segunda-feira, 12 de setembro de 2011

fórmula mágica



Sendo justo tenho de afirmar em primeiro lugar que não tenho nenhuma esperança neste governo, julgo aliás que será até pior que o anterior.

Estando este governo no inicio, como gosto de falar antes, aqui fica.

Tenho alguma esperança, pouca, mas o suficiente para se poder falar em esperança e essa reside na Saúde, Educação, Economia e Finanças.

Será portanto justo afirmar que a pouca esperança que me resta está directamente relacionada com 4 personagens, que não sendo políticos profissionais, decidiram em determinada altura da vida, prescindir de empregos estáveis e bem remunerados, pela incerteza de gerir áreas onde está grande parte da falta de competitividade do país.
Anda a circular a ideia, engraçada por sinal, em que todos os sacrifícios necessários para diminuir o actual défice vão ser distribuídos sobre a fórmula mágica de 1/3 aumento de impostos e 2/3 de redução na despesa.

Depois de observar com algum espanto o aumento brutal dos transportes sem que as benesses injustificadas de trabalhadores em geral e administrações em particular fossem corrigidas, sou confrontados com os cortes na saúde.
Aumento das taxas moderadoras, é justo e se temos de pagar mais, se os trabalhadores normais já pagam 11% para a SS e se as empresas já pagam 23.75% aumentos só mesmo se for as taxas moderadoras…

Estão e o corte na despesa?
Será o corte na comparticipação dos medicamentos? É reduzir de 69% para 37% a comparticipação de bombas para os asmáticos?

É que isso também é aumento de impostos, embora seja corte na despesa do estado!
Será a não comparticipação nas pílulas?

É que isso também é aumento de impostos, embora seja corte na despesa do estado!
Estou aqui com a ideia, estúpida certamente, que quer seja a 1/3 no aumento de impostos quer seja os 2/3 no corte da despesa os sacrificados vão ser os mesmos, os nomes das coisas é que são diferentes.

Julgo que já entendi, seja pelo aumento da receita ou pelo corte na despesa o entalado é sempre o mesmo!

Se isto começa assim tão mal, e só tem tendência para piorar, que caminho é este a que chamamos nosso?

3 comentários:

  1. Boas, não nos podemos esquecer que o ESTADO somos nós (embora representativo). acho que as possoas ficaram sempre com má ideia do que é o estado pq devem associar ao "estado novo". daí a expressão "quero lá saber, o estado é que paga".

    qnd o estado corta nalgo, alguem sai SEMPRE prejudicado: educação, saude, subsídios de desemprego, rendimentos minimos, reformas, obras publicas, derrapagens orçamentais, boys, etc

    toda a gente quer q o estado corte, mas ninguem quer que lhe cortem a sua fatia.

    o corte no subsidio de natal tanto pode ser visto como corte na despesa e/ou aumento de impostos.
    nos funcionarios publicos sao os 2 casos, nos privados é so imposto.

    e qnd dizes que no final quem é afectado é o Zé tens toda a razao, mas pensa bem:

    imaginas que tens a sorte de nascer num berço de ouro. se te começarem a taxar sobre o que tens como queriam fazer o bloco ou o pcp (nao me leembro), o que fazes? claro, vais daqui embora!! logo quem tem dinheiro, tem ainda mais facilidades de comprar casa em qq país

    mais:
    se começamos a taxar as empresas, o que fazem elas?
    deslocalizam-se!!! e vão para a polonia, rep checa, hungria, romenia, china...

    resultando em mais desemprego e mais pobreza.


    depois só me vem à cabeça ter de ser o estado a criar empregos para os seus cidadaos e isso cheira-me a totalitarismo (Madeira?! coreia do norte, venezuela)

    cumps

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  2. E os cortes que eram simples??? O nosso 1º tinha isso tudo estudado"facilmente de corta em desperdicios e gorduras do estado em mais de 1000 milhões de Euros!"
    Palavra de coelhinho...

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  3. Não estou a ver cortes assim tao simples e rápidos.
    a meu ver para reduzir mais as despesas do estado era o seguinte:

    privatizar/alienar a rtp. (provavelmente implica despedimentos e esses vao-se queixar e dizer que nao sao cortes na despesa)

    avaliar parcerias pp que são uma treta em hospitais, estradas, aquela empresa que faz obras nas escolas sem concurso publico e afins.
    acho que nao é por haver um contrato que impossibilita a revisao dos termos. temos muitos contratos danosos que foram assinados por luvas como bem sabemos, e isso devia ser revisto.

    proibir que empresas do estado ou camaras ou fundaçoes possam contrair emprestimos. assim nao se viam as dívidas que andam a aparecer.

    quando um navio se afunda é quando aparecem os ratos. e só agora se veem as ratazanas a subir a tona da agua

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;)