segunda-feira, 9 de junho de 2014

AutoEuropa - WV (e-Up/e-Golf) é reprovado por Portugal - O Senhor dos Anéis! (Cap.48).



Quando falamos de mobilidade elétrica temos sempre de olhar para a Autonomia.

Em Portugal está praticamente tudo por fazer.

A empresa VW, depois de alguns anos perdidos faz a primeira aposta na mobilidade Elétrica e eu, ainda não entendi muito bem porquê.

Uma empresa com uma produção anual de 9.7 milhões de Automóveis (100.000 em Portugal) ainda não entendeu que automóveis com autonomia de 130km a 190km são uma Brincadeira?

Então eu quero ir de Lisboa ao Porto ou de Lisboa ao Algarve e tenho de fazer paragens, com sorte e recargas “Rápidas” posso ter de carregar baterias durante mais de 30 min?

É isso, só isto a vossa oferta?

Desculpem lá mas sabe-me a pouco e claro, apoios nem pensar!

Ao olhar para a ficha Técnica o famoso e-Golf e respectiva autonomia o espanto é total.

Sejamos claros, qualquer aposta em mobilidade Elétrica ou a Hidrogénio em carros, tem que ter uma Autonomia Minima de 300km, menos que isto é perder tempo, e sobre tempo Portugal já perdeu o suficiente. 

Produzir carros em Portugal com apoios do Estado, só para Autonomias superiores a 300kms.

Pode ser com Baterias de Lithium-ion, pode ser movido a Hidrogénio, ou pode ser Hibrido (Hidrogénio +Baterias Lithium-ion).

Neste momento a Volkswagen que me desculpe mas com e-golf não vamos lá e a Autoeuropa ou muda de vida até 2015 ou morre.

Sem apoios não é possível uma fábrica sobreviver produzindo 100.000 automóveis ano, quando este valor representa menos de 1% da produção anual do grupo, com mais de 60 Fábricas a Autoeuropa faz tanta falta á Volkswagen como a mim a dor de dentes…

Ou se especializa (Hidrogénio e Baterias), ou tem apoios estatais (Estão a acabar) ou morre…

As regras são simpres:

carros

Capacidade Mínima – 4 Passageiros.
Autonomia – 300km.

Tempo Máximo de Carga (Rápida) a 80% - 30 min.
Tempo Máximo de Carga (Normal) a 80% - 6 Horas.

Vida Útil Mínima – 15 Anos.
 Quem atingir este objetivo poderá ter apoios, quem não atingir não terá, simples.

Apoios

·        Com o início de produção, depois da apresentação do protótipo -  5 milhões de €uros de prémio (produção em Portugal).

·        Todos os veículos vendidos em Portugal ou para exportação estão livres de Impostos.

·        Empresa com produção em Portugal paga 10% IRC + 3% para Trabalhadores. Sendo este valor distribuído pelos trabalhadores em anos sem greves, cada dia de greve corresponde a menos 1%.

·        Empresa com produção em Portugal paga 10% S. Social sobre todos os trabalhadores com ordenados Superiores a 750€ (1.5 x S.M.N.), atualmente são 23.75% (para a S. Social). 

Carros Aprovados para produção em Portugal, Bastando o Inicio da Construção da Fábrica e apresentação do protótipo para obtenção dos Apoios referidos. 

BMW i5 – Autonomia de 322km – Baterias Lithium-ion (Quando retirarem o deposito de combustível com 1.5 litros de Capacidade).

TESLA S-P85 – Autonomia de 350km / 493km  - Baterias Lithium-ion.

Honda FCEV Consept - Autonomia - 500km – Hidrogénio.

Toyota FCV Consept - Autonomia  500km – Hidrogénio.

Hyundai i35  - Autonomia - 620km – Hidrogénio.


Todos os Particulares que comprarem algum destes veículos não pagam nenhum imposto, não pagam ISV, nem IVA nem ISP pois são green, como bónus, Não pagam igualmente Portagens, enquanto nas autoestradas não for registado um trafego superior a 10% ou a 2 Milhões de Euros, sendo esse valor distribuído pelos condutores dos restantes veículos.

6 comentários:

  1. "Produzir carros em Portugal com apoios do Estado, só para Autonomias superiores a 300kms."
    O e-Golf é produzido em Portugal? Não.
    O Golf é produzido em:
    Wolfsburg, Alemanha;
    Zwickau, Alemanha;
    Changchun, China (FAW-VW);
    Foshan, China (FAW-VW);
    Puebla, México; e
    São José dos Pinhais, Brasil (desde 2015).

    Os carros produzidos em Portugal são: VW Eos, VW Scirocco, VW Sharan e SEAT Alhambra.
    Todos carros caros.

    "Pode ser com Baterias de Lithium-ion, pode ser movido a Hidrogénio, ou pode ser Hibrido (Hidrogénio +Baterias Lithium-ion)."
    Ter baterias é uma coisa. As baterias "guardam" energia transmitida durante a carga.
    Hidrogénio é um combustível, tal como a gasolina e o gasóleo, que tem como objetivo ser parte de uma combustão. E, como nos outros veículos, exige um depósito. Daí a autonomia.
    O problema é que o Hidrogénio necessita de ser "guardado" em temperaturas baixas e a pressões muito altas.
    Ou seja, para o "guardar" é necessário muito energia.
    Simplificando: a energia poupada utilizando o Hidrogénio é gasta para o "guardar".
    Péssima ideia, não concorda?

    "a Autoeuropa faz tanta falta á Volkswagen como a mim a dor de dentes…"
    Pelo contrário.
    A Volkswagen Autoeuropa tem um know-how muito valorizado no Grupo, para além de uma base de logística para o exterior da Europa único.
    Factos que os Alemães negam para depois jogarem a carta de "Vamos embora..." e conseguirem mais apoios.
    Existem muito mais fábricas de automóveis a trabalhar em Portugal sem apoios, e não se têm queixado tanto...
    Depois, a Autoeuropa tem uma componente de prensas, que é a melhor do Grupo Volkswagen.
    E que já trouxe - e continuará a trazer - know-how com muito valor para o Grupo.

    Mas o que quero dizer mesmo é:
    Um carro elétrico não é para a família toda e fazer longas viagens.
    Um carro elétrico é para uma mobilidade sustentada.
    Traduzindo-se na viagem à diária à escola, ida para o trabalho, e o caminho inverso ao final do dia com passagem adicional no supermercado.
    Quantos quilómetros estamos a falar?
    10? 30? 100?
    Parece-me suficiente.

    Acho que a Volkswagen fez uma grande aposta.
    Porque as necessidades do dia a dia não são assim tantas, e com essa diminuição poupa-se no peso e no preço do carro.

    Boa aposta Volkswagen! :)

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  2. Olá viva,

    Hitardo, excelente texto. Muito mais objectivo e real que o texto original. Parabéns

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  3. Boas Hitardo e obrigado pelo teu ponto de vista.
    Digamos que é obvio que trabalhas no grupo e defender o posto de trabalhe é nestes dias a melhor “opção de vida”.
    Eu sei quais os carros produzidos em palmela e claro, depois de toda a investigação seria difícil deixar escapar o obvio.
    No final eu, que falo sempre antes e detesto ter razão aponto apenas 3 caminhos possíveis para a AutoEuropa.
    1. Aposta em mobilidade por baterias ou Hidrogénio.
    2. Ou tem apoios estatais
    3. Ou morre.
    Eu sei, eu sei…
    É o teu posto de trabalho que está em causa, eu compreendo.
    Olha é como a Maior Central Fotovoltaica do Mundo na Amareleja.
    Primeiro veio o investimento privado de milhões, suportado por contrato com o estado de venda de energia a 340€ quando a poderíamos pagar a 50€ ou 60€.
    Existe a Autoeuropa e Existem mais milhões de Empresas em Portugal, independentemente do teu emprego e honestamente, tenta responder a isto:
    1. Não existindo apoio do estado Português nos próximos 10 anos a Autoeuropa permaneceria em Portugal?
    2. Pagando a Autoeuropa os mesmos impostos que qualquer outra empresa permaneceria em Portugal?
    3. Existe alguma fábrica no mundo (VW), das mais de 60 que produza anualmente menos carros que a Autoeuropa?
    4. Pagando a AutoEuropa o preço da Energia a que as outras empresas estão sujeitas e continuaria em Portugal?

    Eu sei que a Autoeuropa é o 3º exportador nacional, mas a Quimonda também já foi um enorme exportador.
    As exportações só são importantes quando acrescentamos valor e dominamos / sabemos fazer o processo de produção.
    Neste momento o nosso maior exportador é a Galp, recebe petróleo, transforma-o e depois como é impossível o mercado nacional contraído absorver a capacidade instalada de refinação, exporta os produtos finais.
    Até acrescenta valor, pois existe transformação, quando o mercado interno recuperar, diminui a exportação de Gasóleo e Gasolina voltando a balança comercial ao crónico défice.
    Quando a Quimonda saiu de Portugal, o que realmente deixou de “saber instalado”?
    Atualmente independentemente dos apoios voltaria a Volkswagen a apostar em Portugal?
    Julgo que não…
    Olhando a longo prazo a Autoeuropa continuará a fazer sentido para menos de 1% da produção global?
    Depende, amigo…depende.
    E voltamos à vaca fria…
    Espero estar enganado, até porque detento ter razão.
    Melhores cumprimentos,

    Jony

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  4. Já viu que a Tesla está para lançar um carro com 600 km de autonomia? falar em 300km é muitissimo pouco ambicioso e é para a industria europeia ir pelo ralo..
    Cumprimentos,
    FD

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    1. Atenção que a Autonomia descrita para apoios é a mínima, portanto de 300kms para cima :)

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  5. Boas FD,

    Tinha o Link para o carro da Tesla errado, mas no post tenho os 2 modelos.
    O modelo S com 350km Autonomia e o novo com perto de 500kms de autonomia.
    Anda a Volkswagen a produzir carros com 130kms de autonomia….Só pode ser brincadeira.
    Adiante, fica o link já corrigido no post:
    http://www.teslamotors.com/en_GB/models/features

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;)