quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Agricultura – DGADR

A agricultura em Portugal tem exatamente os mesmos problemas que os municípios Portugueses.

Portugal importa tudo o que consome, não é autossuficiente em nada.
Os poucos produtos onde estamos quase a atingir uma produção igual ao consumo são O Azeite, Vinho, Leite e tomates, mais nada, NADA!

Mas institutos e afins temos para dar e vender…
Olhando mais atentamente para a D.G.A.D.R. reparo que é aqui que encontro as classes de capacidade de uso dos solos.


É igualmente aqui que encontro a Carta de aptidão da terra para uso agrícola e a Carta de aptidão da terra para uso florestal.
 
Finalmente tudo faz sentido, os impostos são pagos por todos mas o trabalhinho já foi feito.

Tenho de pagar novamente?
É demais!

Para analisar as cartas a Carta de aptidão da terra para uso agrícola e a Carta de aptidão da terra para uso florestal junto á barragem do Monte da Rocha tenho de pagar tipo 1.000€.
O trabalho está feito, foi feito por F. Públicos que receberam dinheiro pelo trabalho realizado (dinheiro que foi cobrado a todos os Portugueses através dos impostos).

Então e agora tenho de pagar novamente? E ainda tenho de assinar um termo de responsabilidade?
Porquê?

Qual a razão para o trabalho não estar publicado online em suporte informático?
Se o trabalho está feito, se pode ser útil a Portugal, deve ser público!

Existe o medo dos espanhóis pegarem nos nossos mapas agrícolas e invadirem Portugal?
Se for para plantar terrenos vamos a isso!

Só para o conselho de Ourique necessito das cartas nºs. (537; 539; 546; 547; 554; 555; 562; 563; 570 e 571).
Está tudo bem organizado para explicar ao mentecapto Presidente da C.M. de Ouriqueque investimentos de 230 milhões de €uros em hotéis e campos de golfe não fazem sentido nenhum e que poderemos com esse dinheiro desenvolver a agricultura do conselho, necessito de comprar 10 cartas de aptidão da terra para uso agrícola e 10 Cartas de aptidão da terra para uso florestal.

Ridículo!
Não falando ainda dos representantes dos agricultores, são associações; confederações entre outras formas de associativismo com as respetivas benesses fiscais.

Temos o Ministério da Agricultura, com toda a sua estrutura de apoio aos agricultores, com institutos e direções Gerais, o mais engraçado é que sempre que oiço falar em Direção Geral, lembro-me sempre que por cada Direção Geral existem muitas Direções Sectoriais/Regionais, tudo com os respetivos presidentes e afins, a bandalheira é total, igualzinho ao nosso ordenamento territorial.
Portugal está na merda e não faltam representantes do povo!

A Agricultura anda pelas ruas da amargura e não faltam representantes dos agricultores.
No nosso Ministério da Agricultura, o ministério do Mar (pescas) da Terra (agricultura) e do ar (ambiente) temos como estrutura de apoio diversos organismos que passo a citar…

1.      A.P.I.F. – Agencia de prevenção de incêndios florestais.
2.      A.P.A. – Agencia Portuguesa do Ambiente, IP.
3.      D.G.A.D.R. – Direção Geral da Agricultura e do Desenvolvimento Rural.
4.      D.G.A.V. – Direção Geral de Alimentação e Veterinária.
5.      D.G.R.M. – Direção Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos.
6.       D.G.A.P. – Direção Geral de Agricultura e Pescas, coordenando as seguintes direções…
·        DRAP_Lisboa e vale do Tejo.
·        DRAP_Algarve.
·        DRAP_Centro.
·        DRAP_Norte.
·        DRAP_Alentejo.
7.      G.P.P – Gabinete de Planeamento e Politicas.
8.      I.G.A.P. – Inspeção Geral de Agricultura e Pescas.
9.      I.C.N.F. – Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas, IP.
10. I.F.A.P. - Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas.
11. I.P.I.M.A.R. – Instituto de Investigação das Pescas e do Mar
12. I.N.R.B. – Instituto Nacional de Recursos Biológicos.
13. I.V.D.P. – Instituto dos Vinhos do Douro e Porto.
14. I.V.V. – Instituto da Vinha e do Vinho
15. L.N.I.V. – Laboratório Nacional Investigação Veterinária.
16. D.G.R.F. – Direção Geral de Recursos Florestais
17. S.N.C. – Serviço Nacional Coudélico
 
É uma vergonha…

3 comentários:

Anónimo disse...

Se estamos muito próximos da autoconsciência em Azeite, Vinho, Leite e tomates, é à custa de muitos agricultores, que fazem e investem por isso, conheço muitos que por vezes na altura das sementeiras até chegam a hipotecar bens, para o conseguir. Que acabem com essas associações de fachada, que nada mais são que tachos encapoçados, e que seja criada uma outra que compre o produto desde o pequeno ao grande agricultor e o negocie a preço justo junto dos grandes hiper's ou que o exportem, ai sim, isso seria trabalho digno de um associação!

Anónimo disse...

Olá PB,
Já houve quem fizesse as contas: dá mais de um funcionário do Ministério da Agricultura por cada 3 agricultores... E ainda assim, desgraçadamente, o maior problema português (como alguém já referiu) é agrícola: excesso de nabos e falta de tomates.
Mas voltando ao sério, alguns destes organismos têm, nos termos da lei, de emitir parecer sobre projectos conjuntamente com organismos tutelados pelo mesmo ministério, ou por outros ministérios, sem que os proponentes dos projectos vislumbrem qualquer valor acrescentado em tanta «parecercracia», muitas vezes escrita por quem não faz a mais pequena ideia, ou tenha a mínima experiência, da substância técnica dos projectos - faz lembrar a URSS...
José

Portugal Bipolar disse...

É isto que temos de mudar...
Temos representantes a mais e trabalhadores a menos...