão de obra libertada da função pública?
Muito poucos encontrariam trabalho.
Sem esse cenário já temos mais de 700 mil desempregados.
A emigração seria uma opção válida para alguns, mas será digno de um país, forçar os seus compatriotas a emigrar?
Emigração sempre houve, mas emigração em massa é quase como que uma expulsão, e muita gente capaz vai para outros países com uma mágoa no coração.
Portanto, eu acho que se deve reduzir a função pública, mas que essa redução deve ser gradual, sem choque, e tendo em vista o interesse geral dos portugueses.

Portugal Bipolar disse...

Eu diria que foi por necessidade...Não é com prazer que saímos do nosso país!
Julgo que a decisão que tomas-te foi a que melhores perspectivas de futuro apresentava.

Portugal Bipolar disse...

É uma maneira de olhar para os problemas, reconheço que não seria possível despedir 50% dos F. Públicos mas seria certamente possível reconhecer que somos todos Portugueses e temos todos os mesmos direitos se no privado o despedimento é permitido para os menos competentes também deveria ser possível na F. Publica.
Acabava por a economia não estar a suportar com impostos muitos que nada fazem.
E com esta carga de impostos não vamos a lado nenhum...

A. Peres - A.Utiger disse...

Meu caro, ao que acabaste de dizer acrescenta os milhões que vão no orçamento para a Caixa Geral de Aposentações (ou seja dinheiro dos contribuintes)que servem precisamente para pagar as reformas dos ex-funcionários, sendo muitas delas consideradas milionárias face à média do vulgar cidadão.
Além da manifesta desproporção de funcionários públicos e a dimensão do país, além das remunerações pagas mensalmente enquanto estão no activo e o pagamento das referidas reformas (vê neste link http://www.cga.pt/cgaInicio.asp ), será de fácil entendimento que o problema não se resolve só pela eliminação do número de efectivos, mas será atenuado aos longo dos anos dependendo das admissões que aconteçam nos anos seguintes à posição inequívoca de solucionar o problema em relação ao funcionalismo público.

Para te entreteres e se não os visionas para a elaboração das tuas mensagens, vês mais estes dois links, do qual o que refere a sintese da execução orçamental poderás tirar as tuas conclusões sobre esta problemática. E o outro. sobre as empresas do SEE e sobre as PPP.
É um fartar de vilanagem.

http://www.dgtf.pt/PresentationLayer/homepage.aspx?menuid=1261

http://www.dgo.pt/execucaoorcamental/SintesedaExecucaoOrcamentalMensal/2012/Janeiro/0112-SinteseExecucaoOrcamental.pdf

Abraços

Anónimo disse...

http://pt.wikipedia.org/wiki/Administração_pública_em_Portugal
Holanda = Países Baixos = 25.9%
Portugal = 17.9%

Portugal Bipolar disse...

Os dados que referes são de 2004 e apenas focam a adm. central.
Pior...faltam fundações, empresas públicas; empresas municipais ou municipalizadas, faltam empresas de transporte… já não falando na adm. local que ainda ninguém sabe quantos são ou nas regiões ditas autónomas...