quinta-feira, 15 de maio de 2014

Mais de 1.086 milhões de €uros torrados ao sol ou Renegociação elétrica energia Fotovoltaica – Grandes Produtores?







Esta renegociação de contrato parte do pressuposto que as circunstancias mudaram dramaticamente desde a assinatura do mesmo.

Basicamente estamos falidos e 1 país falido não pode continuar a suportar presos de produção de eletricidade superiores a 330€/MW quando o mercado tem disponível energia a preços entre os 50€/MW e os 60€/MW.

Simplesmente não podemos continuar a suportar esses encargos até 2032 ou 2034 dependendo dos casos.

Meus amigos, não pagamos mais!

- Já “renegociamos” os contratos estabelecidos com reformados e pensionistas.
- Já “renegociamos” os contratos estabelecidos com funcionários públicos.

Chegou a vossa vez, porque é dinheiro que não temos, só isso!

Como somos 1 país de bem, todos os consórcios existentes de produção de energia Fotovoltaica em Portugal não podem nem devem ser prejudicados por 1 país entrar em bancarrota.

Entre 2007 e 2009 foram assinados contratos a 25 anos com 11 grandes produtores Fotovoltaicos em Portugal continental.


Todos os produtores em 2015 vão receber a energia entregue na rede a preço de mercado, o mercado é livre, o preço não é controlado pelo governo, sendo  esse  o preço a receber pelo consórcio.

Os contratos assinados entre 2007 e 2009 representam um encargo estimado a 25 anos de 1.388 milhões de €uros (Média de 334.05€/MW de 2007 a 2014) quando poderia pagar em 25 anos 238 Milhões de €uros pela mesma energia a preços de mercado (60€/MW)

A brincar a brincar em 25 anos são perto 1.100 milhões de €uros torrados ao sol!



Pagamentos anuais:

2007 -  7,5 Milhões
2008 - 12,1 Milhões
2009 - 44,1 Milhões
2010 - 52,3 Milhões
2011 - 54,3 Milhões
2012 - 54,9 Milhões
2013 - 53,06 Milhões
2014 - 51,27 Milhões (Estimativa)



Só existe uma saída, RENEGOCIAÇÃO!

Solução A – O consorcio não concorda e decide levar o seu projecto para outro lugar qualquer o governo  ajuda em 2% do investimento realizado para as desmontagens a realizar.

Solução B – O consórcio não concorda mas decide ficar em Portugal, o governo paga a diferença entre o investimento realizado e os pagamentos anteriormente recebidos para que o consórcio em 2015 tenha recebido de Portugal exatamente a mesma quantia que despendeu no investimento, passando a receber o preço de mercado pela energia entregue na rede elétrica nacional.

Solução C – Compra da Central Fotovoltaica por parte do governo Português, sendo pago aos consórcios da Central da Amareleja e Central Hercules a totalidade do investimento realizado e um bónus de 6% a 8%ano, descontando os montantes já recebidos, para que estas centrais Fotovoltaicas possam ir para onde fazem realmente a diferença.

Fontes:


http://www.erse.pt/eng/electricity/tariffs/Documents/2013EETariffs.pdf
http://www.energiasrenováveis.com/parques-energia-solar-fotovoltaica/
http://expresso.sapo.pt/amareleja-acolhe-maior-central-fotovoltaica-do-mundo=f464317
http://www.marlenergia.pt/pdf/comunicado1.pdf
http://www.algarve123.com/pt/Artigos/2-603/No_Alentejo,_o_futuro_e_o_Sol
http://www.ambienteonline.pt/canal/detalhe/9908
http://www.netplan.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=19&Itemid=65
http://www.correioalentejo.com/?diaria=2684&page_id=36
http://www.cavalum.com/pt/pdf/ds_fvs.pdf
http://repositorio-aberto.up.pt/bitstream/10216/58758/2/Texto%20integral.pdf
http://www.energiasrenováveis.com/parques-energia-solar-fotovoltaica/
http://www.erse.pt/pt/electricidade/tarifaseprecos/Documents/Tarifas2008/TarifasePrecospara2008_1.pdf
Custo eletricidade
http://www.erse.pt/pt/desempenhoambiental/prodregesp/Documents/Info_mensal/SIPREFev09infoDez08.pdf
http://www.erse.pt/pt/desempenhoambiental/prodregesp/Documents/Info_mensal/SIPREMar09infoJan09.pdf
http://www.eda.pt/EDA/DocsDistribuicao/CARE%202012.pdf

2 comentários:

Anónimo disse...

O preço das energias renováveis é o que é, porque elas são subsidiadas. O dinheiro dos subsídios atribuídos provem dos impostos sobre os combustíveis fósseis. Pergunta: não havendo consumo de combustíveis fósseis, de onde é que virá o «taco» para os subsídios? Já agora depois do IVA e IRS (pelo valor estão noutro campeonato), e do IRC, vem o ISP com 2100 milhões de receita prevista para 2014 (com o ISV e o IUC a receita fiscal com pópós trepa para 2800 milhões em 2014!)...
Fonte:
http://www.dgo.pt/politicaorcamental/Paginas/OEpagina.aspx?Ano=2014&TipoOE=Or%u00e7amento+Estado+Aprovado&TipoDocumentos=Lei+%2f+Mapas+Lei+%2f+Relat%u00f3rio
Saudações,
JM

Portugal Bipolar disse...

Boas JM,

Eu acho que não havendo consumo de combustíveis fosseis o "taco" virá de imposto sobre qualquer outra coisa ou de qualquer outro tipo de combustível, em Portugal tudo paga imposto.
Só respirar ainda não paga, ainda...

Saudações,

Jony