sexta-feira, 29 de junho de 2012

Portugal – O Senhor dos Anéis – Venda dos Estaleiros de Viana do Castelo (Cap. 33)

Com um passivo de 254 milhões de Euros, acumulando anos de prejuízo e erros de gestão, é incomportável manter estaleiros públicos em Portugal.

Os trabalhadores navais não têm culpa?
Pois não, mas Portugal não pode continuar a financiar buracos equivalentes a 50% dos cortes efetuados com subsidio de férias e de natal.

Estando a atividade naval virada para a Ásia, Portugal não pode e não deve competir nos mesmos moldes, muito menos com empresas públicas muitas vezes mal geridas devido a BOYS e compadrios vários.
A história da construção de barcos para os Açores está igualmente mal contada, mas depois de várias decisões judiciais o que sobra são 2 nomes (Atlântida e Anticiclone) ambos nomes de Barcos, um construído, operacional e parado no valor de 48 milhões.

Outro parcialmente construído, mais pequeno mas ainda sem valor divulgado (JdN fala em 30 milhões).
O Atlântida único barco operacional, depois de 2 anos parado os seus custos já representam 57 milhões tem capacidade para transportar 750 pessoas e 118 automóveis, o grande problema é que não atinge os 17 nós previstos.

Só atinge 16 nós, tornando a viagem mais longa entre ilhas (5 minutos no maximo…)
Só por curiosidade as distâncias no mar são medidas em milhas náuticas.

A principal unidade derivada da milha náutica, e a única tolerada à luz do Sistema Internacional de Unidades, é o , o qual corresponde a 1 milha náutica/hora, isto é:

1 = 1 milha náutica/hora ou 1852 metros/hora.
Se o barco atinge 16 nós, são 29.6km/hora quando tinha sido contratado 17 nós ou 31,48kms/hora.

Adiante, birrinhas de meninos.
A única encomenda em carteira são 2 navios asfalteiros para a Venezuela o contrato ainda não foi formalmente assinado, mas a Venezuela voltou a afirmar a intenção de prosseguir com o negócio já em julho.

Mesmo que o negócio seja concretizado é a única encomenda em carteira.
O que faz uma empresa com 254 milhões de euros de prejuízo e sem encomendas em carteira?

O que faz uma empresa com 254 milhões de euros de prejuízo e com encargos sobre o Barco Construído de 5 milhões por ano?
Que contratos são esses quando o barco está parado pagando apenas seguro e estaleiro? 14.000€/dia não será demais?

Mesmo que o contrato com a Venezuela avance é trabalho para 1.5 anos! E depois? Mais dinheiro para assegurar postos de trabalho?
A solução passa por despachar o Atlântida e mudar de vida, pois assim enterramos dinheiro todos os anos em empresas com um plano de negócio de viabilidade duvidosa.

Primeiro realizar leilões diários internacionais todos os dias até os barcos serem vendidos, iniciamos o leilão com 57 milhões de preço base por 1,5 barcos construídos (é para despachar levam o funcional e todas as peças construídas do segundo barco).
No dia seguinte, novo leilão internacional pelo valor base de 56 milhões de euros e assim sucessivamente baixando diariamente 1 milhão de euros até ao dia 56!

Se passados 56 dias e com o preço de 1 milhão de euros ainda não houver comprador o barco será oferecido a Cabo Verde, ou Moçambique que certamente não ficarão muito chateados com o assunto.
Para os Açores ficam desde já prometidos Barcos elétricos de acordo com as características anunciadas aqui.

O mundo avança a ritmo alucinante e Portugal não apresenta nenhuma estratégia de desenvolvimento, nenhuma.
O Japão construiu um protótipo de barco elétrico com capacidade para transportar 800 pessoas (64 toneladas) até 80 kms.

Construção em série com início previsto para 2015.
A distância entre Flores e Corvo é inferior a 40 kms.

A distância entre ilhas do grupo Central é sempre inferior a 80 kms.

Entre muitas possibilidades do Estaleiro de Viana, destaco 3.

1.      Juntando sinergias com a Nelo Caiaks, (sede e fábrica a 40 kms) construção e tipificação dos modelos de Catamaran à vela a Utilizar na Volta a Portugal e na volta ao mundo Português.
2.      Juntando Sinergias com o fabricante Nipónico de barcos elétricos execução de barcos de transporte de passageiros e cargas entre ilhas.
3.      Por decisão do Governo até 2020 o transporte de turistas no rio Douro ou de passageiros entre as duas margens do tejo deve ser realizado por barcos elétricos. A Transtejo em 2011 gastou 14 milhões de litros de gasóleo x 1.40€/litro = 19.6 milhões de Euros…
Antes de vender os estaleiros de Viana, contactar o construtor nipónico para saber do seu eventual interesse nos estaleiros com a promessa de Portugal sendo atualmente o 5º produtor mundial de Lítio, não faltando material para as fábricas portuguesas não faltará igualmente lítio no Japão…
Toyota e BMW aprofundam parceria iniciada em dez2011 para o desenvolvimento conjunto de baterias lítio-íon, passados 7 meses… (a anunciar brevemente).
A Toyota já tem um carro com autonomia de 450 kms e para 2015 pretende chegar aos 1000 kms.
1 Telemóvel em 1988 com as baterias incluído pesava 15 kg, era móvel pois dava para usar no carro (com mala própria) e retirar para utilizar noutro sítio qualquer.

Passados 25 anos o telemóvel pesa menos de 100 gr tem uma autonomia 20 vezes maior, tem rádio; televisão e net incorporados.
A evolução das baterias nos últimos 25 anos foi enorme e será enorme nos próximos 20 ou 30 anos, não será a única solução mas fará certamente parte da solução.

Temos minas de lítio, construída a fábrica para transformar os calhaus em produto final (Cap. 4)
Vários são os setores a necessitar do produto e em variadíssimas aplicações.
Caso não se chegue a acordo com os construtores Japoneses será feito então a venda dos estaleiros por concurso publico.

No Concurso para venda dos estaleiros de Viana do Castelo será dada prioridade à empresa ou Consorcio que reúna as seguintes condições:
1.      Plano de transformação dos estaleiros adaptando-os ao fabrico/reparação de barcos elétricos.
2.      Aposta em barcos construídos com fibra de carbono e resinas sintéticas, materiais ultraleves e resistentes, apoiada em investigação realizada em Portugal.
3.      Apoiar a Construção de motores elétricos em Portugal ou utilizar empresas portuguesas ou estrangeiras já instaladas ou que se venham a instalar em Portugal ( a EFACEC já cá está).
4.      Os componentes dos motores elétricos sejam igualmente produzidos em Portugal (maioritariamente).
Cumpridos estes critérios a empresa escolhida será a que apresentar um melhor projeto para o desenvolvimento dos estaleiros navais independentemente da realização financeira no ato da venda.
Nota: Todas as atividades relacionadas com o Senhor dos Anéis (Armazenamento; Pescas; Transportes Elétricos; Reabilitação Urbana) gozam de incentivos fiscais que lhes permite pagar 10% de IRC ano + 3% para os trabalhadores da empresa de acordo com (cap 2) da saga.

3 comentários:

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