sábado, 23 de junho de 2012

Portugal – O Senhor dos Anéis – Conversa entre PIIGS (Cap. 31)

Para continuar a saga de Portugal o Senhor dos Anéis, temos de trocar de 1º Ministro, reconheço que cunnilingus é um prazer, mas é igualmente legítimo afirmar que a parceira neste caso é bastante importante, e a Srª Merkel não é digna da língua de um Português!

Para mais fácil compreensão dos diálogos vou manter todos os 1ºs Ministros dos PIIGS, mas o nosso passa a ser 1 Homem, só para variar…

PPC – 1º Ministro de Portugal
Mariano Rajoy – (MR) - 1º Ministro de Espanha

Antonis Samaras (AS) – 1º Ministro da Grécia
Enda Kenny (EK) – 1º Ministro da Irlanda

Mario Monti (MM) – 1º Ministro de Itália
29 de dezembro de 2014, 3 dias antes do ano (n) 2015, os 1º Ministros dos PIIGS encontram-se.

PPC – Então pessoal, tudo bem? Ou já estão fartos de ser encavados?
MR Estanha vai andando, ainda faltam 12 meses para acabar o prazo do resgate a Espanha, estamos com a economia estagnada e o desemprego acima dos 30%.

MM – Itália está farta! Farta! Este resgate não serviu para nada, embora como Espanha, ainda falte perto de 12 meses sobre o plano de resgate…
AS – Olha, nos nas Grécia já vamos no 3º resgate! E isto vai de mal a pior!

PPC – e tu, Kenny? Que novidades trazes de Dublin?
EK – Estamos como Portugal, o desemprego é galopante a economia está estagnada e o 2º resgate vai a meio…

PPC – Já pensaram em mudar de moeda? Isto era giro era todos ao mesmo tempo!
Mandamos o Euro às ortigas e introduzimos a moeda nacional.

MR – Então e os pagamentos da dívida? Estás loco?
PPC – A dívida pagamos na totalidade no dia 1 de Janeiro de 2015!

No caso Português é só achar o montante total que deve rondar os 200 mil milhões de Euros e multiplicar por 200.482 foi a taxa de entrada, será a taxa de saída!
MR – Então e depois?

PPC – Depois? Depois é imprimir notas à bruta e informar os nossos credores que podem levantar no banco de Portugal todo o dinheiro que lhes devemos!
São pouco mais de 40 biliões de escudos, mais concretamente, 40.096.400.000.000$00.

Não existe portanto restruturação da dívida, pagando Portugal toda a sua dívida de acordo com os valores estabelecidos internacionalmente quando o país aderiu ao euro, passa a ser como que um número mágico.
200.482 para entrar,
200.482 para sair,
O 200.482 é o que está a dar.

Portugal,
Itália,

Irlanda,
Grécia,

Spain

Pagamos tudo, todos de um dia para o outro!
Vamos a isso?

AS – Eu sou a favor, só mesmo num blog de fraca qualidade seria admitida a possibilidade da Grécia a 3 dias de 2015 ainda permanecer no Euro.

EK – Eu também sou a favor, afinal a economia na Irlanda nunca foi o problema, os bancos é que nos tramaram, sem moeda própria vamos continuar a definhar.

MM – É realmente uma decisão difícil de tomar, eu sempre fui contra a ideia da Itália sair do Euro, mas realmente não vejo alternativa.

PPC – e tu Raroy? Estás tão calado…

MR – Pois é pá…não sei o que dizer.

Se todos concordam não é Espanha que vai quebrar a união!

PPC – Aproveito para apresentar O Senhor dos Anéis, na sua vertente elétrica, se Inglaterra e Escócia vão inaugurar uma ligação elétrica submarina a Irlanda pode ser ligada a Portugal.

O Anel central funciona na ligação (Portugal/Madeira/São Miguel) com braços para África; Irlanda e Canada.
Itália e Grécia podem fazer a mesma coisa ficando com acesso ao norte de África, podem ligar a chipre e à Turquia e passando o mar negro a ligação à Asia possibilitando ligações à Bulgária; Roménia; Ucrânia; Rússia e Geórgia.

Espanha já está ligada a Portugal é só reforçar as ligações e com a Irlanda ligada à Península Ibérica Todos os PIIGS passam a fazer parte de uma rede internacional, passando a energia a estar ao serviço da economia e não o contrário.
Acabam garantias de potência e restantes contratos que no caso Português chegam aos 2400 milhões por ano.

O que é proposto é a liberalização TOTAL do mercado elétrico. Simples e prático.
Portugal pode comprar ou vender energia às ilhas britânicas (beneficiando a Irlanda) a África (Beneficiando as ilhas espanholas e Cabo Verde) ao centro da Europa (beneficiando Espanha) ou à América do Norte (beneficiando as Ilhas Portuguesas).

Vamos ao Trabalho!

13 comentários:

Márcio Silva disse...

Ah ah ah ah ... vamos a isso, vamos mudar a porcaria da moeda ! Já tenho saudades de um café a 50 escudos e não a 60 cêntimos !

Portugal Bipolar disse...

Pai da-me 100 Paus!
- 50 Paus?
- Para que queres tu 20 Paus?
- 10 Paus não te chegam?
- Toma lá 5 paus e dá metade ao teu irmão...

R+ disse...

Boas Johny, voltamos à temática da moeda! Vou fazer o papel do carrasco!:
(credor): escudos? para que quero isto? se vos emprestei euros, quero euros. que posso fazer com escudos? ir para o algarve?

(povo portugues): iei, vamos ter aumentos salariais a 20% ao ano! mas o que é isto? os combustíveis aumentam 50% ao ano! os alimentos também! já não conseguimos importar nada, pq ninguem quer a nossa moeda!! Para comprar um café não bastam 50 escudos, mas antes 50 contos (LOL exagerado) e para fazermos compras no continente, temos de levar um carrinho de mão para levarmos as notas.

Não esquecer que a paranoia dos alemães sobre a impressão da moeda, se deve à inflacção que tiveram após a guerra.

e nós estamos ALTAMENTE dependente de IMPORTAÇÕES pelo que uma saída destas iria ser o caos de supermercados a ficarem vazios e postos sem combustíveis

cumps

Portugal Bipolar disse...

Boas R+
Os teus argumentos são válidos! Diria mesmo mais, os teus argumentos são válidos! (D&D) :).
Vamos iniciar a nossa nova discussão pelo lado dos credores.

Para que querem os credores escudos se emprestaram Euros?
R: Para trocar por outra moeda qualquer e sofrer uma desvalorização de (X).
Se os Gregos tivessem optado por isso em 2008 teriam desvalorizado o Dracma em 60% ou 70% como aconteceu com a Argentina.
Mas surpresa das surpresas, todos os investidores que compraram dívida grega foram obrigados pela Alemanha a aceitar um corte de cabelo "Voluntário" de 60%...
"Vamos ter aumentos salariais a 20% ao ano! Mas o que é isto? Os combustíveis aumentam 50% ao ano!"
R- Provavelmente sim, principalmente no primeiro ano a nova divisa portuguesa vai sofrer uma desvalorização de 60% ou mais...
-Mas agora pergunto eu, os Gregos estão livres de sair do Euro?
-A estratégia em Portugal está a resultar?
-Com o aumento brutal de impostos a receita está a aumentar ou a diminuir?
-Sem receitas extraordinárias vamos chegar ao final do ano melhor ou praticamente igual aos anos anteriores com as despesas a superar as receitas em perto de 10%?
-Existe alguma maneira de Portugal se manter no Euro sem um corte de cabelo superior a 50% e sem injeção de capitais para investimento produtivo e que permita limitar as importações e/ou aumentar as exportações?
Pois…
Já agora, em jeito de remate…
-Os Países do Norte da Europa aceitariam que os PIIGS saíssem do Euro, permanecendo na União Europeia? Aceitariam acordar parâmetros de desvalorização cambial com os PIIGS e utilizar o BCE para impedir ataques especulativos contra as novas moedas dos PIIGS?
Eu acho que sim, acho que seria a melhor solução para a zona Euro, talvez a única…

R+ disse...

Olá João. Bem, esta é uma questão em que nenhuma opção está certa ou errada...
Mas eu gosto de ver as coisas dum ponto mais prático, pois há muita gente com concepções menos correctas sobre a questão do valor do dinheiro (e do porquê duma nota valer o numero que tem impresso).

não faltam países, sobretudo africanos com valores altíssimos que não valem quase nada, daí os eu tentar desenganar os 50 escudos do post anterior.

o facto da nossa capacidade produtiva não ser auto-suficiente é o maior motivo de preocupação da saida do euro:
imagina uma empresa que produza medicamentos ainda patenteados pelo que é a unica fornecedora dos mesmos - por que é que vai querer vender a portugal, sendo que vai ser paga em escudos, que ao converte-los em euros/dolars, libras, etc, vai estar a perder dinheiro? então simplesmente não nos vende, ou então vende com uma margem muito superior, tendo em conta a futura desvalorização.

agora é aplicar esta ideia para o resto dos produtos em que somos deficitários... electrónica, petroleo, cereais,...

ou seja, para sairmos do euro tinhamos de ter máquina produtiva, o que tanto nós como os gregos não temos, resultado: estamos tramados. vamos ficar como os países africanos.

neste momento creio que é mais fácil viver da esmola alemâ: o dinheiro em euros não desapareceu, simplesmente foi recanalizado dos países com maior risco, para os de menor risco (tipo lei de lavoisier e de conservação da massa LOL) depois eles ficam com tanto dinheiro que compram isto tudo e começa efectivamente o 4º reich (embora os chineses tb queiram um pedaço do bolo, parece que escapou alguma coisa), depois... não sei. talvez venham cá passar as férias? será melhor começar a aprender alemao para melhor os servir?
o problema é que mesmo que perdoassem a totalidade da dívida e começássemos do zero, aquilo ia logo pender para o vermelho outra vez...

PS: há uns tempos fizeste um post a dizer que Portugal não era um país pequeno com as ZEE, e isso fez-me lembrar aquele mapa das aulas de história do Salazar com algola e moçambique e as ihas todas a perfazerem o continente europeu :)

cumps

Portugal Bipolar disse...

Boas,
Eu gosto igualmente de ver as coisas pelo lado prático, foi por essa razão que sugeri a saída dos PIIGS todos ao mesmo tempo com o apoio do BCE, julgo que era melhor para todos.
Sair do euro com as contas equilibradas é a meu ver impossível, mas com a saída do euro o capital olhava para Portugal como 1 país onde se poderia investir pois a mão-de-obra era barata e a moeda fraca.
O mesmo se passaria com as compras imobiliárias...
Sobre Salazar, eu nasci em 1970 mas nada me lembro, mas a nossa ZEE dá que pensar...
E importamos 2 milhões de euros em peixe todos os dias...

Cumps

Anónimo disse...

Boas,

o que eu gostava de saber é o que é uma pessoa "comum" pode fazer para "ajudar" Portugal a sair deste problema.

Abraço,

NV

R+ disse...

Boas, era este mapa: http://fotos.sapo.pt/zequim/fotos/?uid=CUDkcoMLNSV6LnbYaioY
Entao é melhor começar a encher a despensa de comida...

Para o NV: O que a pessoa comum podia fazer era pagar os impostos que deve, não comprar bens importados e entrar na vida política de uma forma activa (?) de modo a haver menos corrupção no nosso país. As máquinas partidárias funcionam porque eles são a maioria lá dentro. se a população entrasse mais para os partidos, talvez o sistema mudasse um pouco (ou as pessoas "normais" também cederiam à corrupção? o ser humano não é altruísta como as formigas... descendemos de símios, esse é o problema

Portugal Bipolar disse...

Outra forma de o comum mortal ajudar Portugal é mobilizar a sociedade civil sobre os caminhos de Portugal.
Num mundo em constante mudança em que deve Portugal apostar nos próximos 20 Anos?
Quais os caminhos?
Em que setores teremos vantagens competitivas?
Mobilizando a sociedade para estes assuntos eles entram automaticamente na "agenda" politica.

Portugal Bipolar disse...

Não fazia ideia que Portugal+ as (ex)colonias era praticamente do tamanho do continente europeu :):):)

Anónimo disse...

Boas,

eu concordo com o evitar comprar bens importados mas nem sempre existe essa opção.

Quanto ao pagar os impostos eu não concordo, eu sou trabalhador por contra de outrem e pago tds os impostos a q sou obrigado, tenho as minhas filhas em escolas públicas onde sou obrigado a pagar td outra vez, quem não faz nada recebe subsídios não paga nada, andam bem vestidos, grandes carros e tomam o pequeno almoço no café tds os dias por mais impostos q eu pague estas coisas não vão mudar, pq estas pessoas qnd acham q tão a ser "espoliados" de alguma coisa causam logo problemas e não lhes acontece nada...

O entrar na politica também não me parece viável, para entrares no clube dos elegíveis deves ter que praticar algo q te prenda o rabo para não fugires ao esquema, tipo a mm coisa q tens de fazer qnd entras em associações criminosas...

a minha pergunta era mais na linha do q é q a pessoa "comum" pode fazer para sobreviver melhor a este problema q é o nosso estado e ajudar o país a não estar tão mal.

Fica bem,

NV

R+ disse...

Concordo contigo NV. O que quis dizer sobre pagar impostos foi no sentido lato de evitar a fuga aos mesmos. (quem nao deve, nao teme)
quanto ao entrar no mundo partidário, não quero dizer especificamente que tenhas de te candidatar, mas antes, que se tem o poder de decidir quem vai concorrer.
Uma das queixas que a sociedade actual aponta é o de ter pouca escolha no momento de ir às urnas nacionais (basicamente votam ps, psd whatever, e nao nos candidatos). Assim, com a participação da sociedade a "montante do problema" essa desculpa é minorizada.

de facto tb concordo que parece haver um sobreproteccionismo de uma certa classe que passa a auferir quase tanto como um trabalhador (ter em conta que um trabalhador tem despezas com transporte, seguros, risco de danos físicos, desgaste emocional, menos tempo livre, etc).
para além de nao pagar saude, ter electricidade mais barata,...

basicamente o estado carrega na classe média (e alta- em portugal ninguem gosta dos ricos, mas se estes forem "honestos" até são dos que pagam mais) para ter margem para a classe baixa, mas isto perpetua um "aproveitamento" de quem nunca descontou, mas no final de contas, é quem usufrui mais do sistema (e por vezes é quem se queixa mais!)

apenas "nao fica bem" haver protestos contra estas situações: porra eramos logo apedrejados... rica democracia isto é.

Ao Jonhy se chegar a ler este post: O estado pode emitir vales como acho que acontece/aconteceu nos USA? tipo em vez de dar dinheiro que pode ser gasto em tabaco, dar vales para bens alimentares? isto não poderia ser uma forma de imprimir dinheiro, sem ser efectivamente dinheiro, permanecendo no euro?

cumps

Portugal Bipolar disse...

Boas,

Os vales são realmente uma boa ideia.
Mas teria de haver uma fiscalização efetiva sobre esses vales, caso contrário o pessoal chega ao talho, compra 1 kg de bifes dá um cheque de 300€ o talho fica com 10% ou 20% e devolve o resto em dinheiro...
Estou em pesquisas para a continuação do Senhor dos Anéis sobre Os estaleiros de Viana e a possível ligação ferroviária por bitola europeia... o que encontro é merda e mais merda! Compadrios, péssimas decisões, barcos construídos por 50 milhões que depois não são aceites porque são lentos(por hora andam menos 1700metros…) dinheiro derretido sem fundamento...etc...etc..etc...é difícil manter o otimismo ou acreditar em recuperação de um país sem desmantelar todo este sistema!