sexta-feira, 8 de abril de 2011

Perfect Storm XXIV_Funcionários Públicos e Privados

Vamos certamente ter um 1º de Maio escaldante...
Depois de algumas greves a Tugolândia vai compreender à força que para ter o dinheiro que necessita vai ter de fazer mais sacrifícios, e dos grandes.

Para o país gastar menos do que ganha, coisa que desde 1973 não existe, muitas das regalias vão desaparecer, os chamados “Direitos Adquiridos” vão ao ar!

Até a constituição vai ter de ser alterada!

Vamos por partes…

Já foi aprovado que para os novos contratos de trabalho os trabalhadores terão uma indemnização máxima de 20 ordenados, independentemente dos anos que estão ao serviço do patrão.

As alterações vão incidir não sobre os novos contratos mas sim sobre os antigos.

Todos os trabalhadores vão ter como indemnização máxima 20 ordenados, podem ser despedidos sem justa causa e as empresas podem reduzir unilateralmente o ordenado dos trabalhadores, só falta acertar a percentagem de redução e isto vai ser válido para todos os trabalhadores (F. Públicos e do Privado).

13 ou 14 feriados nacionais na Tugolândia? Estou mesmo a ver os Alemães a rir! Aqueles gajos são loucos, só em feriados Nacionais estão mais de metade de 1 mês parados, se juntarmos as pontes, feriados municipais e greves dá 1 mês de trabalho, como pode aquele país dar lucro? É impossível!

Pontes? Pergunta outro alemão… o que é isso das pontes? Pois…

Vai acabar! É que alemães e ingleses tem 7 feriados!

Julgo que para os trabalhadores em geral com este e o post anterior estamos conversados, por cada dia de greve as medidas serão agravadas pois se o pais não produz, não arrecada a receita esperada, se não arrecada a receita esperada…claro! SÃO NECESSÁRIAS MEDIDAS ADICIONAIS!!

Acreditem ou não, isto é apenas a minha opinião e não me dá prazer nenhum, como digo habitualmente nem faço questão em ter razão…


Espero não ter! terei?

5 comentários:

R+ disse...

Infelizmente acho que tens razao...

mas tenho dúvidas numa coisa: o fmi quer que paguemos o que nos vai emprestar, mais os juros. Para isso, vai querer aprovar essas medidas que tens referido nestes ultimos posts.
Essas medidas têm sempre de passar pelo parlamento, ou o fmi pode impor directamente?

Cumps e bom fim-de-semana

terebi disse...

Eu diria que têm que passar no parlamento, mas como para Portugal ter o dinheiro é preciso passá-las, não parece ter muito a dizer.

Deve ser "giro" ver o parlamento nessa altura.

Portugal Bipolar disse...

1º Temos de saber de quanto necessitamos eu diria 100 mil milhões.
2º Lista de tudo o que temos de fazer para Portugal dar lucro em 2014(só assim podemos começar a pagar o que devemos)
3º Essa lista vai ser enorme, e o dinheiro vai vindo consoante as medidas da lista vão sendo cumpridas (incluindo alterações à constituição)
4º Eu dividia os 100 mil milhões em 5 tranches (pagamentos de 3 em 3 meses) e as medidas necessárias em 20 ou 30 medidas (por cada 5 medidas aprovadas vem mais uma tranche de dinheiro).
5º Todas as medidas tem obrigatoriamente de passar no parlamento mas a Europa já informou que só liberta dinheiro mediante condições e essas serão “propostas” pela comissão depois de analisar as contas nacionais (o FEEF + FMI chega na próxima semana…)

Carlso Freitas disse...

Este pais só vira, quando for aplicado um dos principios básicos da economia: Transformar matéria prima em bens de consumo! Até lá, até termos uma industria moderna e produtiva nacional privada que possa gerar exportações e os dividendos dessas exportações fiquem em Portgal (não é com multinacionais que se resolve) não há conversa sobre produtividade que se resolva. Os outros têm menos feriados mas tambem trabalham menos horas. Não é por se trabalhar pouco tempo é preciso tornar o tempo, o trabalho e a produtividade mais eficaz. Mais, é fundamental que os gestores acabem com a mentalidade da antiga Portuguesa, a mentalidade do "Sr. Dr." e passarem a ser muito mais modernos e eficazes.

Anónimo disse...

Quanto eu estive em Macau, havia em média (quase) um feriado por semana. Mas nessa altura, ainda era a administração portuguesa... Como será agora?